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A mostrar mensagens com a etiqueta dívida

a grande pátria, os grandes párias

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Os investidores estão a largar Portugal, Espanha, Itália e, claro, a Grécia, para se refugiarem em obrigações francesas e, sobretudo, alemãs.  Tudo por conta da crise adicional que a Europa - leia-se a Alemanha - provocou num país em crise prolongada e, agora, em morte anunciada. Tudo planeado ao milímetro, à boa maneira alemã. A Europa foi tomada fronteira após fronteira. Até França se ajoelha, por via e vergonha de Hollande, perante a grande imperatriz atroz, uma mulherzinha que, quis o infortúnio e a fraqueza dos "fortes", foi alcandorada a senhora e dona do Velho Mundo. Restam o Reino Unido, que sempre esteve mais lá, do outro lado do mar, do que cá, e a Grécia, estes filhos bastardos de um deus menoríssimo, qual Zeus, qual Afrodite, qual quê! Vamos purificar a gloriosa raça ariana, relegar os escuros e atrasados povos do Sul para campos de concentração, os seus próprios países, onde sobreviverão a trabalhos forçados e pavor. Acha que exagero? Pois. Eu também peço ...

dedo de abutre

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Grécia e Alemanha não chegam a acordo. Que se vai seguir? Sairá a Grécia do euro? Da União Europeia? E para quem se virará? Para a Rússia? Os lacaios de Merkel seguem-na embevecidos. E nós, os homens e mulheres que ainda acreditam ser possível um mundo melhor, torcemos por Tsipras e pela Grécia. Ou isso ou viver em morte lenta nas garras dos abutres. Reuters/http://expresso.sapo.pt/

coelhito já te tenho dito que não é bonito ...

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ANTES: DEPOIS:

fiel retrato

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Sevinate e Martins foram os bodes expiatórios desta insignificância arrogante e poderosa que nos submete. E a destituição de que foram objecto também reflecte a soberba de um medíocre encolerizado, que nos coube no caminho, que não ouve quem sabe, que enrola as frases em estribilhos desarvorados; um homem inculto, ignorante de História e da simples teoria do conhecimento, que não resiste à mais vulgar sabatina, e que se vinga como um adolescente amuado. Baptista-Bastos in http://www.jornaldenegocios.pt/

manifesto e mentirolas

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Um rapazelho do aparelho, filho do ex-barão de Gaia, vituperou no Parlamento os signatários do manifesto que pede a renegociação da dívida. Catroga chamou-lhes, a alguns, ingénuos. Coelho tratou-os por "aquela gente". Cavaco exonerou  - ou melhor, mandou que se exonerassem - dois dos seus conselheiros por terem tido a ousadia de assinar o documento. Gomes Ferreira mandou-os arrumar as botas e deixar "os mais novos" trabalhar. Todos foram unânimes: de Ferreira Leite e Adriano Moreira a Francisco Louçã, os subscritores incorreram, no mínimo, no pecado de alta traição à pátria. Diz "esta gente", Coelho e afins, que será muito mau se se souber "lá fora" deste manifesto.  Repare-se na contradição: se tudo está bem em Portugal, se estamos a recuperar, se podemos pagar a dívida, se a recessão acabou, como o governo apregoa aos quatro ventos, que mossa poderá fazer este manifesto caso o seu conteúdo seja divulgado no estrangeiro? Ou, hip...

é natal no terreiro do passos

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http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

saiba para onde voa o dinheiro que lhe roubam

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Alamy/ http://www.telegraph.co.uk Vão-nos cada vez mais ao bolso. Saiba para onde vai o seu carcanhol. Estes são apenas três dos muitos exemplos que lhe poderiam ser dados sobre o dinheiro gasto à tripa-forra por um Estado magnânimo para alguns. Pague. Pague e não bufe. E, se puder, vá morrer longe. Para não cheirar mal. Estado perdoa 6,1 milhões a seguros http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/estado-perdoa-61-milhoes-a-seguros004710907 BPN: Estado assume dívida de milhões a Cardoso e Cunha http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/bpn-estado-assume-divida-de-milhoes-a-cardoso-e-cunha Estado gastou mais de 40 milhões em serviços privados de segurança em 2013 http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/estado-gastou-mais-40-milhoes-servicos-privados-seguranca-2013

a dívida, a dúvida e a insustentabilidade sustentável

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Para Cavaco, no seu discurso de Ano Novo deste ano, há pouco mais de 9 meses, a dívida era insustentável (no vídeo, ao minuto 3:30). Hoje, lá longe na Suécia, entre banquetes e beija-mãos, entre as sessões de caixeiro-viajante para angariar investimentos como quem vende alfarrábios porta-a-porta, afirma o contrário, que a dívida é sustentável e que, quem diz o contrário, é masoquista. Confira.

