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a esperança nunca morre

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Não sei a idade destas senhoras. 80 e muitos? 90 anos? Não sei. Mas sei que estiveram ontem em Belém. Querem deixar um país melhor aos seus filhos, netos, se calhar bisnetos. Tudo aquilo a que não tiveram direito, elas que conheceram a ditadura, as privações, o medo do futuro. Sabem, melhor do que ninguém, que as privações e o medo estão a voltar. E sabem, a vida ensinou-as, que há muitas formas de ditadura. Têm, minhas senhoras, a minha gratidão. Voltem sempre.

ontem em belém, imagens de inaudita violência

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As guerras, os homicídios, a desgraça vendem jornais e conquistam audiências. Por isso, há que exibi-las como quem enche montras de doces coloridos para atrair a criançada. É por isso mais do que certo que são os desacatos, poucos, de ontem à noite em frente do palácio de Cavaco que vão ocupar as emissões, as primeiras páginas dos jornais. Como contraponto, deixo-vos aqui o outro lado da história. Esta sim representativa do sentir das gentes, serenas mas com a força que a razão lhes dá. E a indignação.

o natal é quando um homem quiser

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Hoje, vou para Belém. Não vou matar o peru nem atacar o presépio que dá guarida a vacas, burros, à Maria e ao seu ai-jesus, o menino dos seus olhos, o coelhinho que vai com o pai Natal ao circo, o circo da política reles, dos palhaços torpes, dos malabaristas de tribuna, dos mágicos de papelão, dos domadores de um povo que se assanha, esbraceja, riposta. Vou lá estar em família, com a minha família, os indignados, os insatisfeitos, os revoltados, os resistentes. Todos.

mas o álvaro não vai estar lá

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a nossa maria antonieta

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belém não vale um cavaco

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Andam por aí a dizer que hoje é que é, que o Conselho de Estado vai destituir o governo e promover (e aqui as opiniões dividem-se) ou novas eleições ou um governo de iniciativa presidencial. Desenganem-se, que já são crescidinhos. Primeiro, porque o Conselho de Estado é constituído, na sua grande maioria, por gente do regime, agarrada aos seus tachos e prebendas. Depois, porque o presidente da República é quem decide, não o Conselho do Estado. E o Presidente da República já deu provas bastantes da sua inutilidade. É uma espécie de Portas. Pela frente, critica as medidas. Pelas costas, apoia-as. É desta opinião e da contrária se preciso for. Agarra-se ao poder como o náufrago se agarra ao bote de salvação. Mesmo que, para não ir ao fundo, tenha que empurrar outros para o mar, para os tubarões. O presidente da República é o que é. Nada. Ninguém. Um zero à esquerda e à direita. Uma figura que nem sequer decorativa é. Belém, o palácio, ficou mais feio. Eu vou esta tarde para Belém...

desta vez, ele vai ter que dar cavaco

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