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o mal-amado

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/ A derrota de António José Seguro, pela extensão e pelo número, configurou o escorraçar de um mal-amado e o desfazer de um equívoco. A política do secretário-geral do PS (ou, melhor, a falta dela) para enfrentar e combater a agenda do PSD; os indícios fornecidos pelas grandes manifestações populares; as decisões do Governo, cada vez mais autoritário e infenso aos clamores e às angústias da população, tudo isso exigiam uma disposição, uma coragem e, sobretudo, uma força moral de que Seguro não dispunha. As suas intervenções, no Parlamento e fora dele, a falsa desenvoltura e o oculto embaraço; a miséria de uma retórica que personalizava tudo com um "eu quero" enfático, haviam feito deste homem obsoleto a caricatura de um político a sério. Adicione-se a estas falhas as deficiências de carácter, reveladas logo após a queda de Sócrates, que apenas por pudor não insisto em relembrar. Durante a campanha assistimos à simpatia c...

moribundo

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Será que, no Domingo, lhe vou poder escrever a elegia fúnebre? STEVEN GOVERNO/GLOBAL IMAGENS

quanto vale um homem e a sua palavra

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caladinhos, faladores & as coisas por aí

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João Girão/http://www.dinheirovivo.pt/ Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Passos Coelho, que gosta de dizer coisas sem demonstrar grande preocupação com a verdade, afirmou, na "cimeira" com Rajoy, que deseja criar estabilidade e confiança, admitindo, de forma subjacente, o que, até agora, não conseguiu. Nada do que Passos diz me interessa, nem sequer mediocremente. Ele é um tipo sem palavra, que mantém, com o embuste e a mentira, uma relação entranhadamente doentia. E fá-lo com a amorosa cumplicidade do dr. Cavaco, certamente o pior Presidente da República que tivemos, incluindo o almirante Thomaz. Vivemos submersos num oceano caótico e imoral. E é bom que o repitamos sem descanso. Assim o faço e farei, enquanto estes diligentes velhacos por aí andarem. Na mesma ordem de ideias, o conflito que Passos alimenta com o Tribunal Constitucional atingiu as raias do obsceno. Ele e os seus sabem muito bem (ou, então, são burros) o que de inconst...

um primário às primárias

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O secretário-geral do PS - um SG transtornado, transformado em português suave -, continua a invectivar Costa. A direita rejubila. Nas primárias, a direita votará Seguro. A direita gosta de Seguro. Seguro, por eles, morreria de velho como SG do PS. O PS desce (desce mesmo?) nas sondagens e Seguro culpa Costa. Organizemos o voto em Costa. Por uns minutos, à boca das urnas, seremos todos simpatizantes do PS, militantes do PS, votantes no PS. Seguro é o seguro de Coelho, toda a gente o sabe e toda a gente o diz. Só por isso, quanto mais não seja por isso, votemos Costa. De costas ou de barriga, engulamos sapos, rãs e centopeias. Lembremo-nos de quão fofo Seguro tem sido com Passos. As abstenções violentas. As palavras ocas. As indignações fingidas. Lembremo-nos de que Seguro é um Passos. Passos perdidos. Passinhos leves. Pezinhos de lã. Um jotinha. Uma oposiçãozinha. Uma nódoazinha. Um primata da política. Um primário. Seguro quer primárias? Terá primárias. Não passará é no exame...

e disse napoleão na sua voz de trovão

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Reuters/http://sicnoticias.sapo.pt/ "Habituem-se!", disse Seguro em tom ameaçador, a voz a fingir grossura, as feições a fingir severidade. Costa treme, não dorme, claudica!  Seguro faz das tripas coração para se agarrar ao seu bote salva-vidas, a direcção do PS. Se ganhar esta batalha, perderá as legislativas mas, ah! poderá então imputar a derrota a António Costa, culpá-lo durante os próximos 3 anos.Tal como Passos tem andado a culpar Sócrates durante os últimos três. Seguro quer dignificar a política e os políticos, diz ele. Mas tudo faz para os enxovalhar, envergonhar. Como político, é medíocre. Como ser humano, quer-me cá parecer, não será melhor. Quanto às directas, já estou a ver a gente do PSD e do CDS em fila de pirilau à boca das urnas. Para votar em Seguro, o seguro de Passos. Seguro sabe que é assim que vai ser se levar a dele avante. Tudo lhe serve para satisfazer a sua ambição maior: depois de Coelho, um Rato no poder. E o país que se lixe. ...

dá-lhe agora que está de costa ...

