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saldos gregos

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Segundo a Time (ver vídeo em baixo), a sentença de morte da Grécia assinada este fim-de-semana permite a venda de ilhas e de monumentos. Que o povo grego se una contra esta ignomínia! Esta não é uma luta de esquerda ou de direita. A dignidade e o patriotismo não têm ideologia nem preço.

metam o euro no ecu!

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Michael Kountouris Agora é que já perdi o fio à meada, tantos os enredos, as tramas, os dramas que envolvem e revolvem o caso grego. Tsipras sabe que o mais certo é a nova proposta dos credores não ser aceite no parlamento grego e que o seu parceiro de coligação possa mesmo abandonar o governo, apressando a sua queda. Para quê então aceitar a afronta de uma negociação que apenas serve para humilhar ainda mais a Grécia e o seu povo? O que se disse nestes últimos tempos, em especial nos últimos dias, pelos adeptos da austeridade a qualquer preço, a começar em Merkel e a acabar no socialista Schulz, não tem perdão e não será esquecido. Foram, todos esses remoques, acusações, descarados gozos e provocações, uma obscena violação da soberania e da dignidade gregas. Os austeritários quiseram vingar-se dos gregos e dar uma lição ao Syriza, ao Podemos, às esquerdas europeias depois do júbilo pela vitória do NÃO a esta Europa mercantilizada, merkelizada . E, parece, conseguiram-no...

obrigado depressão, que tanto jeito nos deste

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É. Este governo é uma máquina de fabricar pobres, bem oleada, com todas as roscas e porcas a funcionar em pleno e com toda a perfeição das almas esclavagistas, que ainda as há. Desde o início da crise, escreve o DN, o número de trabalhadores a ganhar o salário mínimo triplicou. A fortuna dos milionários aumentou. O número de desempregados subiu "exponencialmente", a palavra que os economistas de plantão tanto gostam de usar. A crise deu-lhes jeito, o povo deu-lhes o voto, a subida ao poder deu-lhes a oportunidade de fazer a revolução silenciosa, dolorosa, manhosa há tanto tempo sonhada. Ao fim de quatro anos temos um país diferente, não há dúvida. Dizem as más línguas que melhor.

imagens da nossa vergonha

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república de cágados

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Portugal está bem, está muito bem, está a dar-se um milagre económico, estamos no bom caminho, diz Passos, diz Portas, diz Pires de Lima, dizem os demais serviçais das troikas e baldrocas que nos trazem desgovernados, aporrinhados e pobretanas. Desmentindo-os, Portugal voltou a integrar, desde ontem, o grupo de países com maiores probabilidades de entrar em bancarrota, acompanhado pelo Chipre e pela Grécia. Estamos em 10º lugar entre todos os países do mundo. Uma coisa é certa: mais depressa se apanha um mentiroso do que um cágado coxo.

o dia em que a crise acabou

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Por Concha Caballero Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários… Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a actitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas. Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de ...

é natal no terreiro do passos

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http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

afinal, há

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o alívio que a morte dá

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Frasquilho (esse, sabem quem é, não sabem?) proclama que o alívio fiscal poderá chegar em 2014. Por acaso eu acho que não. O alívio chegará em ano de eleições, 2015. A não ser que Frasquilho esteja a antever eleições antecipadas. O que já devia ter acontecido há muito. Com troika ou sem troika, Coelho e o seu séquito ficarão para a História, história neste caso, como o pior governo de Portugal do 25 de Abril para cá. E se os tivemos medíocres ou pior. Desde o do ente rasteirinho que agora repousa em Belém até ao do Sócrates teatreiro, houve de tudo para mal dos portugueses. Por culpa dos portugueses. No entanto, nunca batemos tanto no fundo, aquele lugar onde se atormentam os mexilhões. Com troika ou sem troika, Coelho seria sempre um primeiro-ministro de ópera-bufa. Por inexperiência. Por incompetência. Por convicção. O homem nasceu dos mercados para os mercados. Respira mercados. Mercadeja-nos ao desbarato, em troco de investimento que não vem e de negociatas em que é a Pátria...

