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ao que chegámos!

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A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada vai fazer queixinhas a Bruxelas, ao guardião do capitalismo degenerado. Assim não pode ser. O Estado tem que deixar o negócio da Saúde para eles e só para eles. Passos é que não se pode queixar, nem a Bruxelas nem deles. Quem semeia ventos, colhe tempestades e estas ele até há-de gramar. Fique-se com o dito de Artur Araújo, AA para os amigos, sobre este candente problema de haver saúde em Portugal tendencialmente universal e gratuita: "Não vamos tolerar mais práticas de gestão pública que privilegiem sistematicamente o sector dito social". Ora toma, embrulha e mete na tulha. Onde perecem a Educação com a Saúde, a Segurança Social e o Estado a que isto enfim chegou.

a miséria moral da caridade, das políticas que a promovem e das organizações que a praticam

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Por Nuno Serra http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/ Vale a pena ler na íntegra a recente notícia do Público sobre o caso de uma mãe, em Sesimbra, que perdeu a ajuda alimentar por se queixar de ter recebido leite fora do prazo, para uma bebé com seis meses. Por mais insólitos que sejam os detalhes deste episódio, ele traduz, muito mais do que se possa pensar, o padrão de actuação das organizações privadas de solidariedade social e, sobretudo, os arranjos institucionais que potenciam este tipo de situações e nos quais repousa a florescente economia política da caridade . Já não se trata apenas da ideia, latente, de que « para quem é, bacalhau basta ». Isto é, a percepção mais ou menos subconsciente, de técnicos e dirigentes, segundo a qual «o pobre» é uma espécie de cidadão naturalmente diminuído, pela sua condição e perante os que o «ajudam», nos seus direitos e dignidade. Tal como já não se trata apenas do desequilíbrio de poder que se estabelece e que cunha, de forma ...

de que estão à espera para decretar a solução final?

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Ontem, no debate quinzenal parlamentar, Coelho esteve em plena forma, quase arruaceiro, assumidamente panfleteiro, em mais um dos muitos actos de campanha eleitoral que estão a marcar este fim de um mandato mais do que desgraçado: desgraçou-nos. Passos mostrou as suas garras, vociferou contra "as esmolas do Estado" e este dito é, por ele só, todo um programa de governo, o da selecção natural , os mais capazes que progridam na vida segundo os seus méritos ou, tantas vezes, de acordo com as suas capacidades de esmagar os que os rodeiam para vencer, conquistar um lugar ao Sol. Os outros que fiquem pelo caminho, que emigrem, que vivam na miséria, da caridadezinha. O Estado não tem por obrigação amparar essa gente, isso seria um incentivo à preguiça, à inacção. O Estado não deve dar-lhes condições para se libertarem da pobreza onde nasceram. Daí a liquidação do Estado Social, a Educação deve destinar-se a quem pode pagar, a Saúde a quem tem dinheiro para se tratar. Os outro...

mota soares jura a pés juntos que "o estado social está mais forte"

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Foi ontem na Assembleia da República. Discutia-se a pobreza em Portugal, que os deputados da maioria negaram existir com a veemência de quem ostenta a palavra "mentiroso" escarrapachada na testa. A páginas tantas, páginas negras de um livro maldito, levantou-se o ministro dito do Trabalho e da Solidariedade Social, só dito porque ninguém acredita, e subiu ao púlpito para afirmar, com a veemência de quem ostenta a palavra "mentiroso" escarrapachada na testa, que o Estado Social nunca esteve tão forte como sob o seu reinado. Estava a reinar. Só pode. A não ser que o Estado Social dele seja o da caridadezinha, das sopas do Sidónio de há 100 anos atrás, dos abrigos para os sem-abrigo sempre que o rei faz anos e em Portugal já não há rei há anos e anos, dos saraus de beneficência, da esmola para os pobres da Conferência de São Vicente de Paulo, dos chás dançantes onde as Pilitas, as Xaxões e as Blitas vão exibir as suas malitas Chanel e as suas almas caridosas, ...

destruição total

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Os nossos apóstolos da desgraça, Pedro e Paulo, tudo farão para ganhar as próximas eleições (e não é que a prisão de Sócrates já foi uma primeira grande ajuda?). Mas, não vá o diabo tecê-las e o povo ganhar juízo, vão acelerar nos próximos meses a destruição total do Estado. Desde a Saúde e a Educação até à Segurança Social, se os deixarem à solta, não ficará pedra sobre pedra. Haverá alguém que ponha cobro a isto? Que lhes soterre os intentos? Que lhes esmague as ambições?

bardamerda ainda se escreve bardamerda?