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Agora que o PS anda num rebuliço, mais por força da comunicação social do que outra coisa qualquer, o governo está livre para continuar na senda da desgraça sem que o povo tuja ou muja. Podem aumentar o IVA, despedir, fanar, que ninguém dá por isso. Não há cão nem gato que chegue ao Rato que não sofra o assédio de dezenas de repórteres sedentos de sangue e lágrimas. Os noticiários abrem com o Rato à mostra, as entrevistas sucedem-se, é a Maria, a Ana, o João, o Jorge, o Manel, a Edite a fazerem bicha para falar aos jornalistas. Entretanto, lá por São Bento, São Caetano, Caldas, estuda-se a melhor maneira de nos quilhar, agora que estamos de costas.  Por causa do Costa. Tudo por causa do Costa.

chama o antónio!

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Para acabar com um Tozé sem chama ...

estragaram-lhe a festa

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Ao que parece, e refugiando-se nos estatutos do partido, Seguro não quer abrir mão da sua frouxa liderança. Dali não sai, dali ninguém o tira, qual é a pressa? Sim, qual é a pressa? Ele é o homem da abstenção violenta. Das fingidas irritações para com Passos Coelho. O puto da lágrima. A soror Angústias. A madre Lacrimosa. A lágrima furtiva. A furtiva oposição. Um político de carreira. A formiga no carreiro sempre em sentido contrário. Um otário em pose de estadista. Um socialista de treta. O seguro de Coelho. Um coelhinho lerdo, manso, tanso. O menino na mão das bruxas. Um chuchas. Sei que não será com António Costa que o PS virará à esquerda, abolirá a austeridade, implementará políticas de defesa dos mais fracos, defrontará Merkel, os mercados ou o sucessor desse durão chamado Barroso. Mas, que diabo, tudo é melhor do que Seguro. Até um rato no Rato fazia melhor figura. Que venha o Costa, se é dele que o povo gosta. Para já, corra-se com Passos. Depois, logo se vê.

os dois do nosso drama

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/ O chá das cinco de segunda-feira, entre Passos Coelho e António José Seguro, resultou no baço espectáculo "mediático" que tudo abrevia e a nada chega. O importante passou ao lado: o facto de a pontuação que separa o PS do PSD estar cada vez mais minguada, atentando-se, até, que, se a coligação continuar, registar-se-á "empate técnico", rigorosamente a derrota do socialismo chilre do triste Seguro. Não se exige, bem entendido, que o PS seja o que nunca foi, um partido "revolucionário"; mas assim, como está, também é de mais. Desesperantemente de mais. Que separa ou diferencia o PS do PSD, neste momento crucial para a própria existência de Portugal como nação? Sem quase termos dado por isso, os dois partidos abreviaram, ou liquidaram por completo, os projectos iniciais, marcados por um conceito "reformista" da sociedade. O PSD, então PPD, demoliberal, desejava que se mexesse em alguma coisa, pa...

entre a decência e a evasiva

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http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/ Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/ Parece-me difícil alguém poder justificar, com honra e decência, o golpe do PSD em mandar para os fojos, através de um referendo, a questão da coadopção de crianças, por casais do mesmo sexo. A indignidade não é atitude nova por aquelas bandas políticas. Porém, esta mascarada atinge aspectos de ruinoso indecoro. A incomodidade na bancada do Governo dissimulou-se, muito mal, por receio e cobardia, com declarações de voto. O descrédito da política aumentou mais um patamar. O número de equívocos morais praticado por este Executivo não tem equivalência com a percentagem de votos fornecida pelas sondagens. Apenas 12 pontos separam o PSD do PS: a escassa percentagem, além de tranquilizar Passos Coelho, fornece a dimensão ética e a consciência política da populaçã...

o garnisé aporrinhado e outras aves empoleiradas

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Um bando de franganotes, dos mais fracotes que há, é o que sempre me parece o friso frontal do PS no Parlamento. Então, quando Seguro discorre, no seu jeito infeliz de menino da lágrima, a analogia salta-me à moleirinha com desusada clarividência. Até Soares, nos seus frescos 89 anos, faz mais mossa aos galaréus no poleiro do que o pintainho de aviário concebido, com pecado, no ninho da jota. Fosse ele, Soares, o secretário-geral do PS e outro galo cantaria, não mais piaria esse garnisé assustadiço a quem o medo de ir para a panela, antes de ver o fundo ao tacho e de repartir tacho a tacho, lhe tolhe a asinha que não voa, lhe esmorece e cai no mar, lá diz o fado mas mal fadados andamos nós, mal fadados e mal pagos, toma lá milho, dá cá os ovos d'ouro enquanto a galinha o pernil não estica ou, então, revoltada nos debica. Faltam-nos capões na capoeira.  Sobram-nos galinholas.

