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a mentira sem vergonha

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Na última terça-feira, o dr. Pedro Passos Coelho, com a desfaçatez que já não surpreende ninguém, afirmou que nunca tinha convidado ninguém a abandonar o País. Disse-o, sorridente, como sorridente estava a seu lado, o falecido autor de "O Eduquês." O episódio ocorreu na TVI, cada vez mais a minha estação preferida. Quase a seguir, a emissora recuperou as afirmações do senhor, que fizeram história, e desmentiram, agora, o que, de facto, dissera, há dois anos. Além das afirmações, lá estavam, também, as do inigualável Miguel Relvas, no mesmo tom e estilo do patrão, e de um outro qualquer secretário de Estado. Os mentirosos foram desmascarados, mas não titubearam. A panóplia de mentiras, omissões, torções à verdade mais elementar, de que este primeiro-ministro e os seus são mestres evidentes, tornou-se motivo de devastadoras anedotas. No tempo do fascismo, a aldrabice possuía a cumplicidade da censura e da polí...

o minto urbano

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Paulo Guerreiro/http://kruzgkarikaturas.blogspot.pt/ Será que somos todos gente simplória? De fraca memória? Coelho diz que não disse o que disse, que chatice, tudo não passou de um mito urbano. Minto suburbano. Mito. Minto.  Estão a ver como quase lhe fugiu a boca para a verdade? Não se mente que é feio. Não se rouba que é crime. Coelho merece um tabefe. PAF. Portugal à Frente. PAF. PAF. Que repouse em PAF. Que morra o mito. Que se vá D. Sebastião de pacotilha. Que se dane a austeridade da matilha, a badalhoquice financeira, a mentira politiqueira, o desprezo pelos (des)governados, o poder dos desalmados. Que se lixe Coelho nas eleições. Para o PEDRO |Pela boca morre o peixe... 2011 12 18 Posted by canal #moritz @Ptnet on Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

em frente, para o abismo!

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Os portugueses cada vez ganham pior. Pagam-se 500 ou 600 euros a jovens licenciados para fazerem o trabalho de outros que, no passado, receberiam quatro ou cinco vezes mais mas que, com a desculpa da crise a graças às novas políticas laborais fabricadas com o conluio da UGT, foram despedidos por "redundância". Era este o plano de Passos, é este o estrondoso sucesso de Passos, conseguido com a conivência, a indiferença, a cobardia de milhões de portugueses. E os empresários de vão de escada, os que a única coisa que querem é acumular dinheiro para as suas casas de férias, os seus Mercedes, as suas viagens para resorts de luxo, esfregam as mãos de contentes, Passos é o seu herói, uma benção dos céus, uma lenda viva, um semideus enfim. Enganam-se todos eles, Passos, os que votaram em Passos e os que idolatram Passos por Passos os proteger, lhes baixar impostos, lhes proporcionar mão-de-obra tão barata que nem na China conseguiam um maná assim. Enganam-se porque os traba...

olhó pacote, trás o pacote!

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vem?

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Por Raquel Varela https://raquelcardeiravarela.wordpress.com Por absoluta falta de tempo explicarei este facto de forma sucinta, que já mereceu de nós vastos trabalhos, sustentados, e merecia um artigo, mas estou esmagada por trabalho, perdoem-me a nota pessoal. Hoje o Governo anunciou – e o facto foi noticiado sem contraditório ou explicação na Antena 1 e nos jornais que li – que vai dar incentivos aos emigrantes para retornarem ao país porque há um défice demográfico. Que tipo de incentivos? Estágios, pagos pela segurança social e o fundo social europeu, fundo pago por todos nós na Europa, quem trabalha. O que isto significa? Significa que o Governo expulsa as pessoas do país, fazendo o défice demográfico, e depois fá-las retornar com salários pagos pelos fundos sociais, descapitalizando a segurança social e rebaixando os salários de todo o país. Exemplo: expulsa-se um informático para a imigração porque se corta nos empregos numa escola por exemplo, o tipo ganhava 900 e...

o pacote do porreiro

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São jovens, não pensam. Em vez de andarem por cá a responder aos poucos anúncios que existem ou a bater de porta em porta a mendigar um emprego de 500 euros, bateram com a porta e partiram, foram fazer pela vida, ganhar o pão que, por aqui, são Passos e o diabo quem amassa. Isto não se faz, é traição à ditosa Pátria que tão renegados filhos tem, é ingratidão, é falta de amor pelos seus. Mas o governo, ah este governo sempre generoso e bom!, tem um pacote de medidas de apoio ao regresso de emigrantes. Os jovens, se voltarem, poderão ter a certeza de levar, no pacote, umas promessas eleitorais e pouco mais. Porque, Cavaco assim o disse e quem sou eu para contradizê-lo, já cheira a eleições. Os que partiram, e foram milhares os escorraçados do País, regressarão felizes ao desemprego, à casa dos pais, à desesperança, ao futuro aporrinhado. Voltem. Passos nunca os mandou emigrar. E, porreirinho como é, perdoa-lhes.

tristes fados

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Era assim que se vivia sob a bota de Salazar. Má era a vida de quem por cá ficava, má era a vida de quem partia.  Sob o sapato de berloque de Coelho, estamos a voltar para trás. Outros emigrantes, diferentes daqueles que fugiam a salto nos anos 60, vão tentar ter a vida que o seu país lhes negou, vão casar e ter filhos, poucos regressarão. Os que ficam, vêem as suas condições de vida degradarem-se todos os dias, má educação, má saúde, desrespeito pelos mais velhos e pelos doentes, os desempregados tratados como párias, os empregados tratados como pagadores de impostos cada vez mais altos, todos tidos por gente estúpida, gente que se pode tratar como lixo e enganar por altura de eleições. Se morre gente nas urgências, se se cometem suicídios, se empobrecemos, se nos roubam, se nos lidam como gado, a culpa é nossa. De uns porque votaram nessa gente. De outros porque, mansamente, se calam e se escondem em casa com medo do futuro. Da vida. As fotografias são de Gerard Blon...

tordo e os miseráveis

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http://www.lux.iol.pt/ Afinal, Fernando Tordo é milionário. Quem o dá a entender é o "i", em parangonas da primeira página com "o melhor design da Península Ibérica". Segundo o jornal, Tordo terá recebido mais de 200.000 euros do Estado desde 2008. E as gentes predispostas a engolir venenos pensam: "grande malandro, a queixar-se e, afinal, recebe subsídios do Estado. A propósito de quê?" Quem não se der ao trabalho de ler a notícia e se ficar pela manchete, restar-lhe-á espalhar o veneno pelo facebook, pelo twitter, pelos emails ditos virais. Se ler a notícia, o caso muda de figura. Os tais "mais de 200.000 euros", 207.100 para ser exacto, não lhe foram oferecidos, de mão beijada, por um Estado perdulário. Foram-lhe pagos, principalmente por Câmaras, pelo seu trabalho ao longo de seis anos de concertos pelo País. Mesmo que tivesse ficado com os 207.100 euros todos para si, Tordo receberia, nesse total de 72 meses, 2.876,39...

carta ao pai

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Por João Tordo http://www.publico.pt Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais ( mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência ). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pela...

a vocês, que nos negam o futuro

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Passa-se em Espanha. Podia ser em Portugal, na Grécia, na Irlanda, até em Itália. Ei-los que partem. Os jovens. Porque os dirigentes dos seus países os traíram, lhes roubaram o futuro. Ei-los que partem. E nós, os que por aqui ficam e que por aqui sofrem as arremetidas de um governo odioso, choramos a sua partida, choramos a oportunidade perdida de fazer de Portugal um país de aconchego. Imagem: Reuters/ http://sicnoticias.sapo.pt

e depois de nós, o dizer adeus, o ficarmos sós

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Imagem: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

mas temos passos

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Os portugueses que trabalham na construção civil, em França, chegam a receber metade do salário mínimo do país. Não me admira que assim estejam também todos os jovens e menos jovens qualificados que Coelho aconselhou a emigrar, enfermeiros, médicos, professores, cientistas.  Por cá, já se sabe o que a casa gasta, ordenados cada vez mais baixos, impostos cada vez mais altos, direitos cada vez menores. Por lá, sabendo-nos aflitos, também se aproveitam. A culpa é da crise, dirão, ou pagamos salários de vergonha ou fechamos o estaminé. Ainda dizem que Passos, Gaspar e demais parceiros de malfeitoria são canhestros, incompetentes, não sabem o que andam a fazer. Eu, pelo contrário, tiro-lhes o chapéu. Em menos de dois anos de governação, conseguiram os seus objectivos: transformar Portugal e os portugueses em rebotalho para consumo estrangeiro. Marrocos está perto. Somos um acidente geográfico na Europa, a jangada de pedra que, por equívoco da Natureza, veio acostar aqui. Somos...

para os portugueses obrigados a partir

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Trova do Vento que Passa Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça o vento nada me diz. Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas. Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz. Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que morro por meu país. Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão. Silêncio -- é tudo o que tem quem vive na servidão. Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados. E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados. E o vento não me diz nada ninguém diz nada de novo. Vi minha pátria pregada nos braços em cruz do povo. Vi minha pátria na margem dos rios que vão pró mar como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar. Vi navios a partir (minha pátria à flor das ág...

nem só os maias têm maus presságios

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Lá como cá, em Espanha, é a grande debandada da juventude para ir trabalhar no estrangeiro, aos milhares todos os meses. Lá como cá, não têm emprego no país que é deles. Lá como cá, a tragédia está a desenrolar-se diante dos nossos olhos. E a esta tragédia, muitas outras se sucederão. O caos vai instalar-se nas nossas vidas. A luta nas ruas vai intensificar-se (mais lá do que cá?). Entretanto, o que vemos é um primeiro-ministro engomadinho como se viesse da missa, com muitas certezas, sorridente, quase afável, tudo menos preocupado com a vida dos seus concidadãos. A obra dele é maior do que as nossas vidas. Uma obra que deixará marcas durante muitos anos. Um rasto de morte e miséria que não se apagará tão cedo. Não exagero. O que se está a passar é intolerável. Estão a ser praticados crimes contra a Humanidade em plena Europa. Merkel brinca aos hitlerzinhos com o beneplácito externo de seres menores, os políticos medíocres de uma geração fatal. Que nos está a ser fatídica. A indigna...

zona de conforto

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Por Manuel António Pina http://www.jn.pt A crer na OCDE, os portugueses, sobretudo os mais jovens e qualificados, estão-se nas tintas para o apelo feito por Cavaco Silva em Sydney: "Fiquem em Portugal". E é a debandada geral: todos os anos 70 000 de nós, a maior parte com menos de 29 anos, abandonam o país que os abandonou. Muitos são engenheiros, arquitectos, professores, cientistas, que levam na bagagem conhecimento técnico, doutoramentos, mestrados, licenciaturas, e a frustração por terem nascido num país que os enjeita, castigando-os por terem perdido anos a estudar e qualificar-se em vez de, como outros, se arrebanharem numa "jota" a colar cartazes e a aprender as florentinas artes da intriga, do servilismo e da ausência de pensamento próprio. E, por cima de tudo isto, são ainda alguns destes últimos, "emigrados" hoje nos cadeirões da AR ou do Governo e amanhã nos de alguma empresa pública, quem lhes aponta a porta de saída: "Deixem a vossa ...

se damos de frosques é porque damos de frosques ...

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Aqui há uns tempos, nem tantos quanto isso, Coelho e outros governantes encorajavam, calorosamente, os portugueses a emigrar. Hoje, um dos responsáveis por esse encorajamento, vem dizer-se muito preocupado com a emigração jovem. Vejam lá se se entendem, para que a gente os possa entender também. Pegamos na trouxa e zarpamos ou aguentamos os cavalos? É só para saber.

adeus, até nunca mais!

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Passos Coelho, que belo e pomposo cargo numa qualquer multinacional, talvez de armamento, talvez de petróleo, talvez da indústria farmacêutica. Quanto ao Gaspar, ah!, que confortável posição no Banco Central Europeu, onde continuará a levar a cabo o seu plano de destruição do Estado Social em toda a Europa. O Álvaro, coitado, o menos fadado de todos os ministros, voltará para o Canadá, de onde nunca devia ter saído, para perseguir o seu sonho de colocar pastéis de nata à venda nos mais recônditos lugares do planeta. A todos desejo aquilo que querem para os portugueses: dificuldades, pobreza, fome. Se possível a dobrar, que eu sou generoso e bom. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

chineladas

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O Presidente do Conselho, Passos Coelho, mandou-nos emigrar. Ando a pensar nisso. E, se tiver que ser, vai ser para o Brasil. Em meu nome, Ricardo Araújo Pereira explica porquê: "O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima."

produtos de exportação

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ei-los que partem

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