uma tragédia anunciada

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Em situação desesperada, há espanhóis que estão a colocar anúncios na internet para venda dos seus próprios órgãos. Só a revolta generalizada dos povos do Sul pode deter este descalabro numa Europa que se dizia civilizada e humanista. Perante a indiferença dos donos do dinheiro e a bajulação dos seus lacaios, os governantes, vendem-se empresas, ilhas, património histórico, vendem-se rins, vendem-se notícias de optimismo e esperança, vende-se a soberania e a liberdade. Estes anos ficarão para a História como uma mancha da Europa, uma vergonha, um lento genocídio. Mais aqui:  http://www.huffingtonpost.es/2013/10/18/vendo-rinon-necesidad-economica_n_4121050.html#slide=3022432

bendito cortugal

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Imagem:  http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

a europa em derrocada

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  Zona de Desastre Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Dois relatórios recentes, de duas instituições conhecidas pela sua independência e dedicação às causas mais nobres e humanitárias, a saber, a OXFAM e a Cruz Vermelha, traçam uma imagem do horror social a que nos tem conduzido a liderança política da crise europeia. Em Berlim, em Bruxelas, em Frankurt, mas também nos palácios dos regedores nomeados para Lisboa ou Atenas, estes relatórios serão deitados para o lixo, sem serem lidos, com um esgar de indiferença. Os ideólogos são assim. Não deixam que a realidade os surpreenda. A ideologia é confortável, pois crê que a nossa representação do mundo substitui o seu conhecimento. A ideologia conduziu ao Holocausto e à Guerra Total do nazismo, ao Gulag estalinista e maoísta. Agora, parece estar a conduzir à implosão da Europa às mãos dos fanáticos que acreditam na bondade de mercados financeiros autorregulados. Quando, depois de 2008, foi preci...

portugal acamado

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A troika e o Passos queriam sarar Portugal. Puseram os portugueses a dieta, foram-lhes aos bolsos (mas nunca à Bolsa), criaram desempregados aos magotes, foram aos fagotes dos funcionários públicos e dos idosos. Toda a emenda foi pior do que o soneto. Portugal está agora nos cuidados intensivos. A doutora Merkel, o enfermeiro Durão e Coelho, o delegado de propaganda médica, não largam o moribundo. Fazem-lhe experiências que alegam científicas, transfusões de sangue, respiração boca a boca, massagens cardíacas. Injectam-lhe drogas. Esquartejam-no. Mas já nada há a fazer, nada lhe alivia o declínio físico, económico, moral.  Ministre-se-lhe a extrema unção. Retire-se-lhe a arrastadeira. E vendam-se, um por um, os órgãos sãos a quem der menos.

portugal, o suculento bife dos mercados

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Quando me dizem que, se estamos como estamos, é porque andámos a viver acima das nossas possibilidades, dão-me vómitos, cefaleias, brotoeja. Quando nos obrigam a pagar a crise provocada por outros, as instituições financeiras que mais não são do que cóis de malfeitores, dá-me nojo, raiva, ódio. Os portugueses sempre estiveram entre os que, na Europa comunitária (boa comunidade, esta!) menores salários auferem. A desigualdade entre ricos e pobres toca, em Portugal, as raias do escândalo. No entanto, quando chega a hora de apertos, quando os bancos ficaram na merda que eles próprios criaram, quem paga? Quem não teve nada a ver com isso. Quem nunca alinhou na corrupção. Quem sempre viveu do seu trabalho. Quem cumpre a palavra dada. Quem honra os seus compromissos. Quem, com esforços por vezes titânicos, tenta libertar-se da pobreza e assegurar, aos filhos, um futuro melhor. Para os mercados, Portugal é um bife suculento. E as regateiras de serviço tudo têm feito para o cozinhar a...

sete mil milhões só de juros

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Por Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt Os portugueses pagaram à "troika", só em juros, mais de mil milhões de euros, para além de seis mil milhões - também só em juros - a "outros credores". Sabemos o que isto representa em sacrifícios, miséria e outros males para os portugueses. Contudo, há por aí uns fanáticos neoliberais, que mais parecem alemães do que portugueses, que dizem que nós, ingratos portugueses, achamos que os “alemães têm de pagar as nossas dívidas”, quando é exactamente ao contrário: os portugueses, só com pagamento dos juros, alimentam muitas bocas e muitas bolsas por essa Europa do Norte. No fundo, passamos fome para dar de comer aos outros, de acordo com as regras dos “mercados”. Se os alemães, holandeses e finlandeses não compreendem isto, eu posso ser tolerante, admitindo que a sua má relação com o sol os perturbe, mas não queiram que eu faça de parvo.