os inimigos dos meus inimigos

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Porque Soares é melhor do que Cavaco, Pacheco Pereira melhor do que Passos Coelho, Adriano Moreira melhor do que Paulo Portas, Capucho melhor do que Montenegro, Costa melhor do que Seguro, porque todos eles são meus aliados contra um inimigo comum, não se espantem que por aqui os transcreva de quando em quando, a eles e a tantos outros. Ao estado a que Portugal chegou pelas mãos de Coelho e das suas marionetas de feira, pouco significado tem que com eles não tenha concordado no passado e as divergências que irei ter com eles no futuro. Por agora, os inimigos dos meus inimigos meus amigos são. Sou pela frente comum das esquerdas e de alguma direita, eticamente responsável, politicamente honesta. Isto bastava-me, por agora.

qualquer semelhança talvez seja pura coincidência.

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Eu disse talvez.

qual vitória do PS, qual carapuça!

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Que me desculpem os que foram votar no PS, mais os pivôs engalanados, os politólogos encartados e outros comentadores engajados. É que o PS não teve uma retumbante vitória coisíssima nenhuma. Os números não enganam e muito menos perdoam os, digamos assim para não dizer pior, mistificadores: em 2009, com Sócrates já em declínio, alvo de ataques justos e de rumores injustos, que também os teve, o PS alcançou 2.084.382 votos; no Domingo, recebeu 1.810.744 (na realidade, menos 13% de votantes do que em 2009).  É isto uma vitória? É isto a glória propalada aos quatro ventos por tribunos e vassalos na noite das eleições? No Distrito de Viana do Castelo, obteve 64.919 votos em 2009; agora, quedou-se pelos 55.148. Em Braga, 222.702 votos em 2009; 190.815 em 2013. Em Vila Real, 54.625 votos em 2009; 54.731 em 2013. Em Bragança, 37.786 votos em 2009; 33.727 em 2013. No Porto, 339.291 votos em 2009; 316.597 em 2013. Em Aveiro, 142.188 votos em 2009; 119.007 em 2013. Em Viseu,...

os manequins

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Estamos desgraçados. O eleitor, o querido eleitor que, quando exerce o seu direito, não influencia só a sua vida, interfere na minha também, vai continuar a votar, perpetuamente, alternadamente, alienadamente, aleaoriamente, nos chamados partidos do arco da governação. Ou isso ou a abstenção. Ou isso ou a praia. Ou isso ou as pantufas enfiadas nos pés e o rabo alapado no sofá. Seguro aguarda a vez de ser ele a ocupar a montra. À venda, com todas as suas crenças e promessas, aos senhores da troika, aos mercados, à Merkel, à banca, ao capitalismo desgovernado que nos tem governado. Sob pseudónimo, é certo. Agora Coelho. Amanhã Seguro. Hoje o roubo às escâncaras. Amanhã o assalto com desculpas e muitas, muitas lágrimas de crocodilo. Estamos desgraçados. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

ménage à trois

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macacos me mordam se isto não é verdade

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chegou o tempo dos chacais

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt Numa entrevista a Ana Sá Lopes, no jornal «I», Mário Soares disse que António José Seguro «o desiludira.» Este, numa resposta em que o desdém era apadrinhado pelo paternalismo palerma, afirmou que sentia por Soares «carinho» e «ternura.» Afinal, Soares confirmou o que se sabe, no PS e fora do PS e, ao reafirmá-lo, fê-lo com a sabedoria e o conhecimento de causa que faz dele o que Manuel Alegre designou (ao lado de Cunhal) por um dos dois últimos leopardos da política portuguesa. E Alegre acrescentou: «Agora, é o tempo dos chacais.» Seguro não é o homem exacto para o momento dilemático em que vivemos. Desprovido de convicções, pouco culto, não possui estatura de estadista nem fibra para enfrentar a complexidade da situação actual. Mas ele é o reflexo actual do PS: sem grandeza nem estilo, sem leitura e sem desígnio a não ser o atabalhoado desejo de poder. Tony Judt, num livro a vários títulos extremamente estimulante, «Um t...

a cerviz dos servos

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Desconfio que este vídeo foi posto a circular pelos serviços de AgiProp dos partidos do governo. Pode ser que esteja enganado. Se resolvi, mesmo assim, divulgá-lo é porque ele serve de alerta para os que não gostam de ser aldrabados: ou me engano muito ou, tal como Coelho e tantos outros antes dele, Seguro jogará pelo seguro e prometerá mundos e fundos para ganhar eleições. Depois, lá no poleiro etéreo onde subir, servil, de grimpa e cerviz descaídas, abanará a cabecinha em sinal de aquiescência às exigências da troika, às maroscas dos mercados, à ganância dos credores, às ordens de dona Merkel, a pouco angélica Führer da Europa. Estou cá para ver.