é preciso matá-lo, antes que nos mate a nós
Desenganem-se aqueles que acreditam que as nossas agruras de agora se devem à dívida acumulada pelos sucessivos governos, socialistas, sociais-democratas, democratas-cristãos. É mentira. Os nossos males agravaram-se com a queda do muro de Berlim (que deixou à rédea solta os mais vorazes agentes do capitalismo selvagem) a que a crise americana de 2008, provocada por essa mesma gente, serviu de pretexto para consumar a estocada final. Não só havia que recuperar o dinheiro perdido (e esses senhores não gostam de perder nem a feijões) como também era mais do que tempo de concretizar os seus sonhos, há tanto acalentados: exterminar de vez o Estado Social, embaratecer o trabalho, fragilizar o trabalho, precarizar o trabalho, subjugar os povos, escravizá-los de uma forma mais subtil, mas não menos terrível, do que noutras eras. Tenho confiança no ser humano. Ainda. A História é pródiga em exemplos de que, mais tarde ou mais cedo, as populações se revoltarão e rechaçarão os senhores d...