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A mostrar mensagens com a etiqueta desemprego

comente quem quiser, que eu já não tenho estômago para tanto

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Governo melhorou regras de subsídio de desemprego deixadas pelo PS, declarou Marco António Costa.

sócrates prometeu, passos cumpre!

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A campanha eleitoral está no auge, não sei se a saúde mental cá do marau não se irá ressentir com todos os meses que nos faltam de promessas, mentiras, banha-da-cobra da mais rasca, daquela que endurece, apodrece e esfuma os neurónios dos mais atreitos à crendice, os que confiam cegamente nas virtudes do vendilhão de templos em tempos malfazejos. Sócrates prometeu criar 150.000 empregos. Não cumpriu, cedeu a Passos essa honra. Não foram 150.000, seria demasiado evidente o gamanço da ideia, mas foram 130.000 portugueses, desde que Passos passou a desgovernar, a conseguir emprego.  Pelo menos é o que ele apregoa alto e bom som na sua voz de barítono de Santo Antão mas, se não for muita ofensa para o ser em questão, permito-me duvidar. 130.000 não terão sido. E duvido mais: não terão sido nenhuns a não ser à custa de estágios pagos pelo Estado e salários cada vez mais baixos, a raiar o escândalo, a roçar a miséria, a soar a insulto. De passo apressado Passos quer-nos p...

por favor, não me obriguem a votar PS!

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Debate-se agora, no Parlamento, o desemprego. Acabo de ouvir Pedro Mota Soares, em mais uma soez acção de propaganda, afirmar alto e bom som que o governo, nestes quatro anos, criou mais e melhores empregos. Para Mota Soares, e demais pandilha, ordenados de 500 ou 600 euros para jovens licenciados (e mesmo que não o fossem) são um maná caído do céu aos trambolhões. Para Mota Soares, estágios gratuitos são opíparo manjar. Para Mota Soares, a perseguição aos desempregados, fazendo com que muitos deles desistam de estar inscritos nos Centros de Emprego depois de passado o período em que têm direito ao subsídio, é uma benesse da generosa maioria que se apoderou do País e que, diariamente, nos massacra. Ah, não me obriguem, a contragosto, a votar PS. Só para me ver livre desta gente. Demasiado asco a fervilhar em nós também faz mal à saúde.

uma descarga de diamantes, outra de bosta

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Andou por aí uma polémica com alguns arautos de direita desdizendo a esquerda quando esta defende que os números do desemprego são muito maiores do que aqueles que o governo, e os seus panfleteiros de serviço, anunciam nas desvairadas acções de propaganda a que se entregaram, com mais demência e desusada veemência nos últimos meses na esperança, que pode não ser vã, de ainda conseguirem ser eleitos para um segundo, fatal mandato. Pois bem. Quem forneceu estes números - que demonstram sem margem para dúvidas que os desempregados ultrapassam largamente o milhão - não foi o PCP, nem o BE, nem Carvalho da Silva, nem qualquer jornalista rasca perdido de amores pela esquerda. Foram o INE e o IEFP. Mas as evidências não calarão as vozes dos que dizem que nunca foram criados tantos empregos e melhores empregos como durante o consulado coelhífero.  Pois se o próprio artista em pessoa afirma que vamos entrar numa era de prosperidade nunca antes vista em Portugal, porque carg...

publicidade enganosa

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Nunca deve ter visto este senhor mais gordo. E magro ainda menos. Vou apresentar-lho. Chama-se Octávio de Oliveira, nasceu em 1960 e é secretário de Estado do Emprego. Foi ele, em mais um acto de propaganda eleitoral, que afirmou alto e bom som, para quem o quis e não quis ouvir, que "hoje, temos uma situação de mais emprego, melhor emprego e menos desemprego" do que em 2011, Sob a óptica dos patrões, deve ser verdade. Os salários estão substancialmente mais baixos, pode-se recorrer a estagiários pagos pelo Estado, os despedimentos nunca foram tão fáceis, nem no tempo do velho senhor onde estes seres foram colher inspiração. Não há uma lei contra a publicidade enganosa?

