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de espanha, bom vento e bom casamento

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A Izquierda Unida quer concorrer às próximas eleições espanholas junto com o Podemos. E por cá? PCP? BE? Tempo de Avançar? E os outros, tão pequeninos que mal se vêem? Não querem correr com Passos? Não querem evitar que Costa, se Costa for eleito, faça alianças com a direita? Querem que tudo fique na mesma, quanto pior melhor?

a direita é estúpida?

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AP Se a esperteza se mede pela ausência parcial ou total de escrúpulos, a direita será tudo menos estúpida. Já a esquerda, se não é estúpida, parece. Vezes sem conta tenho dito que o tempo não está para contar os soldados de cada quartel, mas sim para os juntar no mesmo combate contra a besta, o fascismo travestido de vampe neoliberal.  Partidos cada vez mais partidos vão dar em cacos, em nada. E não terão perdão, antes serão castigados. Castigando-nos.

já criou o seu partido hoje?

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É TEMPO DE AVANÇAR, eu sei, e de AGIR também, mas precisam de ir a eleições tresmalhados? Que ambicionam conseguir? Tirar votos ao BE e ao PCP, sem dúvida, mas para quê? Porque não se juntam todos e abandonam as peneiras, os protagonismos, os estrelatos, os pruridos, as teimosias, as crenças nas diferenças em vez de se empenharem no que vos é comum, a luta contra Passos, por um Portugal mais justo? Que esperam construir tantos partidos tão partidos e repartidos por quintas e capelinhas? Já agora, porque não marcham todos, rumo às eleições, cada qual com um "arco de governação" a engalanar-vos os passos, já que o melhor que vão conseguir é favorecer o centrão ... e Passos em pessoa? Para que a peçonha não nos abandone e o martírio não acabe.

é por aí

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Já cheguei a pensar, com o apogeu do neoliberalismo, que a luta entre direita e esquerda não fazia sentido, que o combate a travar era antes pela moralização da política, ao serviço do povo. Estava enganado. Direita e má governação, salvo raras excepções, estão ligadas por cordão umbilical, são unha com carne, são as duas faces da mesma moeda, são o desprezo pelos humildes com disfarces de caridade, são a exploração de quem trabalha, as mentiras, a propaganda, os meios de comunicação social deformadores de opinião, é a corrupção, o carreirismo, a cunha. Tudo isto lhes está na massa do sangue. Com dinheiro e sem escrúpulos, tem-lhes sido fácil manipular as populações, fazer com que lhes dêem o voto em simulacros de democracia onde, focinhando na lama, engordam cada vez mais. A luta de classes é tão necessária como nos tempos da Revolução Francesa. Depois dos avanços civilizacionais dos últimos séculos, conseguidos a duras penas, regredimos a olhos vistos. Nunca como agora ...

ménage à trois?

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Na prática, há dois partidos de direita: o CDS e o PSD. Sem contar com o novel partido de Marinho Pinto que ainda não se percebeu muito bem o que é, uma no cravo, outra na ferradura, o que é preciso é dar palha à cavalgadura. Salvo seja. Quanto à esquerda, PS à parte que esse é como aquela Maria, a que vai com as outras quer elas sigam para o bailarico ou para a matança do porco, a esquerda, dizia eu, ai a esquerda, a esquerda, não tem siso nenhum. Além do PCP e do BE, há agora o Livre mais uma série de partidelhos, cada um na sua, fiéis à respectiva doutrina, pergaminhos, crenças, ideologias, facções, manias, clientelas e quintarolas. E eis senão quando, como diria o meu Tio Segismundo muito dado à prosápia inútil, a Joana Amaral Dias vem anunciar a criação de mais um p'rá colecção. Acho que se vai chamar AGIR. E assim vamos nós, arriscando-nos a que mais uma vez a direita abocanhe o poder e nos lixe com as letras que está para aí a pensar. Ou que, em caso de empa...

esquerda, to be or not to be

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Por Daniel Oliveira http://expresso.sapo.pt/ Se nada for feito a direita acabará, contra todas as previsões, por vencer as próximas eleições legislativas ou, mais provável, o PS governará com ela. Porquê? Porque o PS não tem que se preocupar com o seu flanco esquerdo, que se encarrega de se boicotar a si próprio. Pode continuar a desculpar-se com a impossibilidade de fazer alianças com aquele lado. Que não haja confusão: acredito que, se depender apenas da vontade das suas direções, o PS está disposto a fazer, talvez com menos estardalhaço e dureza, o mesmo que este governo. E que a razão pela qual o fará não resulta apenas ou especialmente da falta de aliados à esquerda mas por ser para isso que o poder, o poder que conta, o empurra. Se não for por convicção, será por inércia. E a inércia é hoje o que sobra aos partidos socialistas e social-democratas da Europa. É verdade que a cultura de cedência socialista não é propriamente nova. Ela teve, aliás, fortíssimas respon...

bicéfalo? não, obrigado!

