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já repararam que estamos a viver um momento crucial?

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Por José M. Castro Caldas http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt Bem sei que quando as coisas se tornam muito feias todos temos alguma inclinação para não querer ver, não querer saber… Mas a verdade é que estamos a viver dias que irão marcar o resto das nossas vidas. A Grécia, um pequeno país, muito parecido, em muita coisa, e na sua situação, com Portugal, está a ser encostado à parede nesta Europa da “paz e solidariedade”. A Grécia enfrenta na sua digna recusa do suicídio enormes perigos. Mas parece-me que os perigos que o Golias desta história enfrenta não são menores. O impacto de um incumprimento Grego sobre a banca europeia, sobre os Estados que contribuíram para os fundos europeus e sobre o próprio FMI será enorme, sobretudo quando há outras Grécias, e bem maiores, a seguir pelo mesmo caminho. A Portugal, segundo na linha do pelotão de fuzilamento, competia estar com a Grécia e não a choramingar debaixo das saias da mãezinha caprichosa. Aos portugueses compete fazer o q...

bancos obrigados a pagar €18,8 mil milhões às vítimas da crise

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Os portugueses perdem empregos, rendimentos, o tecto, a saúde, o futuro. Mas nem o governo, que lhe tem sido fatal, nem os bancos, os irão algum dia indemnizar pelas suas perdas, pelo seu sofrimento, pelas vidas perdidas. A notícia, do  Expresso , refere-se aos Estados Unidos.18 mil milhões de dólares é pouco, muito pouco para compensar tanta desgraça que a crise provocou no "grande império", mas é justiça que, por cá, nunca se fará. 

o raio que nos parta

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Foi notícia na insuspeita e sóbria BBC: há pais gregos que, por falta de dinheiro, estão a entregar os filhos a instituições ( link aqui ). Ainda há pouco tempo, a SIC noticiou um caso igual em Portugal. Os abutres europeus, de que Passos e Gaspar são apenas peões de brega, são, como se vê, criminosos. Assim vai a Europa. Para vergonha de todos nós, de esquerda, de direita, do raio que nos parta.

num país que se afunda, há que encontrar soluções para que alguns, pelo menos alguns, permaneçam à tona de água

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Diz-se que Portugal é um país de chicos-espertos. Que a arte do desenrasca e a técnica do improviso nos estão na massa do sangue, nos fazem parte dos genes. Não vou contra. Mas, como não sofro de crises de patriotismo exacerbado, e muito menos costumo cometer o pecado da inveja, gostei de ler, e isso explica parte da crise que se vive por essas atribuladas paragens, acerca da artimanha que os gregos, tão desembaraçados como nós, conceberam para disfarçar os seus sinais exteriores de riqueza (os que têm riqueza a assinalar, está bom de ver, que os há tanto por lá como por cá).  A história conta-se em poucas penadas: o fisco grego resolveu sobrevoar certas regiões, de helicóptero, em demanda de sinais exteriores de riqueza dos seus habitantes. Que fizeram esses chicos-espertos que tanto honrarão a casta, a de lá e a de cá? Não estiveram com meias-medidas: camuflaram as piscinas com coberturas que imitam relva e verduras afins. Não há dúvida: na dívida e na esperteza, a saloia,...

a crise atira mais e mais gente para as ruas

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As imagens são de Toulouse. Podiam ser de outro lado qualquer. Gente que perde o emprego, que deixa de receber ajudas do Estado, que não pode pagar a amortização ou a renda de casa. Vítimas dos abutres deste mundo. Imundo. Photos : © Éric Garault

roube outro ladrão

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Já se sabe o que aí vem: mais austeridade, mais roubos legalizados a quem menos tem. Já Sócrates, o Socialista, persegue essa política, quanto mais os senhores do FMI e confrades da Comunidade Europeia, crentes fervorosos das receitas, até agora todas falhadas, mas parece que eles não perceberam isso ainda, dos mercados livres, auto-regulados, sedentos de dinheiro para eles, de miséria para os outros. É o neo-liberalismo no seu auge. Esperemos que, quanto mais alto subam, mais alta lhes seja a queda. A canção do vídeo que se segue, Roda, interpretada por Elis Regina, calha bem no tempo presente. Pode ser um novo hino para a crise. Vá, senhores políticos, senhores do FMI, senhores banqueiros: roubem outro ladrão como vocês, deixem o pobre em paz. Lembrem-se que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Pelo menos da Justiça à portuguesa, assim será com certeza. Clique em "continua" se quiser ler a letra.

islândia prende os seus banqueiros

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Um artigo do jornal El País.

a não perder: para perceber os porquês do colapso da economia e as decisões difíceis do pobre sócrates

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ai teixeira, ai teixeirinha que desgraça, os quadros vão dar de frosques e nós aqui tão tristes!

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Quem é que nos acaba o resto? Este país não pára de surpreender, qual república das bananas qual carapuça!, se já nem de palco de ópera-bufa o podemos apodar, nem de circo de palhaços, nem de arena de fantoches, nem de cói de chicos-espertos. Vem este pequeno aranzel, à laia de introdução, a propósito de quê? Do que se diz hoje nos jornais: que os administradores da Caixa Geral de Depósitos, a quem as preocupações lhes estão a tirar o sono e a dar seborreia nas partes recônditas, resolveram enviar uma carta reivindicativa ao Ministro das Finanças, o Teixeira de que fala o título e de quem a memória começa a ser triste ainda o andor do santinho anda pelo adro a fazer das suas, para que os quadros da instituição (de caridade, está bom de ver) não sejam abrangidos pelas medidas de austeridade previstas no Orçamento do Estado para 2011. É preciso ter descaramento e dos grandes, não têm vergonha nas fuças nem pruridos na consciência. Ou, como diria a minha avó Quité...