mas temos passos
Os portugueses que trabalham na construção civil, em França, chegam a receber metade do salário mínimo do país. Não me admira que assim estejam também todos os jovens e menos jovens qualificados que Coelho aconselhou a emigrar, enfermeiros, médicos, professores, cientistas. Por cá, já se sabe o que a casa gasta, ordenados cada vez mais baixos, impostos cada vez mais altos, direitos cada vez menores. Por lá, sabendo-nos aflitos, também se aproveitam. A culpa é da crise, dirão, ou pagamos salários de vergonha ou fechamos o estaminé. Ainda dizem que Passos, Gaspar e demais parceiros de malfeitoria são canhestros, incompetentes, não sabem o que andam a fazer. Eu, pelo contrário, tiro-lhes o chapéu. Em menos de dois anos de governação, conseguiram os seus objectivos: transformar Portugal e os portugueses em rebotalho para consumo estrangeiro. Marrocos está perto. Somos um acidente geográfico na Europa, a jangada de pedra que, por equívoco da Natureza, veio acostar aqui. Somos...