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As carpideiras, os justiceiros, os carrascos, todos em uníssono vieram às televisões, aos jornais, às estações de rádio, assinar a certidão de óbito do Bloco de Esquerda. Talvez se estejam a precipitar, talvez do que o BE precise é de um novo medicamento que o salve, uma nova direcção. Não bicéfala. Talvez precise de, sem nunca abdicar dos seus princípios fundamentais, dialogar mais com o resto da esquerda, encontrar consensos, pontos, frentes comuns contra a desgraça que se avizinha. Os tempos são graves demais para que cada um não abra mão de alguns pergaminhos, não saia da sua pequena quinta, a favor de Portugal e dos portugueses. Para já, não lhes apressem o funeral. Não chamem o gato-pingado nem o coveiro. É cedo ainda.

memórias do cárcere (4)

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Publicado no dia 17 de Janeiro: Este povo não aprendeu as lições da história. Prefere viver de joelhos. Resigna-se. Cala-se. Demonstra rancor pelos que, com defeitos, é certo, ao menos defendem e sempre defenderam os seus direitos, os seus interesses. Eu sou do PCP, do BE, do MRPP, de qualquer partido, qualquer movimento, qualquer organização que se oponha - sem tibieza nem falsidades - a este governo de crime sem castigo. Não quero saber de capelinhas, nem de quintinhas, nem de sensibilidadezinhas. Dir-me-ão ignorante das coisas da política, acrítico, troca-tintas. Pois seja. Do que nunca me acusarão é de querer dividir quem está do meu lado. Dogmas, tendências, intolerâncias, facciosismos, desejo-os ao inimigo. A esse sim, quero vê-lo fraco, moribundo, morto. Enterrado, para sempre, no cemitério da ignomínia.

bem-vindo seja quem vier por bem

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Eu sou menos politizado - ou então, se quiserem, mais ingénuo - do que os restantes escrevinhadores que por aí passeiam a sua veia literária pelos "faces" e blogs deste vale de lágrimas. Por isso, talvez por isso, não tenho ódios de estimação, nem à direita nem à esquerda, muito menos à esquerda. É evidente que condeno a política do governo da nossa desgraça, todos os dias e a toda a hora. Já em relação à esquerda, desde que sincera e não de pacotilha, são todos meus amigos, sejam trotskistas (será assim que se escreve?), comunistas, socialistas, bloquistas, anarquistas, ambientalistas ou, simplesmente, humanos de sensibilidade e saber. Li por isso com muito gosto a convocatória para um congresso democrático em busca de alternativas à praga que nos destrói os dias. E li com desgosto as reacções sectárias de alguns, contra a presença nessa lista de gente do PS. Venha quem vier por bem, é o que vos digo. Na minha ignorância, dirão. Às vezes, mais vale.

o sol rasga a escuridão?

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Finalmente, a união contra a calamidade? Foi convocado um Congresso Democrático das Alternativas para o dia 5 de Outubro. A lista de aderentes é imensa, notável e diversificada: Alfredo Barroso (Ensaísta e comentador político), Amadeu Garcia dos Santos (Militar de Abril), Ana Benavente (Socióloga), Ana Catarina Mendes (Jurista e Deputada), Ana Drago(Socióloga e Deputada), Ana Sousa Dias (Jornalista), André Freire (Politólogo e Professor universitário), António Arnaut (Advogado), António Borges Coelho (Historiador), António Chora (Técnico de Manutenção), António José Avelãs Nunes (Professor universitário jubilado), António Manuel Hespanha (Professor universitário), António Pedro Vasconcelos (Cineasta), António Reis (Ator e Diretor teatral), António Reis (Professor universitário), Avelino Rodrigues (Jornalista), Baptista Bastos (Escritor), Boaventura Sousa Santos (Professor universitário), Camané (Fadista), Carlos Brito (Empregado de escritório e Escritor), Carlos do Carmo (Fadista)...

soltar as ideias, libertar a esquerda

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Por Elísio Estanque http://www.publico.pt/ O recente Manifesto para uma esquerda livre gerou alguma controvérsia porque a formulação incomodou muitos daqueles que, sendo de esquerda, se consideram livres. Não é preciso dissecar a noção de "liberdade", bastando recordar que, em termos políticos e sociológicos, todos somos condicionados e o "livre arbítrio" individual não passa de uma mistificação. Um dos requisitos-base para que esta iniciativa tenha êxito passa por provocar a polémica e questionar as esquerdas instaladas, deixando em aberto todas as possibilidades futuras (inclusive a criação de uma nova força eleitoral). O acantonamento das diferentes tendências e partidos de esquerda não só tem impedido o surgimento de alianças à esquerda capazes de travar as concessões da social-democracia ao neoliberalismo como tem perpetuado o ciclo vicioso das oligarquias partidárias, com os principais protagonistas a eternizarem-se nos mesmos lugares ou (o que é...