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http://www.record.xl.pt/ Quem fez o inventário foi o Aventar ( http://aventar.eu/ ): o guião para a reforma do Estado do irreversível, incontornável, irreparável, irrepreensível Paulo Portas não respeita o povo português, mas  também não respeita a ortografia, nem a "antiga" nem a "moderna". É assim uma espécie de sopa de letras azedada, uma caldeirada de pontapés no "bem falar, bem escrever". A Edite Estrela, apoiante do acordo ao que sei, não deve ter gostado nada de ler a sebenta sebenta do Estado melhor, mais pequeno, mais barato, mais pindérico para uns, mãos-largas para outros. Ora vejamos, e passo à singela tarefa de copy e paste a partir do Aventar. Enquanto lê e dá pelos dislates, vá apreciando a ideologia neoliberal de que Portas, irreprimível, insubstituível, se tornou indefectível porta-voz e indesmentível paladino: Efectivamente, fazendo um pequeno apanhado de co-ocorrências presentes neste Guião  acção (p. 32) e ação (p. ...

o rato pariu um montículo

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Quero dizer... o rato pariu uma montanha de propaganda, de mentiras, de baboseiras, aldrabices, banha da cobra, desculpas esfarrapadas para os crimes continuados que o seu bando de ratazanas governamentais cometeram e pensam ainda cometer contra os portugueses. Guião ... só se fosse de um filme “classe B”, misto de má ficção científica e estória de gangsters. Samuel http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt Portas propõe a privatização de partes importantes de funções fundamentais do Estado - saúde, educação e segurança social -; defende uma lógica de contratação a privados de serviços públicos, garantindo o aumento do financiamento público a negócios privados; e quer constitucionalizar os cortes brutais no Estado. E pede, em torno disto e da profundíssima revisão constitucional que este processo revolucionário exigiria, um consenso político alargado. No fim, ainda quer que levem a sério este seu documento. Daniel Oliveira http://arrastao.org A embrulhar a desresp...

e se a reforma do estado começasse com um governo novo?

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Não liguem. A porquinha, nazi ainda por cima, não tem nada a ver com a reforma do Estado de que vos quero aqui falar. Apeteceu-me. Gostei da imagem. Só isso. Paulo Portas falou. Palavra de honra que eu, não sendo político nem doutorado, era capaz de dizer o que ele disse, engendrar uns tantos lugares-comuns para debitar aos papalvos. Então agora os professores podem comprar escolas? Tendencialmente, os mais ricos deixarão de contribuir para a Segurança Social destruindo-a assim de vez? Os privados abocanharão ainda mais funções do Estado com lucros colossais? É preciso racionalizar, desburocratizar, eliminar duplicação de funções, despedir, arruinar famílias, baixar impostos não se sabe é quando? Portas é um gigante de pés de barro. A sua lendária inteligência caiu por terra, pela estrumeira. E Passos, de inteligência por sua vez menosprezada, vingou-se com a pintarola de um Maquíavel. A porquinha da política. Ainda por cima nazi.

a merda do dia num único puxão de autoclismo

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Meio milhão de desempregados, segundo o Eurostat (o que significa que ainda devem ser mais), não beneficiam de subsídio de desemprego, ao mesmo tempo que a Segurança Social tem cortado radicalmente a atribuição de outros apoios, como abonos de família ou o rendimento social de inserção. O presidente do Eurogrupo diz que muito dificilmente será possível manter, daqui para o futuro, o modelo social europeu. A Galp, empresa que até Setembro contabilizou 218 milhões de euros de lucro, queixa-se, pela voz embargada do seu presidente, da injustiça da nova taxa a ser imposta no Orçamento de Estado. Isto se a medida for para a frente porque, por cá, quem manda não é Coelho dos passos perdidos, mero empregadote da troika. Duarte Marques, deputadinho do PSD e ex-líder dos putos laranja, exige a penalização criminal a quem insultar Cavaco Silva. Ora acontece que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Como tal, se Miguel Sousa Tavares pôde dizer que a presidencial criatura é um...

