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o presidente póstumo dos bombeiros mortos

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Por Artur Portela http://www.ionline.pt O fogo está aí. Os mortos estão aí. O Presidente da República está aí. Não interessa, agora, quem é o Presidente da República. Que nome próprio tem. Que apelido. Que passado político. Estamos num outro nível. O nível do Presidente da República. O símbolo, a voz, o papel. A esperança que diz. O País que representa. É esse que convocamos, nele. É esse que, nesta geografia do fogo que é, por estes dias, Portugal, nesta economia do fogo, nestas finanças do fogo, nesta política do fogo, neste porventura comércio do fogo, diz apenas, manda aliás dizer, a expressão institucional dos seus institucionais sentimentos. Ora isto não é Portugal. Os portugueses não são isto. Sê-lo-á a falta de política florestal, a falta de estratégia no combate ao fogo, a falta de efectivos, a falta de meios. A burrice neo-liberalizada ao quadrado. Capaz de beatificar um economista contra um ce...

ouve, maduro

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Por Artur Portela http://www.ionline.pt Ouço-te cometer o mesmo erro de sempre. Depreciar o riso. Sustentar a gravidade, o espírito de seriedade. Acácio. Abranhos. E Steinbroken. Os briefings. Os briefings são, para ti, em si mesmos, coisa pouca, coisa nenhuma. O fundamental, dizes, é a comunicação política útil. A comunicação governamental útil. É a promoção da transparência. O reforço da democracia. Pelo que, aproximadamente o dizes, aqueles que promovem os briefings a desencadeadores de crises, a casos, são talvez dignos dos programas humorísticos de televisão, e das páginas humorísticas dos jornais. Não são decerto dignos do respeito de um país em crise, numa Europa em crise, num mundo em crise. Se eu não fui por ali, deixa-me que te sugira que não vás, tu, Maduro, por aí. O riso são milénios de cultura. O riso são milénios de eficácia. O riso é, também, Portugal. O riso é a coisa mais séria e mais eficaz do mundo. Dramática, por vezes...

carta aberta ao citi group

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Por Artur Portela http://www.ionline.pt Caro Citi: Estavas tu, Group, posto em sossego nos teus alcandorados gabinetes com vista para o mundo e eis que um secretário de Estado adjunto do governo de Portugal tem um atrevimento. Leva, parece, um teu ex-director local à demissão de um cargo. O de secretário de Estado do Tesouro. Anuncia-o num briefing. Pelo que passou a haver, no governo e na própria comunicação social, quem suponha que o secretário de Estado do Tesouro se demitiu, de facto. Abandonando, ao bater da meia-noite, o Ministério das Finanças. Esquecendo, talvez, junto do portão, um sapato. De cristal. Engana-se quem assim supõe. Porque, caro banco, cara banca em geral, quase todos nós sabemos que, para ti, Citi, para vós, banca, para a cultura que sois, para a anatomia e engenharia de interesses que sois, para a ideologia que respirais, a questão nisto central não é a idoneidade política. Não é nem o dr. Pedro Passos Coelho nem o eng.º José Sócrate...

questionário da mulher de césar

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Por Artur Portela http://www.ionline.pt/ 1) Foi? 2) Não foi? 3) Era? 4) Não era? 5) Nunca foi? 6) Nunca teria sido? 7) Não é? 8) Não será? 9) Nunca será? 10) Esteve? 11) Não esteve? 12) Nunca estaria? 13) Aconselhou? 14) Não aconselhou? 15) Nunca aconselharia? 16) Apresentou? 17) Não apresentou? 18) Nunca apresentaria? 19) Vendeu? 20) Não vendeu? 21) Nunca venderia? 22) Ajudou a vender? 23) Não ajudou a vender? 24) Nunca ajudaria a vender? 25) Se tivesse estado, lembrar-se-ia? 26) Se, mesmo não tendo funcionalmente estado, tivesse estado infuncionalmente, de que é que se lembraria? 27) E de quem é que se lembraria? 28) E de quem é que não se lembraria de certeza? 29) Não se lembra se se lembra? 30) Lembra-se perfeitamente de que se lembra que não se lembra? 31) Lembra-se perfeitamente, não apenas d...