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democracia, isto?

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Já não é novidade para ninguém, mas agora a coisa ultrapassa as raias do escândalo: a democracia é um sistema político em vias de extinção.  Confirmámos, depois do 25 de Abril, que um governo de esquerda contaria com a conspiração e a oposição dos Estados Unidos e da Europa "civilizada". Sabemos agora que um governo do Partido Socialista, mesmo com os seus achaques de direita, que os tem e não são poucos, também não é possível. A Comissão Europeia, o Eurogrupo, a Alemanha, o FMI e, claro, os mercados, as agências de rating, os especuladores, a alta finança de casino tudo farão para derrubar Costa e voltar a fazer eleger Coelho. A imprensa nunca foi tão manipulada, o povo nunca esteve tão desinformado, pelo menos em tempos de democracia. A não ser que o mundo se revolte e dê a volta - este é um mal que atinge quase todos por igual -, estamos condenados a uma democracia de faz-de-conta, a participar em farsas eleitorais que só serão válidas se elegerem a direita, e quanto ma...

em dia NÃO

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O que se está a passar na Europa excede os sonhos mais delirantes de um qualquer candidato a Hitler e, desta vez, não comparo Merkel a Hitler para não irritar os democratas de pacotilha que pululam na web e a poluem com a sua verdade única, a sua posição irredutível, a sua insofismável pureza, arautos que são da sinceridade (nota-se isso em Passos Coelho, o seu adorado líder), da boa governança (vê-se isso em Passos Coelho, o grande obreiro da Pátria), do capitalismo selvagem como ideal de uma sociedade livre e feliz (é isso que tem feito Passos Coelho, o salvador que nos livrou da bancarrota). O que se está a passar na Europa ultrapassa os mais negros pesadelos de um pessimista como eu. A direita e a moderadíssima, morigerada esquerda - por cá representada pelo PS dos que querem aportar a costa segura sem ondas nem vagas que lhes afecte o casco -, não querem, para bem da democracia, que um qualquer Syriza ganhe num qualquer outro país da Desunião Europeia. Por isso mentem, fazem ...

atenção cidadões, cuidado cidadonas!

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Há dias, por sinal um pouco antes das comemorações do Dia da Liberdade, andou no ar um projéctil de lei destinado a instalar uma espécie de censura prévia nos órgãos de comunicação social. Quem foram os autores da brilhante ideia? Os partidos do arco e do balão, do arco da governação, do balão da corrupção, e lá vai marcha Liberdade fora, só lhes faltam as botas cardadas, as camisas castanhas, os bigodinhos à palhaço gorado. Todos acham, os do arco e do balão mais os órgãos de comunicação, que a lei eleitoral tem que ser mudada, que não se pode dar a mesma atenção aos grandes e pequenos partidos. Ou seja, um pequeno partido será sempre pequeno porque não tem possibilidade de expor os seus pontos de vista e planos para o País. Os grandes, esses, têm toda a atenção mediática. Aos partidos no poder tudo é mais fácil, basta um ministro inaugurar aqui, o primeiro-ministro conferenciar acolá, e os jornalistas lá estarão a rodeá-los, a questioná-los, a propagandeá-los. O "maior pa...

a democracia ainda existe?

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Um grupo de 900 cidadãos holandeses decidiu processar o governo por este não proteger a população das poluições. O facto não é novo naquele país e, esmagadoramente, os protestos são sempre ganhadores. O prestígio da democracia desaparece quando o desrespeito e a incúria ganham terreno. E o voto continua a ter, nas sociedades civilizadas, um poder punitivo e dissuasor. Na Islândia, o primeiro-ministro foi preso, assim como outros governantes, por indignidade nacional: corrupção, nepotismo e negligência. Na Itália de Berlusconi, este foi escorraçado por indecoro. O exemplo clássico é o de Richard Nixon: mentiu à nação e foi enxotado. Valeu-lhe, depois, o perdão de Ford, que o reabilitou com extrema decência. Há dias, nos documentos que faz publicar a Associação 25 de Abril, o meu amigo Vasco Lourenço, herói da Revolução, em resposta a um correspondente, dizia não sentir o mínimo rebuço em apoiar um processo-crime contra o G...

está-se bem!

