José António Saraiva escreveu mais um dos seus famosos artigos no jornal onde põe e dispõe, o Sol (prova de que, quando este nasce, não é para todos). Pois cá eu, oh José António, sou sim, às vezes sou mal educado, quando me falta a paciência, quando me sobra a indignação, mas não sou invejoso. Não invejo a vida vazia de quem vive para ganhar dinheiro tantas vezes mal ganho, para laurear a pevide pelos restaurantes e discotecas da moda, para exibir a casuncha, os móveis, as obras de arte pelas revistas do coração debitando lugares comuns, enfim, prefiro a minha vida recatada, poupada, vivida. Não, José António, engana-se: não é inveja o que nos move, eu e muitos outros que se fazem ouvir por blogues e redes sociais, mas sim o sentido de justiça social, de humanismo, de solidariedade para com os que mais sofrem. Coisas que o José António, conviva de casa e pucarinho dos alegadamente invejados, desconhece. E cá vai o vómito, preparem os estômagos: