o que rende é ser dono do continente
Damas e cavalheiros, meninas e meninos, acorram aos grandes saldos de operários, trabalhadores agrícolas, caixas de supermercado, empregados de escritório, professores, médicos, engenheiros e os outros bandalhos da valerosa Nação! "Sem mão de obra barata não há emprego", disse o Belmiro da Sonae e da venda das raparigas e demais populaça, defendendo com unhas e dentes, com presas e garras, "as economias baseadas na mão de obra barata". O Belmiro das promoções, liquidações, descontos, cartões, preços choque, preços sensação, preços de ocasião que é o que faz o ladrão, o Azevedo é amigo da escravatura, das chinesices, dos soldos em queda, da miséria bem comportada, e avesso às chatices dos sindicatos, das reivindicações, das manifestações de uma dúzia de marmanjos enraivecidos, comunas enlouquecidos que não sabem nem sonham que é Belmiro que comanda a vida e a morte de cada um. Bafejado com o pensamento profundo de um merceeiro em larga escala, Belmiro n...