sete cães a um osso

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Paulo Portas, o Barão das Laranjeiras, vai, com muitos meses de atraso, anunciar finalmente em que consistirá a tão badalada reforma do Estado. Eu disse do Estado, não do estadão. Como se sabe, os venerandos governantes da Nação não se privam, nem dos carros de truz, nem dos motoristas, nem dos assessores, nem de outros doutores recém-licenciados a necessitar de primeiro emprego e dos velhos amigalhaços a necessitar de engordar os proventos. Gastam milhões a mais, ao mesmo tempo que nos vão à carteira com desusada sanha, são sete cães a um osso cada vez mais carcomido. Aposto que a reforma do Estado do Barão das Laranjeiras vai gerar mais sacrifícios para todos nós, mais destruição dos serviços públicos, em particular do Estado Social. Os senhoritos, barões e tubarões, não se coíbem de roubar e vilipendiar, de exterminar tudo o que lhes pareça ter laivos de socialismo, mesmo que ténues. Está-lhes na massa do sangue. Faz-lhes parte do ADN. Nos seus palácios, seja São Bento, seja Lara...

o meu dicionário vai pró lixo

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Tal como Portas há uns dias atrás, também Albuquerque encheu hoje a boca com palavrotas boas de dizer, como equidade e justiça social. Chegou ao ponto de afirmar que não reduz os salários dos funcionários públicos, os que ganham menos de 600 euros, por uma questão de justiça social. Pressupõe-se portanto que é de total justiça cortar o salário de quem ganhe 600, 700 ou mesmo 1.000 euros. Fortunas de nababos já se vê, uma pessoa nem sabe o que há-de fazer com tanto milharame. Começa agora a comunicação social a divulgar a proposta de orçamento e já se está a ver em que consiste tamanha, tão bem intencionada, tão humanista preocupação. Num ano, 30.000 pessoas perderam o direito ao RSI; 1.500 crianças e jovens perderam o direito ao abono de família só entre Julho e Agosto deste ano; mais de 6.000 idosos perderam o direito ao complemento solidário em relação ao mesmo período do ano passado. Anuncia-se agora no orçamento que todas estas prestações sociais serão ainda mais red...

o sonho de passos coelho para o serviço nacional de saúde

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o segredo é a alma dos cobardes

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O governo só revelará os cortes que vai fazer - ou, se se quiser ser cínico, a reforma do Estado - depois das eleições autárquicas. Bruxo! Coelho e afins não querem perder eleições. Não gostam de perder nem a feijões. Para as legislativas, Coelho mentiu com quantos dentes tinha na boca, e a gente sabe como a cremalheira lhe vai branca e sadia. Para as autárquicas, esconde. Não diz onde nos vai lixar, estropiar, gamar os parcos proventos que ainda restam a grande parte dos portugueses. Não diz que vamos ter ainda menos Saúde, menos Educação, menos amparo no desemprego e na velhice. Porque é aí e só aí que se vai reformar o Estado, mandá-lo para o galheiro, esfrangalhá-lo de vez, pô-lo de pantanas, fodê-lo.  Os cavalheiros da alta - mais os da baixa política - por aí andarão de rabo alçado, no Estado "reformado", nas empresas públicas depenadas, nas empresas privadas que contratam senhores "estadistas" para que o Estado não lhes fuja, nos escritórios dos advo...