de bordel em bordel, um manancial de novas oportunidades

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O ministro da mota (onde isso já vai!) está a ultimar uma disposição legal que entrega a agências privadas certas responsabilidades do IEFP, como a de procurar trabalho para quem está desempregado. Como toda a gente sabe, e se não sabe devia saber pelos bastos exemplos que nos têm dado o BPN, o BES ou a PT, a iniciativa privada sabe gerir melhor do que o Estado.  Esta tem sido a orientação do governo que nos calhou na rifa: privatizar. A Saúde, o Ensino, a Segurança Social, a electricidade, os transportes, terrestres e aéreos, a água. Qualquer dia, até o governo é privado, prescindindo-se assim do voto do povo (e o caso grego veio alertar-nos para o perigo que, apesar da propaganda, apesar da informação rigorosamente condicionada, representam as eleições).  Privatize-se o governo. Faz-se um concurso, os privados apresentam preçários para o desempenho das funções de ministros e primeiro-ministro e lá vai disto, ganha o que apresentar preços mais baixos, elenco mais...

esperar pela pancada

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Por Fernanda Câncio http://www.dn.pt/ Disse Passos, no congresso da risota, que no meio da pancadaria - a de Molière e a outra - com que nos mimoseia há dois anos e meio as últimas arrochadas, mesmo se mais fracas, podem doer mais que as primeiras. Será? Parece é que já nada dói, ou nada já se sente, tal o estado de catalepsia em que o País mergulhou. O coma é tal, aliás, que Relvas, o Relvas que há 11 meses saiu, choroso, por "falta de condições anímicas", se animou a regressar de corpo à alma que é deste PSD. Aliás levou só um bocadinho mais de tempo que Gaspar, o ministro das Finanças que em julho reconheceu por escrito o falhanço da sua política e veio agora, impante, congratular-se no (seu) "milagre". E bastante mais que Portas, tão rápido a sair e reentrar que nisso (como em tanta outra coisa) ninguém o bate. E, depois, de que últimas pancadas fala Passos, quando se anunciam quatro mil milhões de cortes (o mesmíssimo valor que se anunciava no iníc...

carreguemos a cruz rodeados de belzebus

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Jerónimo Bosch Depois de dizer que a questão dos quadros de Miró se tinha transformado numa arma de arremesso político, disse Cavaco que nada dizia sobre o assunto. O negro Montenegro veio acusar a oposição, a propósito, de política baixa, ele que no parlamento é anão. O desemprego baixa, dizem as camarilhas instaladas no poder e na imprensa, não cuidando de nos informar, isso sim, se os trabalhadores no activo têm aumentado ou diminuído, se os que pagam IRS são mais ou são menos, quantos é que são precários, quantos recebem o salário mínimo, quantos emigraram, quantos estão a fazer estágios à borla, quantos desistiram de procurar emprego por já serem "velhos demais". Passos recusa-se a renegociar a dívida, porque o povo ainda não foi suficientemente punido pelos seus desvarios consumistas. Miguel Macedo recusa-se a ceder, aos deputados, o relatório da manifestação dos polícias. Crato diz que Portugal tem uma oposição sindical de natureza soviética. Duarte Lima, presumív...

história de um homem como nós

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Álvaro Monte era uma montanha de homem, de alegria esfuziante, de ironia cáustica e de uma solidariedade exacta nascida de uma infância paupérrima. Conheci-o nos anos da brasa, apresentado por Manuel da Fonseca, seu conterrâneo, na cervejaria Solmar. O dia estava embatente de sol e de calor, o que não impedia o Álvaro de ir para uma manifestação, do Rossio a Belém. Ele tinha pouco mais de 20 anos, possuía a moral proletária do trabalho, era um metalomecânico aplicado e gostava, por igual, de Jesus e de Lenine. O Manuel da Fonseca apreciava muito conversá-lo, entre umas e outras de canecas de cerveja, e nunca ouvi, como da boca deste alentejano sorridente, histórias de alentejanos como ele as contava. Pertencia a um coro de cante, organizado em Algés por alentejanos desenraizados, era grande leitor, sobretudo de escritores neo-realistas, afável e prestável, mas quando se zangava a ira transformava-o, e a imponência da e...

e por falar em desonestidade intelectual

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www.shutterstock.com A direita agora no poder, sempre se soube, não prima pela honestidade. Nem intelectual nem outra. Hoje, foi a vez do ministro Mota Soares mostrar a sua índole. Embandeirou em arco, quase bateu palminhas com os números do desemprego apresentados pelo INE. O desemprego baixou! Isto demonstra que os apóstolos da desgraça nunca tiveram razão, nós estamos no bom caminho! Aqui está a prova! Um indicador de confiança! Um sinal de esperança! O que não dizem, nem convém, é que essa redução de desemprego se deve ao maior emprego, meramente precário, durante o Verão, bem como ao aumento crescente do número de portugueses que procuram, no estrangeiro, a oportunidade de serem gente e não párias, e não simples números numa folha de excel, positivos pelo lado da receita, negativos pelo lado da despesa. Sei que o jogo político leva a que ambas, esquerda e direita, usem tantas vezes, demasiadas vezes, argumentos enviesados para levarem a sua avante. Mas, nesta matéria...