pelos cornos da desgraça

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Cavaco chama masoquistas aos que dizem não ser sustentável a dívida portuguesa, ela é sustentável desde que o vulgo a pague até à miséria final. Passos, esse, coitadito, não dorme de tão angustiado que anda com a dívida e com a execução orçamental. O PSD quer expulsar os militantes que apoiaram outras listas que não as do partido e Capucho é um dos visados, qualquer dia até lhe chamam o Capucho vermelho. Em Sintra, Basílio Horta alia-se ao PSD para formar maioria absoluta, a antevisão da fantochada que nos espera quando Seguro chegar ao poleiro que tanto quer, foi para isso que foi jotinha toda a vida. Os papéis dos swaps afinal não foram perdidos nem surripiados, parece que estavam era mal arquivados. O governo, premiando os incumpridores em vez das mulas de carga que pagam ao fisco o que o fisco lhes confisca, concede amnistia fiscal a quem tem dívidas às Finanças. A PT passa para mãos estrangeiras e os economistas-comentadores não escondem a baba do deleite nem o ranho da comoç...

sete mil milhões só de juros

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Por Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt Os portugueses pagaram à "troika", só em juros, mais de mil milhões de euros, para além de seis mil milhões - também só em juros - a "outros credores". Sabemos o que isto representa em sacrifícios, miséria e outros males para os portugueses. Contudo, há por aí uns fanáticos neoliberais, que mais parecem alemães do que portugueses, que dizem que nós, ingratos portugueses, achamos que os “alemães têm de pagar as nossas dívidas”, quando é exactamente ao contrário: os portugueses, só com pagamento dos juros, alimentam muitas bocas e muitas bolsas por essa Europa do Norte. No fundo, passamos fome para dar de comer aos outros, de acordo com as regras dos “mercados”. Se os alemães, holandeses e finlandeses não compreendem isto, eu posso ser tolerante, admitindo que a sua má relação com o sol os perturbe, mas não queiram que eu faça de parvo.

o crime não compensou

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Disseram-nos que era preciso baixar a dívida pública, que teríamos que fazer sacrifícios. Assim fizemos. A contragosto. À força. Foram-nos aos salários, foram-se aos impostos. Retiraram-nos direitos, esquecendo os seus deveres, os mais básicos num país que se queria civilizado, humanista. Não deixaram por explorar toda e qualquer oportunidade de nos extorquir dinheiro, em impostos, em subsídios, em cortes a torto e à direita.  Terá valido a pena? A dívida baixou? Não, muito antes pelo contrário. Este quadro não me deixa mentir e vem no Expresso, jornal que, ao que eu saiba, mas estamos sempre a aprender, é insuspeito de simpatias esquerdinas. No entanto, diga-se em abono da verdade, Passos conseguiu os seus intentos. O valor do trabalho baixou em Portugal e, se o deixarem, uma caricatura, um arremedo virá substituir o Estado Social. Transformado em caridadezinha e apartheid entre ricos e pobres. Mas os mercados gostam. E Passos também. O País poderá ser uma China em ponto ...

futuro hipotecado

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Thomas Jefferson, o pai da Declaração de Independência dos EUA, manteve até ao fim da sua vida uma hostilidade incondicional para com a especulação bancária. Ele sabia, pela sua experiência de empresário agrícola, que o crédito se tornava facilmente o veículo de uma escravatura perpétua. Por isso, Jefferson, como estadista, formulou o saudável princípio de que uma dívida pública não deve ser prolongada para além de 19 anos, sob pena de uma geração esmagar a geração seguinte com os custos das suas dívidas. Ficámos a saber que entre 1999 e 2013 as empresas públicas contrataram 1777 swaps com a banca de investimento, sobretudo internacional (onde se encontrava até o Lehman Brothers...). Esses contratos, muitos deles especulativos, atingem o valor astronómico de 335 mil milhões de euros (mais do que quatro resgates da troika). Desde 1992, os governos já tinham alienado uma parte da riqueza nacional futura às grandes famílias económica...

a vida está acima da dívida

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Por Boaventura de Sousa Santos http://visao.sapo.pt/ A mãe de todas as mensagens das manifestações do passado fim de semana foi a afirmação da vida contra a morte. Uma afirmação com três nomes: dignidade, democracia e patriotismo. E uma canção, onde coube todo país exceto o governo. Sentindo um perigo e uma ameaça viscerais, os portugueses recusam-se a deixar de gostar de si e do seu país. Vivem um momento de intensa inteligência intuitiva que está além e aquém do que os discursos e representações oficiais dizem deles. Recusam-se a aceitar que uma vida honesta feita de muito trabalho e estudo possa ser apelidada de preguiçosa, leviana e aventureira, que os impostos e os descontos pagos ao longo da vida tenham sido em vão, que quem menos pagou seja quem é mais protegido num momento de dificuldade coletiva. Recusam-se a aceitar que a democracia seja uma máquina de triturar a esperança, um moinho que só sabe moer o moleiro, uma farsa onde só são reais os fios que sustentam as mar...