é tão bom ser pobrezinho e ter quem cuide de nós

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Esta imagem, do sempre genial  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ , diz tudo. O homem (deverei antes dizer homúnculo? Será, mesmo assim, elogio?) que ontem jurou, no Parlamento, estar a trabalhar para um país mais próspero e mais justo, é o mesmo que é autor do maior ataque de sempre ao Estado Social, a quem trabalha, a quem não consegue trabalhar, a quem já trabalhou e merecia uma velhice digna, sem precisar de estender a mão à caridade. O homem (deverei dizer antes aventesma? Ou será, ainda assim, elegia?) não vai ficar por aqui. Ele nutre um desprezo profundo pelas classes sociais "mais baixas", é assim como uma espécie de Cristina Espírito Santo mas em plebeu, não brinca aos pobrezinhos mas brinca com os pobrezinhos, fabrica pobrezinhos e, como alma pia que se ufana de ser, fomenta a criação de cantinas para esses mesmos pobrezinhos. Cantinas para onde as Cristinas, as Blitas e as Pilitas, as Xaxões e as Tatões, as Blotas e as Carlotas, as da Linha e as da Comp...

parece que é bruxo

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ainda ninguém me explicou ...

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... como é que Portas, sendo a favor do abrandamento de impostos, da preservação do Estado Social, da mitigação dos sacrifícios, tão dedicado aos reformados, tão amigo do contribuinte, é, logo ele, quem está a estudar a reforma do Estado que vai cortar (pelo menos) 4,7 mil milhões de euros à Saúde, à Educação, à Segurança Social. Ou é uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde ou um espécime tortuoso, oportunista e com uma fome de poder imensa. Ser desta opinião e da contrária se preciso for, vender a alma ao diabo e o cérebro à democracia-cristã, andar constantemente em equilíbrio precário numa corda cediça e traiçoeira, só pode dar maus resultados. Qualquer dia, fecham-se-lhe as portas, a serventia da rua.

no mesmo barco

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Numa recente entrevista à revista Der Spiegel, a chanceler Merkel perguntava-se: como é que a UE estará em condições de continuar a representar 50% da despesa social do planeta, quando contém apenas 7% da população e algo entre 20% e 25% do PIB mundial? As multidões que no Brasil protestam contra a opulência das obras de fachada (como as que ajudaram a arruinar Portugal), ou os jovens de Istambul que querem liberdade para as suas vidas, e os milhões de chineses que todos os dias combatem para não terem de escolher entre o salário e a miséria ambiental, também devem ser chamados a responder à pergunta de Merkel. Não é uma desgraça pequena que a mais poderosa personalidade política europeia olhe para o nosso complexo presente com a argúcia de um capataz paroquial. O "Estado social" europeu não foi uma oferta, mas uma conquista de milhões de mulheres e homens ao longo de dois séculos de lutas sociais. Se a Europa ainda susc...

a montanha pariu ratos

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Os papalvos de sempre cá estarão para pagar os buracos do BPN, das PPP, do Estado mal gerido, dos compadrios, da corrupção, da pompa dos governantes, da Justiça cega aos dislates dos ricos, das empresas públicas coito de inúteis regiamente pagos. Em dois anos, e contra todas as promessas, nada se limpou, nada se moralizou. Pelo contrário. Os papalvos de sempre pagam cada vez mais impostos para que os pobres deixem de ser protegidos, os doentes deixem de ser tratados, os idosos deixem de ser amparados, os trabalhadores deixem de ser remunerados com equidade, os desempregados deixem de pertencer à raça humana, mas sim a uma escória de chulos do erário público.  Cavaco, dando mais uma mãozinha ao governo na destruição do Estado Social e prosseguindo a sua política de "cravo e ferradura", disse ao "i" de hoje que se "criou uma cultura de proteccionismo social do Estado". Fica subentendido que Cavaco concorda com cortes na Educação, na Saúde, na Seguran...

e os outros é que davam a injecção atrás da orelha!

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Acho cá uma graça, oh se acho, quando os deputados, ministros e outros sinistros nos gritam, do alto dos seus púlpitos, que o governo tem poupado os idosos e pobres do País a medidas de austeridade. Eis mais uma prova de que falam verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade: desde que tomou posse, o governo já deixou de pagar o Complemento Solidário a 8400 idosos. Fonte:  http://www.dinheirovivo.pt

portugal primeiro!

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