um dia fui um ser humano

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"Trabalhei em muitas profissões diferentes, duma ponta à outra do país. Da construção civil a call centers. Vivi sozinho em cidades estranhas. Nunca poderá ser dito que os sítios onde trabalhei se adaptaram a mim. Eu é que me adaptei ao trabalho. Começou a guerra aberta aos trabalhadores, à qual alguns, descaradamente, se atrevem a chamar 'crise'. Vieram os gafanhotos dos bancos e vieram os credores. Veio um milhão e meio de desempregados, uma massa humana de famintos e desesperados, como os patrões gostam, para lhes poderem dar trabalhos de 300? e ainda rir-se com soberba na cara deles; rir-se bêbados com o prazer mesquinho de quem põe e dispõe da vida alheia. Descobri que estava a ser despromovido. É que não me querem como ser humano, nem a mim nem a vocês: querem-nos como animais de carga. Eu nem para animal sirvo. Enviei milhares de currículos, mas... sou velho de mais, doente de mais. Foi assim que saltei directamente de ser humano para dano colateral. Um ...

a merda do dia num único puxão de autoclismo

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Meio milhão de desempregados, segundo o Eurostat (o que significa que ainda devem ser mais), não beneficiam de subsídio de desemprego, ao mesmo tempo que a Segurança Social tem cortado radicalmente a atribuição de outros apoios, como abonos de família ou o rendimento social de inserção. O presidente do Eurogrupo diz que muito dificilmente será possível manter, daqui para o futuro, o modelo social europeu. A Galp, empresa que até Setembro contabilizou 218 milhões de euros de lucro, queixa-se, pela voz embargada do seu presidente, da injustiça da nova taxa a ser imposta no Orçamento de Estado. Isto se a medida for para a frente porque, por cá, quem manda não é Coelho dos passos perdidos, mero empregadote da troika. Duarte Marques, deputadinho do PSD e ex-líder dos putos laranja, exige a penalização criminal a quem insultar Cavaco Silva. Ora acontece que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Como tal, se Miguel Sousa Tavares pôde dizer que a presidencial criatura é um...

roubos escondidos são os que lhes sabem melhor

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O crime fácil não dá pica. É como assaltar uma velhinha, por esticão, numa rua deserta. E as gentes que, governando-nos, se governam, sabem disso. Do que gostam é de desafios difíceis, de arriscar cada vez mais, de violar a Constituição e de nos violar a nós, sem preservativo para que o risco seja maior. Leia-se: "Os cortes nos subsídios de desemprego e doença estão em vigor desde 25 de Julho, no entanto, o governo não aplicou estes cortes em Agosto e Setembro, antes das eleições autárquicas. Agora, está a enviar cartas a exigir que os beneficiários dos referidos subsídios devolvam, no prazo de um mês, o dinheiro dos cortes que não foram efectuados." Lembro que estes cortes tinham sido declarados inconstitucionais pelo respectivo Tribunal. Mais em: http://www.esquerda.net/artigo/governo-cobra-retroativamente-cortes-nos-subs%C3%ADdios-de-desemprego/29892 Imagem: Nuno Ferreira Santos/ http://p3.publico.pt

morram, sacanas!

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Vai ser a notícia dos jornais de hoje: o governo penaliza ainda mais as reformas antecipadas. Como uma grande percentagem dos despedidos ronda os 50, 55 anos, e sabendo-se que dificilmente conseguirão uma nova ocupação remunerada, resta a estes desempregados recorrer à esmola ou ao suicídio. E ainda há outra solução, roubar, como o fez um professor sem colocação, agora e em má hora acusado de 14 assaltos. De uma coisa tenho a certeza: o governo prefere a alternativa suicida. Sai-lhes mais barato. Além do mais, e recorrendo a uma piada com cãs que nunca, como agora, foi tão certeira, o governo não quer ladrões por aí à solta. Detesta concorrência.

