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metam o euro no ecu!

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Michael Kountouris Agora é que já perdi o fio à meada, tantos os enredos, as tramas, os dramas que envolvem e revolvem o caso grego. Tsipras sabe que o mais certo é a nova proposta dos credores não ser aceite no parlamento grego e que o seu parceiro de coligação possa mesmo abandonar o governo, apressando a sua queda. Para quê então aceitar a afronta de uma negociação que apenas serve para humilhar ainda mais a Grécia e o seu povo? O que se disse nestes últimos tempos, em especial nos últimos dias, pelos adeptos da austeridade a qualquer preço, a começar em Merkel e a acabar no socialista Schulz, não tem perdão e não será esquecido. Foram, todos esses remoques, acusações, descarados gozos e provocações, uma obscena violação da soberania e da dignidade gregas. Os austeritários quiseram vingar-se dos gregos e dar uma lição ao Syriza, ao Podemos, às esquerdas europeias depois do júbilo pela vitória do NÃO a esta Europa mercantilizada, merkelizada . E, parece, conseguiram-no...

o dia da libertação

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É impressão minha ou pulula por aí grande alegria com a mais do que provável derrota da Grécia? O sentimento é desprezível, as razões que movem os contentinhos do Silva são mesquinhas, mas para além disso são tolos. Se a Grécia cair, cairemos com ela.  Pensando melhor, não sei se serão tolos ou clarividentes. Estar sob a alçada da Alemanha, sob a pata de Merkel, não é coisa de que nos possamos orgulhar. E que nem proveitosa tem sido. Virá o dia em que nos libertarão a nós, aos gregos, aos espanhóis, aos italianos, aos cipriotas, dos novos campos de concentração onde nos encarceraram, as nossas pátrias de trabalhos forçados, direitos coartados, salários minguados. Virá o dia em que os adoradores de Ângela, os apóstolos de Merkel, serão finalmente defenestrados. Fico à espera.

acendam o rastilho, o espectáculo vai começar!

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O senhor presidente tranquiliza-nos: vai um, ficam 18 porque somos 19. A chanceler continua a dizer que quer "negociar" com a Grécia desde que a Grécia aceite tudo, até matar os seus à fome. O outro presidente, esquentador de águas turvas, pingando lágrimas de crocodilo pelo caneiro, diz-se traído pela Grécia a quem ele tanto tem dado do seu tempo e da sua valorosa influência. O senhor primeiro-ministro da Tugalândia insiste que temos uma almofada, se de palha ou sumaúma é que ficamos sem saber. Pateta, Maga Patalógica, os irmãos Metralha e o professor Pardal são personagens de carne e osso ao lado destes figurantes e coristas da tragédia grega que é também a nossa. Assim se verga um povo. Assim se afunda a economia da zona euro excepto a da Alemanha, refúgio de especuladores financeiros, pátria de mercados de escravos e de dinheiros. Preparem-se para o pior. O pano não vai descer tão cedo. Ainda não se ouvem os canhões ao longe. Ainda não há sangue no palco. A diva, flácida...

a calma de um líder que inspira confiança

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Por Filipe Tourais http://opaisdoburro.blogspot.pt/ Titanic, versão 2015. A Europa afunda com grande estardalhaço e cenas absolutamente comoventes. Numa delas, o capelão Junker , o tal que aqui há meses admitiu que a Europa pecou contra os gregos, diz-lhes agora que os ama muito e por isso lhes pede que votem no sim que dá liberdade à Europa para continuar a pecar mais e mais. A timoneira Merkel mandou o barco ao fundo e agora queixa-se que tem os pés molhados: “se o euro fracassar, a Europa também fracassará”. Nisto, entra em cena o grumete Cavaco a dizer que o mundo anda todo enganado: "eu penso que o euro não vai fracassar, é uma ilusão o que se diz. A zona do euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países". 19-1=18. Brilhante. Tanta barulheira e afinal era só isto. Como mais uma vez se comprova, da soma de duzentos Cavacos não se obtém nem meio Presidente da República. Estamos completamente entregues à bicharada .

para pouca saúde, mais vale nenhuma?

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Quem sou eu, que de finanças mal percebo e de economia nem falar, para vir para aqui alvitrar a saída de Portugal do euro e desta União Europeia que, hoje, mais não é do que a União de Estados Germânicos, um novo império colonial de senhores e de escravos em pleno século XXI? A tortura já dura há muito. Andamos desde 2008 a viver na corda-bamba, com cortes sucessivos na nossa qualidade de vida, sem que se veja o fundo ao tacho, a não ser aqueles que vivem de tachos e de panelinhas onde chafurdam com gulodice políticos e empresários, advogados e deputados, ministros e ex-ministros, consultores que foram políticos, comentadores alvissarados que se fingem independentes, meras correias de transmissão das tramóias e falsas glórias do poder instalado à força de mentiras e propaganda. Nem os partidos à esquerda do PS se atrevem a ser claros e a propor a saída do clube dos mafarricos e fazer dois ou três manguitos à frau fraude, mostrar-lhe o dedo do meio, excomungá-la, expurgá-...