a troika aguenta

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Vítor Gaspar veio reconhecer o óbvio. A receita de austeridade, a mesma que este governo recebeu do memorando, e deliberadamente aprofundou com o seu lema do "ir para além da troika", está a lançar o País numa espiral recessiva, de que até o pacato observatório de Belém se deu conta. A imprensa alerta: pode haver resistência em Bruxelas. Na verdade, trata-se de um suspense barato, como nos filmes de terror de quinta categoria. A "troika" vai aceitar, hoje, o alargamento do prazo da meta do défice, como amanhã vai engolir a reestruturação da dívida: no tempo, na percentagem dos juros, e, muito provavelmente, na redução parcial dos montantes. Os credores não têm nenhuma alternativa. A partir do momento em que a Alemanha aceitou, em setembro de 2012, manter a Grécia dentro da Zona Euro, deu o supremo sinal de estabilidade que os mercados precisavam para voltarem a confiar no euro (sem isso, as decisões do BCE seri...

por favor, não me agradeçam!

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Quem paga, manda. Lembram-se desta frase de Manuela Ferreira Leite, referindo-se aos nossos credores? Por esta ordem de ideias, não devíamos ser nós, os saqueados contribuintes, a mandar? Vamos lá ver: pagamos os desfalques do BPN, pagamos os erros dos governos, pagamos as PPPs e outras negociatas do Estado. Pagamos os juros dos empréstimos, perdão, da ajuda que tão generosamente nos concederam. Nesse caso, quem manda não somos nós? Manuela Ferreira Leite tem razão. Amanhã, recebo o ministro das Finanças a despacho. Quero saber todos os seus passos e os do Passos. Conhecer as suas decisões. E vetar a maior parte delas. Ou despedi-los. Não, escusam de me agradecer.

a europa a ferro e fogo

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Carvalho da Silva http://www.jn.pt As imagens que nos últimos dias nos chegaram de Espanha devem constituir mais do que um grito de alerta. Elas exigem profunda reflexão e convidam a uma redobrada predisposição para agirmos contra a injustiça e a violência das políticas que nos estão a ser impostas. A loucura que sustenta essas políticas choca com os direitos no trabalho, com os direitos sociais, com os direitos humanos, com as nossas culturas, com a democracia, com a estabilidade dos estados e o relacionamento saudável entre povos e estados, que se exige solidário e respeitador da soberania. A divisão dos países da União Europeia (UE) em credores e devedores, dicotomia que se transporta também para a execução das políticas concretas em cada país - os trabalhadores e o povo são sempre devedores - é absolutamente criminosa e portadora de genes que podem desencadear conflitos inimagináveis. Já se começou a ver que podem surgir complexas perturbações na unidade e func...

a dívida existe mesmo?

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Por José Vítor Malheiros http://versaletes.blogspot.pt/ Devemos dinheiro a quem? E quanto? Quem o pediu e para quê? Onde está a lista das dívidas? Quem a certifica? Quem a auditou? Sei que dívidas tenho. Tenho uma dívida a um banco, contraída para comprar a casa onde moro e garantida por uma hipoteca, que pago mensalmente. E tenho pequenas dívidas pontuais no meu cartão de crédito, que vou saldando conforme me convém. A maior parte das pessoas que conheço tem uma estrutura de dívida semelhante, que paga com maior ou menor dificuldade, mas vai pagando sempre. De facto, enquanto uma empresa pode ter um limiar de endividamento elevadíssimo, que pode ir subindo para além do sustentável com alguma chantagem (“Se não puder comprar matéria-prima, declaro falência, lanço os trabalhadores no desemprego e os credores ficam a arder!”), os particulares têm em geral de ser mais comedidos (com as óbvias excepções de dirigentes do PSD e amigos de Cavaco Silva, como Dias Loureiro ou ...

o impossível está a acontecer

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A Grécia está a pôr ilhas à venda para pagar a dívida. Isto é absolutamente dramático. Que mundo é este? Que gente é esta? Não, a história não vai acabar assim. Tem toda a razão, Dr. Passos Coelho. A revolta tem que ser à escala europeia. Só assim a loucura conhecerá um fim. Porque é de loucura que se trata. Hitler era um louco. Estes não o são menos e estão a provocar uma tragédia mundial. Um novo holocausto. Não, não estou a escrever de cabeça quente. É isto o que nos está a acontecer. Veja mais em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24153/grecia+ira+vender+ilhas+para+cumprir+programa+de+privatizacoes.shtml http://www.privateislandsonline.com/areas/greece http://tv.globalresearch.ca/2012/09/greece-sell-islands-pay-euro-debts?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=grtv-greece-to-sell-islands-to-pay-euro-debts http://www.dailymail.co.uk/news/article-2192799/Greece-sell-islands-bid-avoid-bankruptcy.html

infiel, agnóstico, ateu, herege, seja eu o que quiserem, sou mais cristão do que os sacristas de mão no peito e o credo na boca

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e a dívida alemã?

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Por Manuel António Pina http://www.jn.pt Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946. Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões). A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outro...