o regresso da sopa dos pobres como modelo de apoio social

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Por José Vítor Malheiros http://www.leituras.eu O filho mais velho de Cláudia tem dez anos e acompanha a mãe e os dois irmãos mais pequenos à cantina social de Matosinhos. Levam sacos com recipientes vazios que vão levar para casa com o almoço da família. Pai e mãe estão desempregados e o subsídio de desemprego não chega para cobrir as despesas e comprar comida para todos. Ao entrar na cantina, o rapaz cruzou-se com um colega da escola, que deve ter percebido o que a família ia fazer. “Que vergonha!”, disse o rapaz à mãe. A história é contada numa reportagem de Ana Cristina Pereira, publicada há poucos dias nestas páginas, a par de um artigo de Andreia Sanches sobre o Programa de Emergência Alimentar. E nós não podemos senão repetir, como o filho mais velho de Cláudia, “Que vergonha!”. Que vergonha que o Governo de Passos Coelho esteja a mergulhar cada vez mais famílias na pobreza, a destruir os apoios sociais a que todos os cidadãos têm direito nos momentos de necessi...

o cabo das tormentas

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt É compreensível a satisfação decorrente do crescimento ocorrido, no segundo trimestre, na Zona Euro (0,3%), e em Portugal (1,1%). O que não é aceitável é o apelo a uma espécie de terapia psicológica do otimismo, pois isso afasta-nos a todos, cidadãos e atores políticos, daquilo que é essencial: conceber, consensualizar e implementar estratégias que permitam não um crescimento qualquer (as "bolhas" são um exemplo de um crescimento que serve poucos durante um curto período) mas sim um verdadeiro desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos das pessoas e os limites ambientais, um desenvolvimento que não devore o futuro. Infelizmente, o que temos visto em matéria de propostas económicas avulsas, por parte dos governos tutelados pela troika, é uma cosmética sem rasgo. E a prova da profunda patologia que nos atinge reside num indicador que não para de crescer: o do desemprego jovem (população ativa dos 15 aos 24 anos)....

é tão bom ser pobrezinho e ter quem cuide de nós

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Esta imagem, do sempre genial  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ , diz tudo. O homem (deverei antes dizer homúnculo? Será, mesmo assim, elogio?) que ontem jurou, no Parlamento, estar a trabalhar para um país mais próspero e mais justo, é o mesmo que é autor do maior ataque de sempre ao Estado Social, a quem trabalha, a quem não consegue trabalhar, a quem já trabalhou e merecia uma velhice digna, sem precisar de estender a mão à caridade. O homem (deverei dizer antes aventesma? Ou será, ainda assim, elegia?) não vai ficar por aqui. Ele nutre um desprezo profundo pelas classes sociais "mais baixas", é assim como uma espécie de Cristina Espírito Santo mas em plebeu, não brinca aos pobrezinhos mas brinca com os pobrezinhos, fabrica pobrezinhos e, como alma pia que se ufana de ser, fomenta a criação de cantinas para esses mesmos pobrezinhos. Cantinas para onde as Cristinas, as Blitas e as Pilitas, as Xaxões e as Tatões, as Blotas e as Carlotas, as da Linha e as da Comp...

os alemães sabem da poda

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atirem-lhes bolos

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Desde que começou a crise provocada pela banca - e as consequentes medidas de austeridade para roubar ao povo o dinheiro que faltava ao capital - a Europa já produziu 26 milhões de desempregados, o equivalente a quase três países com a população de Portugal atirados para a indigência.

um sinal dos tempos

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Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Na ausência de qualquer política contra o desemprego, o primeiro-ministro decidiu informar o país de que afinal tinha uma solução na manga: nada mais nada menos do que baixar o ordenado mínimo para que as portas das empresas se abrissem, por milagre, aos milhares de desempregados que por aí deambulam, entupindo as ruas com manifestações e poluindo a paisagem que nos rodeia. Obviamente, e tendo em conta a miséria em causa, Pedro Passos Coelho achou por bem deixar esta sua “sensata” proposta para melhores dias. Confirma-se assim o vazio em que o governo se encontra nesta como noutras matérias. De acordo com os últimos sinais emitidos pelo primeiro-ministro, o desemprego vai continuar a subir, engrossando estatísticas e batendo recordes, até que um dia o crescimento económico nos caia em cima por obra e graça do Espírito Santo. Até lá, o sempre prestimoso João Salgueiro encontrou uma forma brilhante de remover os ditos desemprega...