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lisboa das artes

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Junto ao Museu da Electricidade, a EDP vai mandar construir um novo Centro de Artes. Agora sim, o Mexia mexeu-se bem. Enfim, gosto!  Fonte das imagens:  http://www.lisbonlux.com

pão e circo em dia de rei defunto

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http://www.gerard-fourel.com É oficial: o cinema King vai fechar. Morreu um rei, viva o rei! A Barraca, o Teatro Aberto, a Comuna, a Cornucópia, podem vir a fechar também, como já encerrou a Seiva Trupe. Não faz mal. Ainda temos os cinemas amigos da ditadura dos mercados e do cinema americanado do sangue, das tripas, dos carros que explodem e dos casais que fodem com pudores de virgem casta. Quanto aos teatros, não fazem falta nenhuma. Organizem-se uns concursos de vestido de chita, uns serões para trabalhadores, uns arraiais populares, uns fados e guitarradas e - ah, sim! - uns saraus de beneficência e umas peregrinações a Fátima, é tudo o que faz falta para entreter a malta. Cavaco poderá andar de tesoura em riste a cortar fitas de terra em terra, para inaugurar fontanários, casas do povo e cantinas sociais dedicadas aos pobrezinhos mas honrados. Passos poderá voltar ao modelo de "Conversas em Família", agora a cores, em alta definição e com som Dolby. Portas poder...

perigosa futilidade

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Por Gabriel Leite Mota http://p3.publico.pt Vivemos tempos fúteis… Apesar de mergulhados numa crise financeira e económica profunda ainda se vive sob a égide do clima da futilidade que nos tem acompanhado desde o fim das grandes guerras. Adam Smith já sabia, no séc. XVIII, que só do supérfluo as economias se podiam alimentar para sustentar crescimentos continuados, uma vez que as necessidades básicas e fundamentais dos seres humanos rapidamente se satisfazem. É do brilho das lantejoulas que a economia se alimenta… Infelizmente não foi só a economia que se alimentou do fútil: também muitas pessoas encheram os seus cérebros com lixo superficial privando estes de produzir qualquer pensamento profundo. Com isso criou-se uma cultura do supérfluo onde o material e o instantâneo esmagam a reflexão, a profundidade, a crítica. Muitas pessoas apenas se motivam para discutir futebol, crimes e escândalos mediáticos, ouvir música pimba, passar tardes inteiras nos centros comerc...

se passos está com o chico, se relvas está com o chico, eu não quero estar com o chico

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Francisco José Viegas fará a mais pálida ideia dos custos que terá que suportar, de futuro, por fazer parte de um governo que destrói o País, incluindo a sua cultura? A vergonha que ganha, os leitores que perde? Por mim, tanto me faz, nunca li nada do Zé Viegas. Decididamente, não estou com o Chico. Nem ontem, nem hoje. Dir-me-ão que é mesquinho o sentimento que nutro por Viegas e a sua obra. Pois que seja. Mas o que um homem é, o que um homem faz, o que um homem pensa, passa para a sua escrita. Por muito bem que escreva, escreve o que não quero ler. Se Passos está com o Chico, se Relvas está com o Chico, eu não quero estar com o Chico. Eu penso higiénico.

é a cultura, estúpidos!

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Li agora que  o governo está a comprometer a existência da Fundação Paula Rego e, consequentemente, a Casa das Histórias, o museu da pintora em Cascais. Asneira, e da grossa, mas outra coisa não seria de esperar de quem despreza a cultura em favor do dinheiro, sempre o dinheiro e nada mais do que o dinheiro e os detentores do dinheiro. Façam o que quiserem, arranjem outro tipo de financiamentos, passem a cobrar entradas, mas não toquem nem estraguem um museu que já é um dos ex-libris de Cascais, que atrai não só portugueses como estrangeiros, que é um espaço onde apetece ir, ver, ficar. Eu também sou contra muitas fundações. Fundações que se criam para mamar dinheiro do Estado ou para fugir aos impostos. Mas não há que ter em conta só os seus custos, mas o quanto prestigiam um país e enriquecem o seu povo, mesmo que culturalmente falando. Coisa pouca para quem a cultura é um estorvo, uma excrescência a extirpar como uma hemorróida, um furúnculo, um nado-morto. P...

cultura? isso é alguma coisa que se coma?

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Por Sérgio Lavos Transformar em empresas a Cinemateca e os teatros nacionais . É simples de entender a originalidade e o alcance desta medida: tornar atractivo o espaço que em tempos João Bénard da Costa dirigiu não é difícil: estou a imaginar um multiplex para filmes de Hollywood, pipocas e cola incluídos - parece-me ser a única maneira de rentabilizar o que agora dá prejuízo. Questões como o acesso aos clássicos do cinema ou a formação das novas gerações parecem-me perfeitamente obsoletas. Que mil "Avatars" floresçam! E quanto aos teatros, na realidade não precisamos deles; os actores são parasitas que vivem à nossa cusa e, no fim de contas, quem precisa de Shakespeare, Ibsen ou Sófocles para viver? Não temos as novelas e os reality-shows da televisão? Se a maioria prefere ver a Casa dos Segredos em vez de Hamlet, é absurdo manter teatros abertos. A decadência do Ocidente (segundo Vasco Pulido Valente) é um pormenor da história. Fonte:  http://arrastao.org/

para acabar de vez com a cultura, essa coisa supérflua para meia-dúzia de degenerados

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Por Gui Castro Felga Já não chegava substituírmos o cinema pelo 'entertainment' , e agora vão os teatros, o bailado e a cinemateca . Passámos da teoria do 'criar públicos' para o 'adaptarmos os espectáculos ao que o público quer' - pão e circo. ah, e mais caro, claro .  Fonte: http://oblogouavida.blogspot.com/