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os coveiros

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Por Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/ Vivemos numa Europa dirigida por uma seita de “loucos”, com hospício permanente em Bruxelas, mas com a administração hospitalar em Berlim, onde todos os burocratas andam a fazer de conta que estão a salvar-nos do mal, como se fossem talibãs afegãos. Aplicaram um “programa” ao Chipre, em troca de um resgate, e agora admiram-se que o desemprego, em 2014, venha a atingir os 20%, quando há quatro ou cinco meses previram 16,9%, enquanto a queda do PIB vai rondar os 9% este ano. Num relatório publicado hoje, a Comissão Europeia mostra-se “ surpreendida com o rápido aumento do desemprego no país, mas salienta que o programa de Chipre está no caminho certo .” Esta gente não se enxerga, nem se apercebem que são coveiros de gravata a atirar terra para cima de pessoas vivas.

e se um dia a gazprom comprasse portugal?

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Então chegámos ao ponto em que uma empresa se propõe comprar um país da União Europeia. Não se trata de comprar uma ilha das Caraíbas pintalgada por palhotas folclóricas. Trata-se da aquisição, a preço de saldo, de um pequeno Estado, é certo, mas que é membro da, ó mito, poderosa Zona Euro... É revolucionário! A russa Gazprom (onde, discretos, florescem seis por cento de capitais alemães) aceita ficar com a dívida de Chipre se, em troca, lhe concederem o direito de explorar livremente o gás natural da região. O negócio pode fazer-se por dez mil milhões de euros, o que, admite-se, para as contas da 15.ª maior companhia do mundo será pouco mais do que uma bagatela. A intenção surge na sequência da decisão dos ministros das Finanças do euro de cobrar uma taxa sobre o dinheiro que está depositado nos bancos de Chipre. Segundo li em vários jornais económicos, nada suspeitos de simpatias coletivistas ou de tendências esquerdistas, "este ...

golpada final

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É a estocada final na confiança que nos deveriam merecer tanto o Estado como as instituições bancárias. No Chipre, os cidadãos foram surpreendidos com uma decisão do governo, tomada por pressão das instâncias europeias, impondo uma taxa entre 6,7 e 9,9% sobre todos os depósitos (quem tiver no banco 100.000 euros perderá 9.900, quem tiver 10.000 ser-lhe-ão roubados 670 euros). Gerou-se o pânico entre os cipriotas que acorreram em massa aos bancos, esta manhã, para levantar as suas poupanças. O governo antecipou-se: o dinheiro relativo a esse imposto extraordinário já tinha sido bloqueado. A favor do Estado.  Que a Europa tenha forçado o Chipre a tomar esta decisão parece-me, a mim que sou leigo na matéria, de supimpa estupidez. A partir de agora, nos países sob intervenção externa, mas não só, intensificar-se-á a fuga de capitais. Com Durão, Merkel e outros estarolas, coadjuvados pelos servos locais, a Europa vai de mal a pior.