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ballet rose?

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Por Ana Cristina Leonardo http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.pt/ A primeira coisa a dizer sobre as eleições autárquicas é que a palavra “autárquicas” é difícil de pronunciar. A segunda é que o chamado “arco da governação”, versão elegante do vernáculo “alterne”, foi castigado pelo voto. Sócrates falou em débâcle,palavra francesa para “desastre”, “fracasso” ou “queda”. Mas se falou em “queda” não falou em Albert Camus – tentou apenas citar de Gaulle. Note-se, en passant (de passagem), que dé-bâ-cle é um vocábulo cheio de potencialidades: Débâcle, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Dé-bâ-cle. Nabokov não faria melhor. Literatura à parte, a terceira conclusão a tirar é que se na noite das eleições o PS tinha ganho, na manhã seguinte o PS tinha perdido. Portugal será por natureza um país dado aos paradoxos e isso explicará também que tenhamos como vice-primeiro-ministro o chefe de um partido cujas câmaras municipais se resumem a cinco num universo de 308. É...

versão actualizada do apocalipse de são joão

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Por Ana Cristina Leonardo http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.pt/ No Paquistão oferecem bebés em directo pela TV. Na Comporta brinca-se aos pobrezinhos. Nos EUA, um casal que procurou no google como cozinhar lentilhas em panela de pressão foi suspeito de terrorismo e visitado por homens de negro. Em Portugal, a associação Animal rebaptiza o cão Zico e chama-lhe Mandela. O Portas faz de primeiro-ministro por 15 dias. O Peixoto ninfetisa Os Mais. O Lomba faz discursos em vez de briefings. O Relvas é embaixador olímpico da língua portuguesa. Cavaco e Passos foram para o Allgarve. O Hospital de Cascais, essa PPP de excelência e hall em mármore, rebentou as costuras. A mim doem-me os dentes e acabaram-se os clonix. Só me falta ficar sem cigarros.

comam chocolates

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Por Ana Cristina Leonardo http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.pt/ O povo habituara-se a ostras. Com a crise, as ostras estavam pela hora da morte e todas as diligências esbarravam na inflexibilidade de Hollande: “Impossível baixar preço moluscos. Disponíveis brioches baratos”. O MNE declinou a oferta. Em telegrama oficial, citou Álvaro Santos Pereira e a qualidade superior das nossas bolas-de-berlim. Os franceses, letrados e mulherengos, confundiram o Álvaro com Álvaro e ficaram-se por respeito a Ofélia. Foi quando começou a chover.  Assunção, a caminho do Conselho de Ministros, agradeceu a Deus e abriu o guarda-chuva. À chegada cruzou-se com Relvas, vindo do Rio onde passara o fim do ano à cata do conhecimento permanente. “Bela gravata!”, comentou ao passar o engripado Paulo Macedo. Gaspar já lá estava, jogando batalha naval numa folha de Excel, longe do olhar de Portas não fosse este susceptibilizar-se e convocar uma conferência de imprensa de apoio ao governo. ...