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sobre a televisão em dia de funeral

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Ontem, todos os canais portugueses, os generalistas e os de informação, estiveram praticamente o dia inteiro a acompanhar as cerimónias fúnebres de Eusébio. Abutres à volta da carniça que dá audiências. Horas e horas de momentos de televisão em que nada acontece e, como os repórteres nada têm para relatar, palram. Palram demais. Do rei. Do king. Do maior jogador de todos os tempos. Eusébio é Portugal e Portugal é Eusébio. O jogador global etc. e tal. Frases bacocas, frases tolas, frases redundantes, frases pomposas, num português titubeante e tantas vezes medíocre. Eusébio merecia melhor. E nós também. Os telejornais imitam os piores tablóides. O resto da programação limita-se às telenovelas, enlatados, música pimba e reality shows a rondar a abjecção. Os apresentadores e enternainers são fabricados em proveta e escrevem livros, muitos livros escrevem eles, best sellers da moda que se vendem no supermercado a preços sensacionais, como se fossem vinho ou iogurtes ou tremoços ou ...

morreu o rei, viva o rei!

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Tenho o maior respeito por Eusébio e pelos seus feitos. Mas os telejornais, os jornais, a rádio, as redes sociais, os jornais online só vivem desde ontem para Eusébio depois de morto. Não será um bocadinho demais? E dos vivos? Quem cuida deles, quem se importa com eles, quem lhes dá uma mão?  Todos os dias morre gente por obra e graça da dieta austeritária que nos enfiam pelas goelas. E se afinássemos todos a garganta, em uníssono, para espantar os espectros que nos ensombram os dias, dia e noite? Fechem-se as portas. Afugente-se o coelho. Sem dar cavaco, façamos de coveiros deste desgoverno moribundo. Choremos Eusébio. Mas choremos também o luto no coração dos milhões de portugueses que, desempregados, empobrecidos, humilhados, padecem às garras e nos dentes dos lobos esfaimados por dinheiro e sangue.

livro de condolências

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o que lá vai, lá vai

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1890 Cais de Gaia. 1891 Venda de perus pelo Natal, em pleno Rossio. 1904 Primeiro automóvel a circular na Madeira. 1906 Rei D. Carlos. 1907 Equipa de reportagem do jornal "O Século". 1909 Av. António Augusto de Aguiar, Lisboa. 1910 Cais de Gaia, carregamento de vinho do Porto. 1910 Descarrilamento de eléctrico na Rua da Misericórdia. 1910 Teatro de marionetas. 1912