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Os juízes do Tribunal Constitucional, a Leal Coelho assim o apontou, passarão a ser nomeados apenas e quando jurarem fidelidade ao governo, nunca à Constituição. À medida que os jornalistas forem sendo despedidos - e de uma assentada vão mais 160 do DN, JN, TSF e outros -, serão contratados os que se comprometerem a, por tuta-e-meia, escrever aquilo e só aquilo que os patrões e os grandes anunciantes quiserem. As eleições são ganhas pelos que têm menos escrúpulos, os que mais mentem e mais prometem o que sabem não poder cumprir. Os protestos serão cada vez mais rechaçados à ferro e fogo, sob o pretexto de que é preciso manter a ordem ... democrática. Para que precisamos de uma ditadura se estamos tão bem assim?

é tudo muito bonito, mas ...

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Por Daniel Oliveira http://expresso.sapo.pt A separação de poderes é muito bonita. Mas devemos pedir desculpa por ela porque precisamos do dinheiro angolano e é uma irresponsabilidade criar problemas diplomáticos com um dos poucos países que está, neste momento, a investir em Portugal. A soberania portuguesa é muito bonita. Mas Portugal precisa de financiamento externo não pode fazer mais do que aceitar as ordens da troika e os ralhetes da Comissão Europeia e dos governantes europeus a quem ela realmente obedece. A Constituição da República é muito bonita. Mas Portugal não se pode dar ao luxo de ver mais medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional, porque assim será impossível cumprir as metas definidas pela troika e o segunda resgate tornar-se-á inevitável. A democracia é muito bonita. Mas não havendo qualquer diferença entre um ou outro governo, entre votar num ou noutro partido, porque todos terão de cumprir as mesmas medidas para chegar às mesmas metas, ela ...

ditadura democrática

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A democracia é isto? A manutenção de um governo eleito à custa de mentiras e de um programa que nunca cumpriu? A eliminação de direitos básicos num país civilizado, enquanto os direitos de mordomia, os direitos de pernada dos poderosos permanecem invioláveis? Será possível democracia com informação manipulada?  Será o voto um passaporte garantido para a corrupção, o roubo, a mentira, o clientelismo, a fraude? E permite a democracia que se afronte e se tente violar constantemente a Constituição? Que se coloquem em situação desesperada milhares de famílias? Que se ataquem, despudorada, cruelmente, milhares de idosos que o que queriam era viver em paz o resto das suas vidas? É isto democracia? Ou será antes hipocrisia, trapaça, uma hedionda fantochada, uma tragédia onde somos todos protagonistas e cúmplices? Tudo nestes dias me cheira a Estado Novo. As intervenções de Coelho, as cantinas sociais, a caridadezinha, as tentativas canhestras de proibir manifestaç...

democracia à russa

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Konstantin Altunin é um pintor russo e tinha alguns dos seus quadros em exibição num museu de São Petersburgo. Um dos quadros tem o nome de "Travestis" e mostra Vladimir Putin penteando Dmitri Medvedev, ambos em trajes menores femininos. Outro representa o deputado Vitali Milonov, autor da lei que penaliza a "propaganda homossexual ", junto de uma bandeira com as cores do arco-íris. Os quadros foram apreendidos, o museu fechado e o pintor está em fuga. Abençoada democracia!

