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o revolucionarismo de direita

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Por Carvalho da Silva http://www.jn.pt/ Já vimos, no passado, uma direita nacionalista e fascista autointitulada "revolucionária" que até falava de socialismo. Vemo-la ainda hoje, infelizmente, cada vez mais em quase toda a Europa, levantando bandeiras de aparência popular para mobilizar e manipular desesperos. A direita "revolucionária" em Portugal não ousou ainda mostrar aquela face, move-se com disfarce no seio de uma direita um pouco mais ampla. Esta atua cheia de tiques e rodriguinhos. Fala de empreendedorismos, de excelências (afirmadas por medíocres), de iniciativas privadas, de inovações, de liberdades de escolha, de convergências, de combates a privilégios e de equidades. E os ministros repetem discursos onde as palavras/conceitos "mudança", "reforma", "progresso" e tantos outros - surripiados aos movimentos políticos e sociais defensores dos direitos dos trabalhadores e da sua emancipação social, cultural e po...

sábado, pela tardinha

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não tenham paciência!

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Por Carvalho da Silva http://www.jn.pt "Tenha paciência" era o que diziam as almas caridosas aos "mendigos" quando lhes faltavam trocos na carteira, ou vontade para dar qualquer coisa. "Tenham paciência" é o que o governo PSD/CDS nos vai dizendo quando fala da "dívida" e das suas receitas para a pagar, que além de nos colocarem coletivamente pobres, nos exigem a desistência da dignidade durante décadas. Não tenhamos paciência! Sejamos calmos e ponderados, mas determinados contra estes apelos à resignação e ao retrocesso. Não condescendamos com os "perigos" de os protestos contra as políticas deste governo poderem gerar instabilidade política. A pior das instabilidades é a que está instalada em S. Bento e em Belém. O que está em causa é a venda ao desbarato do país, ou a entrega a interesses particulares, das suas melhores empresas, dos seus sistemas públicos de saúde, de educação, de pensões. Se deixarmos este gover...

governo perverso

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Por Carvalho da Silva http://www.jn.pt É isso mesmo! O Governo PSD/CDS, atuando de forma subversiva face ao regime constitucional, pratica uma governação insurrecional profundamente retrógrada e com marcas de fascismo social bem visíveis. É uma violenta contrarrevolução desencadeada a partir do exercício do poder. Se for ganhando terreno o apelo feito ao povo, para que este aguente os sacrifícios acreditando que depois os problemas se vão resolver, podemos caminhar, inevitavelmente, num rumo de aniquilação da democracia. O seu preocupante empobrecimento já é hoje um facto. Passos Coelho e a sua equipa governam abertamente contra a Constituição da República (CR), adotam medidas para as quais não estão mandatados, fazem e vão executando políticas absolutamente contrárias aos compromissos que assumiram. A coberto de mentirosas inevitabilidades e de uma emergência financeira cuja gravidade vai aprofundando, o Governo destrói a economia, entrega a grandes interesses cap...

evitar o desastre histórico

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Por Carvalho da Silva http://www.jn.pt/ Já não há tempo nem espaço para condescendência com as políticas que o Governo PSD/CDS vem impondo e, muito menos, com as medidas que está a preparar. A intervenção social e política a desenvolver tem de ser formulada e posta em prática com o objetivo de, num período curto, derrotar esta "espécie" de "refundadores" instalada na governação. Há que agir de forma contínua, com inteligência e um grande esforço de diálogo, com criatividade e clareza nos argumentos e persistência no esclarecimento, com participação crescente dos cidadãos dos mais diversos setores e camadas da sociedade. A apresentação do Orçamento do Estado (OE) para 2013 pôs a nu que estamos perante o maior obstáculo ao processo de desenvolvimento do país, depois da derrota do regime fascista em Abril de 1974, e diante da mais delicada crise política pós 1975. Cumprir a "maratona" organizada pela troika e pelo Governo significará, sem dúvida,...

a europa a ferro e fogo

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Carvalho da Silva http://www.jn.pt As imagens que nos últimos dias nos chegaram de Espanha devem constituir mais do que um grito de alerta. Elas exigem profunda reflexão e convidam a uma redobrada predisposição para agirmos contra a injustiça e a violência das políticas que nos estão a ser impostas. A loucura que sustenta essas políticas choca com os direitos no trabalho, com os direitos sociais, com os direitos humanos, com as nossas culturas, com a democracia, com a estabilidade dos estados e o relacionamento saudável entre povos e estados, que se exige solidário e respeitador da soberania. A divisão dos países da União Europeia (UE) em credores e devedores, dicotomia que se transporta também para a execução das políticas concretas em cada país - os trabalhadores e o povo são sempre devedores - é absolutamente criminosa e portadora de genes que podem desencadear conflitos inimagináveis. Já se começou a ver que podem surgir complexas perturbações na unidade e func...