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não há saco!

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O ministro Moreira - de cónegos acrescento eu, inspirado pelo seu ar de padreca de província acabadinho de largar o seminário - teve a velhaca ideia de fazer pagar imposto pelos sacos de plástico à razão de 10 cêntimos por unidade, 20 utilíssimos escudos na moeda antiga. Nada tenho contra, até aprovaria não fora saber de ginjeira o que se esconde por detrás de tão bem intencionada medida: escarafunchar os nossos bolsos para amealhar mais 20 milhões, os cálculos são dele, não meus. Saiu-lhe, parece, o tiro pela culatra. Ao que dizem os jornais, os hipermercados vendem agora sacos de longa duração, fazendo com isso umas maçarocas adicionais que o Alexandre e o Belmiro não perdem nem a feijões. Eu, por exemplo, ando agora apetrechado de sacos sempre que vou às compras. Não é pelos 10 cêntimos, é pela rematada hipocrisia que nem aos cónegos lembraria. Moral da história: o povinho escapou de mais uma facada nos rendimentos, escafedeu-se. Quanto ao ministro ... lixou-se....

o futuro pode esperar

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http://indervilla.com Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt As catástrofes naturais que se abateram sobre as Filipinas ou a Sardenha parecem funcionar como o coro grego em relação a mais uma interminável e improdutiva reunião dos países signatários da Convenção das Nações Unidas para combater as alterações climáticas. Desta vez é em Varsóvia. A 19.ª reunião das Partes. Domina a lógica suicida da tragédia dos comuns, continuando-se a lançar gases de efeito de estufa para a única atmosfera de que todos dependemos. Como se os benefícios particulares, obtidos à custa de malefícios coletivos, não acabassem por terminar, inevitavelmente, em danos para todos, dada a exiguidade do nosso planeta. Desde que a "crise das dívidas soberanas" colocou a Europa fora dos assuntos sérios do mundo, mais ninguém se dispôs a ocupar o lugar deixado vazio pela antiga liderança da UE em matéria climática. Mas os mercados não fazem melhor do que os governos. Se estes últimos dão 5...

fim do mundo, não foi hoje mas um dia será ...

jogo sujo

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Álvaro Santos Pereira, o outrora tão ridicularizado e agora tão elogiado ministro da Economia, abriu mais um pouco o seu jogo. Não que não tivéssemos percebido há muito as intenções deste governo: desvalorizar o trabalho, embaretecê-lo de tal maneira que possamos vir a ser a China da Europa, com um exército de escravos mal pagos e bem comportados. Hoje veio revelar que, em conluio com outros governos europeus, pretende mais: pretende aliviar as medidas de defesa do ambiente que vigoram na Europa, para tornar mais atraente o investimento em Portugal e facilitar a reindustrialização do País. "Não podemos ser mais papistas do que o Papa", disse. Este jogo é, já se viu, um  jogo sujo. Destinado à depauperação dos portugueses, isso já tínhamos percebido há muito. O que não suspeitávamos ainda, na nossa inocência e crença de que há limites de decência que nem estes governantes seriam capazes de ultrapassar, é que o nosso futuro, para este gente, não passará apenas pelo nos...

o governo foi ao samouco meter água

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Desde os tempos de Sócrates que pela net se apela, e muito bem, à extinção de fundações que nada mais servem do que para fugir aos impostos e, porque um bem nunca vem só, esbulhar mais uns dinheiros ao Estado. E este governo, o que segue os passos do rigor, da exigência, da transparência etc. e tal, fez-nos a vontade: há uns dias surgiu uma lista das fundações a extinguir e de outras a quem o Estado sonegaria fundos. Mas, como alguém do PS disse, e desta vez acertadamente, a montanha pariu um rato: não chegou sequer a meia-dúzia o número de fundações a extinguir, entre elas a Fundação Paula Rego e a Fundação Casa de Mateus (essa mesma, a tal que atribui o prémio D. Dinis que, este ano, Maria Teresa Horta recusou receber das mãos do primeiro-ministro). Dessa curta lista, também vinha o nome da Fundação Salinas do Samouco. Ignorante, vítima das primeiras impressões, achei bem. Que raio de fundação seria essa? Dias depois, começa a vir a lume (e, mais uma vez, obrigado ao...

utópico, dizem-me eles

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Fico encaganitado, olá se fico, sempre que alguém remata uma discussão mais acesa comigo sibilando a frase "és um utópico". Se utopia é querer ver a pobreza erradicada do meu país, sou um utópico. Se utopia é condenar a fome em África, sou um utópico. Se utopia é estarrecer-me perante os massacres, a intolerância religiosa e a violência física e moral sobre as mulheres nos países árabes, sou um utópico. Se utopia é querer ver o fim da corrupção, do tráfico de drogas e de seres humanos, da morte transformada em lugar comum para vender jornais e conquistar audiências, sou um utópico. Se utopia é querer paz no mundo, distribuição equitativa da riqueza, protecção do ambiente, democracia para todos, da verdadeira e não este simulacro em que nos obrigam a viver, sou um utópico. Venha de lá a utopia. A realidade já nos mostrou do que é capaz.

sozinho na multidão

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Na cimeira Rio+20. Mais fotos aqui: http://www.ibtimes.co.uk/articles/355592/20120623/rio-20-earth-summit-environment-food-security.htm

ainda há presidentes dignos do cargo

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