charlie foi mais do que charlot

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a democracia é uma chatice

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Há uns que pensam mas não o dizem, que a democracia é um entrave, a Constituição um empecilho, o parlamento um luxo, as leis um lixo. E há outros, mais ingénuos ou mais estúpidos, vá-se lá saber, que metem a boca no trombone e cá vai disto. Foi agora o caso do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke. Disse a criatura que, em países com défice democrático, é mais fácil organizar um campeonato do mundo. Por isso, prossegue, espera ter a vidinha facilitada na Rússia, organizadora do Mundial de 2018 sob a batuta e o cassetete de Putin. Depois, para não ficar atrás do secretário-geral, veio o presidente da agremiação dos donos da bola, Joseph Blatter, dar um exemplo: em 1978, a vitória da Argentina no campeonato do Mundo fez com que o seu povo se tivesse reconciliado com a ditadura militar. Esta gente, definitivamente, não bate bem da bola. Mais aqui:  http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/04/24/excesso-de-democracia-no-brasil-afeta-organizacao-da-copa-diz-va...

mudam-se os tempos, mudam-se as verdades

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agora, falo eu!

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Um homem, vestido de escocês, vá-se lá saber porquê, gritou "Agora, falo eu!" hoje, na Assembleia da República, quando Passos Coelho se preparava para discursar. Foi corrido pela polícia, não sem antes amachucar o seu Cartão de Cidadão e atirá-lo lá para baixo, para as bancadas dos parlamentares. Fazem-nos falta mais destes incidentes, que acordem os cidadãos amodorrados. Manifestações? Fazem falta. Greves? Fazem falta. Mas fazem também falta outras acções, radicalmente criativas, que proclamem, bem alto, que a democracia em que vivemos é uma aldrabice, que o que se pede ao povo é que, levado ao engano e no engodo de promessas vãs, vote de quatro em quatro anos. A democracia pode, deve, tem que ser mais do que isso. Passos Coelho não recebeu carta branca para destruir o Estado, vender-nos ao desbarato, desmantelar a Saúde e a Escola públicas, até porque o desmentiu durante toda a campanha eleitoral e anunciou exactamente o seu contrário, sob uma aura de probidad...

sem vergonha na cara

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O debate do Orçamento do Estado deveria prolongar-se pela tarde fora. Mas os deputados decidiram acabá-los pelas 13.40h, antes da chegada dos primeiros manifestantes. E não haverá outros trabalhos no parlamento durante a tarde, os deputados recolherão a casa com o rabo entre as pernas e sem vergonha na cara. Eu, claro, vou à mesma. Quantas vezes, nos últimos meses, tenho ido para a porta da Assembleia barafustar com a casa vazia? Nem estaria eu à espera que me ouvissem, a mim e aos milhares que, hoje também, vão até à, diz-se, sede da democracia. Pobre democracia. Quantos crimes perpetrados em teu nome. Nisso, o Salazar era mais honesto.

a chatice da democracia

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Por José Vítor Malheiros http://versaletes.blogspot.pt 1. António Borges considera-se extremamente inteligente. Como nunca ninguém lhe explicou que as qualidades próprias não se declaram, decidiu lembrar os portugueses do facto, dizendo-o alto e bom som numa conferência para empresários com cobertura televisiva. Claro que não o fez directamente, porque António Borges tem uma ténue consciência do ridículo, e decidiu lisonjear se com o máximo de discrição de que é capaz fazendo o elogio da sua proposta da TSU. A medida é “extremamente inteligente”, disse, e os empresários que não gostaram dela só não gostaram dela porque “são completamente ignorantes “ e, se fossem seus alunos, “não passariam do primeiro ano” do seu curso na faculdade. A declaração não é preocupante por nos revelar que António Borges é aquilo que no Reino Unido se chama em linguagem técnica um pompous ass. Também não é preocupante pelo paternalismo deslocado do chumbo virtual no primeiro ano...