mural de atenas

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YANNIS BEHRAKIS / REUTERS

protesto com nota máxima

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Nos últimos dias, os espanhóis têm-se servido de notas de euro para fazer vingar o seu protesto contra as medidas de austeridade impostas pela comissão liquidatária do País, presidida pelo senhor Rajoy sob as ordens dos mercados, sacrossantos, omnipresentes, omnipotentes, os novos deuses na Terra. Se os povos não se revoltam enquanto é tempo, em uníssono, qualquer dia mais não seremos do que esfregonas na mão destes empregadotes, de Passos a Rajoy, que o capitalismo elegeu para fazerem a limpeza do sistema, sem solidariedade a não ser a imposta pela caridade dos cínicos. 

a armadilha diabólica do euro

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Por Ana Sá Lopes http://www.ionline.pt Quando entrámos na União Monetária, um euro valia menos de um dólar. Em Janeiro de 2002, a nova moeda equivalia a 0,9456 de dólar americano. Ontem, com os governos do sul a desmantelarem a coesão social e a mandarem uma elevada percentagem da população para a sopa dos pobres (“as cantinas sociais” enaltecidas pelo primeiro-ministro na sessão de “O país pergunta”) o mesmo euro vale bastante mais do que um dólar. 1,352 dólares a preços de ontem. Não é preciso ser um economista fulgurante para perceber que há qualquer coisa anormal nisto. O país cujo governo manda atropelar velhinhas viúvas é o mesmo país que faz uso de uma moeda superior aos Estados Unidos (sem nunca ter tido qualquer capacidade de produzir riqueza equivalente). A armadilha do euro foi a mais grave mistificação em que os europeus dos países do sul alinharam para alimentarem as exportações alemãs a troco de juros baixos. É verdade que em Portugal o PCP alertou a te...

sete mil milhões só de juros

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Por Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt Os portugueses pagaram à "troika", só em juros, mais de mil milhões de euros, para além de seis mil milhões - também só em juros - a "outros credores". Sabemos o que isto representa em sacrifícios, miséria e outros males para os portugueses. Contudo, há por aí uns fanáticos neoliberais, que mais parecem alemães do que portugueses, que dizem que nós, ingratos portugueses, achamos que os “alemães têm de pagar as nossas dívidas”, quando é exactamente ao contrário: os portugueses, só com pagamento dos juros, alimentam muitas bocas e muitas bolsas por essa Europa do Norte. No fundo, passamos fome para dar de comer aos outros, de acordo com as regras dos “mercados”. Se os alemães, holandeses e finlandeses não compreendem isto, eu posso ser tolerante, admitindo que a sua má relação com o sol os perturbe, mas não queiram que eu faça de parvo.

a baderna

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt Irado, inesperadamente fora do sorriso habitual, o Marcelo exclamou: "Façam desaparecer Maduro e Rosalino, que não se perde nada!" Pelos vistos, o Marcelo quer mandar eliminar pessoas, cuja competência põe em causa, e não encontra punição mais exemplar que não seja o "desaparecimento." Entende-se o desespero cáustico do professor. Ele vê, nas proposições do primeiro e nas precipitações tagarelas do segundo o mesmo espinoteante tolejo. Adicionando a esta confusão de cabecinhas doidas, a disparidade dos discursos produzidos por Passos, que diz uma coisa; de Portas, que diz outra; e de Maria Luís, que balbucia uma terceira, nada mais resta ao Marcelo do que invectivar quem assim pensa, comunica e age. Mais ainda: acusa de soberba para com os portugueses, este Executivo fanado e estático, gastador e de comportamento caótico e casual. Só o primeiro-ministro (digo eu, agora) dispõe de um arsenal de gente, que surpreend...

parece que é bruxo

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vítor gaspar no bundestag

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Com o seu habitual zelo religioso (mesmo que seja a um deus desconhecido), Vítor Gaspar falou quarta-feira aos deputados em Lisboa, como se estivesse no Bundestag, com Merkel a seu lado. Foi incapaz de reconhecer o caminho suicidário do "ajustamento". Incapaz de compreender que a raiz do mal que poderá matar a Europa reside no carácter monstruoso da arquitectura da Zona Euro (que combina perigosamente união monetária com fragmentação orçamental, sem cuidar da união política). Pelo contrário, essa arquitectura é tida como um inalterável fim da história. Custe o que custar, doa a quem doer. Aconselho a Vítor Gaspar a leitura de vozes sensatas e sábias que, na Alemanha, alertam para a catástrofe em que Berlim nos ameaça mergulhar a todos. O grande sociólogo Ulrich Beck, num ensaio com o título significativo de "A Europa Alemã", chama a atenção para o modo como Merkel rompeu as regras do jogo na Europa, passando da...

quem agarra o euro?

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 Autor: Gianfranco Uber http://www.cartoonmovement.com