a baderna

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt Irado, inesperadamente fora do sorriso habitual, o Marcelo exclamou: "Façam desaparecer Maduro e Rosalino, que não se perde nada!" Pelos vistos, o Marcelo quer mandar eliminar pessoas, cuja competência põe em causa, e não encontra punição mais exemplar que não seja o "desaparecimento." Entende-se o desespero cáustico do professor. Ele vê, nas proposições do primeiro e nas precipitações tagarelas do segundo o mesmo espinoteante tolejo. Adicionando a esta confusão de cabecinhas doidas, a disparidade dos discursos produzidos por Passos, que diz uma coisa; de Portas, que diz outra; e de Maria Luís, que balbucia uma terceira, nada mais resta ao Marcelo do que invectivar quem assim pensa, comunica e age. Mais ainda: acusa de soberba para com os portugueses, este Executivo fanado e estático, gastador e de comportamento caótico e casual. Só o primeiro-ministro (digo eu, agora) dispõe de um arsenal de gente, que surpreend...

os pobres que paguem a crise

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt A falência do banco de investimento Lehman Brothers, há cinco anos, a 15 de Setembro de 2008, é o símbolo que melhor ilustra o desvario, a extrema ganância e a impunidade que, durante décadas, caracterizaram o sistema financeiro e bancário, só possível com a conivência e a cumplicidade de governantes de muitos países e instituições públicas encarregues da regulamentação e fiscalização de tais desmandos. Mais: é o símbolo da decadência em que o sistema da "livre concorrência" se afundou; ou melhor, nos afundou. Foi o tempo em que as vigarices e os crimes financeiros mais torpes conferiram estatuto de "génios da engenharia financeira" a gente inqualificável, como foi o caso de um sujeito de nome Bernard Madoff, um corrector, antigo presidente da bolsa de valores tecnológicos de Nova Iorque, autor de uma fraude superior a 50 mil milhões de euros. Depois, atrás da crise nos "mercados do crédito hipotecário de alto ri...

a crise financeira e a carne para canhão

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Por Ana Sá Lopes http://www.ionline.pt Um dos dramáticos síndromas de Estocolmo nacionais é que a propaganda do “vivemos acima das nossas possibilidades” quase impede que a opinião pública entenda as razões da crise que faz agora cinco anos. A implosão do Lehman Brothers nos Estados Unidos e o contágio da crise financeira norte-americana à Europa puseram a descoberto as fragilidades da arquitectura europeia – dotada de uma moeda valorizada acima do dólar – em lidar com a pior crise desde a Grande Depressão. Percebeu-se depois que as debilidades de alguns países, como Portugal e a Grécia, não os deviam ter permitido aventurarem-se a aderir a uma moeda forte, uns décimos abaixo do marco alemão, sem estarem garantidos mecanismos reais de solidariedade europeia. Infelizmente, cinco anos depois do Lehman Brothers, o que se julgava que serviria de “lição” para o mundo – os perigos do capitalismo descontrolado – não serviu para nada. Os governos, por interesse imediato, como o qu...

o paradigma a combater

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt Já escrevi, noutro jornal, o "Diário de Notícias", uma prosa amena acerca da reunião do PSD na Quarteira. Uma crónica modesta, de usos e hábitos, sobre um encontro que já nem os seus promotores entendem como tendo práticos objectivos políticos. Uma espécie de grupo excursionista, no qual as senhoras se perfumam e abrem um pouco mais os decotes, e os senhores sorriem muito e trocam historietas e anedotas maliciosas. Nada de grave. Até o primeiro-ministro, na qualidade de secretário-geral do partido, surgiu como um homem acabrunhado e melancólico. Nos últimos tempos, o PSD tem andado numa roda de infelicidades múltiplas e variadas, tantas que nem merece a pena enumerá-las. A reunião da Quarteira terá sido uma delas, mas aguarda-se mais. Não é de admirar que o pobre Passos Coelho esteja cada vez mais envelhecido. O festim começou com a nomeação de Maria Luís Albuquerque, continuou com as quezílias internas; ...

à sua saúde, frau fett

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Frau Fétida tem muita pena dos povos do Sul, que não governam nem se deixam governar. Tem sido tão bondosa a Frau, manda-nos rios de dinheiro para nos ajudar a superar a crise. Claro que, em troca, pede disciplina, como boa alemã que é. Pede rigor aos pobrezinhos, austeridade para todos menos para os mais ricos que esses, coitados, não têm culpa se o povo, a escumalha, a ralé, andou a viver acima das suas possibilidades, com dias de férias a mais, salários a mais, feriados a mais, regalias a mais. E horas de trabalho a menos, disciplina a menos, resignação a menos, humildade e humilhação a menos. Entrementes, a Alemanha já ganhou 41 mil milhões de euros em juros, à conta dos otários do Sul. É um mero efeito colateral que nada, mas mesmo nada tem a ver com a bondade, a generosidade, a candura e a ternura da Frau Fétida. Frau Fétida é boa. Frau Fétida é amiga. Tchim Tchim Frau Fétida. Que a terra lhe seja leve. Quando chegar a sua hora.