ou há democracia ou reprovam todos

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Durão (sim, esse que anda lá fora a lutar pela vida, lembra-se?) diz que Bruxelas já aprovou as novas medidas de austeridade que lhe foram transmitidas pelo governo português. Teve conhecimento delas antes de serem enviadas para Bruxelas? E os partidos da oposição? E o presidente da República? E os membros da concertação social? E será que Portas sabe? Será que Portas sabe e concorda, mesmo que tenha dito que nunca aprovaria? E nós? Se a gente desaprovar as medidas será que Bruxelas aprovará que não aprovemos o que acabou de aprovar nas nossas costas? Não é preciso ser bruxo para adivinhar o que vem por aí. Estou-me nas tintas que Bruxelas tenha aprovado, mais o FMI, mais o BCE, mais o Papa e a Putin que em má hora os pariu. Eu não aprovo. Ou há democracia ou reprovam todos.

da cá o voto, toma lá mentira

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Alguns comentadores mais iluminados, daqueles que ganham a vidinha a perorar de pantalha em pantalha, alvitraram que muita gente que acorreu às manifestações de 15 de Setembro o fez com ressentimentos contra a democracia. Eu acho que é exactamente o oposto: estamos é fartos dos políticos que têm dominado (e arruinado) Portugal e queremos trocá-los por mais e melhor democracia, onde não sejamos meros depositantes de votos em males menores. As eleições transformaram-se em farsas monumentais, onde a demagogia e a mentira imperam e onde ganha aquele que melhor sabe tirar partido da política-espectáculo, dos gabinetes de marketing e comunicação, das promessas nunca cumpridas e do dinheiro que tudo compra, até espaço publicitário nos jornais disfarçado de notícia. É tempo de mudar a nossa sina. Não estamos condenados à pobreza eterna, ao roubo permanente.

o princípio da honra

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Por Baptista Bastos http://www.dn.pt Portugal está, novamente, dividido entre "eles" e "nós." Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que engendram, ignoram-nos e desprezam-nos. Não há que escapar à expressão das palavras. A pátria transformou-se numa instância de encerramento para a maioria dos portugueses, e quem reina perverteu completamente a natureza do 25 de Abril. O poder do PSD-CDS não é um meio, mas um fim. Uma cegueira e uma surdez patológicas caracterizam este governo, cuja classe a que pertence já manifesta, ela própria, sinais de embaraço e de inquietação. Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira. É refém da teia reticular com a qual se cumpliciou, esquecendo os compromissos de honra e a qualidade imparcial das funções que exerce. As vaias de que é objecto representam não só um ricochete pelas...

bloqueio do sistema operativo

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os coveiros da democracia

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Enchem a boca de democracia, chamam anti-democratas aos que se lhes opõem. Está-se mesmo a ver. Depois da pressão grotesca de Durão e Lagarde, durante o dia de ontem, hoje foi a vez do FMI revelar que se recusa a quaisquer contactos com os gregos até às eleições e do BCE interromper a maior parte dos financiamentos aos bancos helénicos. Entretanto, o partido até agora favorito nas sondagens começa a descer nas intenções de voto. A chantagem faz milagres. E os democratas de pacotilha, de Merkel a Durão, de Draghi a Coelho, jamais se livrarão deste episódio vergonhoso com que ficarão registados na História. Ao lado de ditadores e genocidas. Nem mais, nem menos.

notícias da china da europa

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Por Manuel António Pina http://www.jn.pt Um indivíduo não eleito, que ocupa um cargo administrativo nomeado não se sabe (mas imagina-se) por que critérios, impede um autarca eleito de, em representação dos cidadãos de uma determinada cidade, visitar uma instituição pública dessa cidade. Adivinhe o leitor onde se passou o episódio, exemplar de respeito pela Democracia representativa: na Coreia do Norte (dando crédito à noção de Democracia de Bernardino Soares e admitindo que na Coreia do Norte haja eleitos)?, em Cuba?, no Irão?, no Portugal salazar-marcelista? Não: foi em Portugal, desde há 38 anos "um Estado de Direito democrático", onde "os actos do Estado e (...) outras entidades públicas dependem da sua conformidade com a Constituição". O que se passou foi que o presidente da Câmara de Lisboa ia já a caminho da Maternidade Alfredo da Costa para a visitar quando recebeu um telefonema da direcção desta instituição informando-o de que o administrador regional de ...