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a austeridade acabou!

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Assim mesmo: a austeridade deu de frosques,  deu à sola, finou-se. Isto a crer nos apóstolos dessa mesma austeridade, os deputados do PSD e do CDS, a maralha da direitalha que agora vem pedir tudo e mais alguma coisa: mais uma ponte, uma estrada, um hospital, mais serviços de saúde, mais ajudas à agricultura, mais apoio às empresas, e escolas, e universidades, e cheta para isto, e fundos para aquilo, e subsídios para aqueloutro, e o diabo a quatro. Os mesmos que acusam o Orçamento do Estado de ser expansionista e o governo de gastador e perdulário - e ai credo que lá vem a bancarrota! -, são os que vêm também dizer que o governo é fuinha, uns unhas-de-fome os senhores ministros, que o dinheiro é pouco, que é preciso gastar, gastar muito, gastar tudo. E também são os mesmos, os apóstolos da austeridade e arautos da desgraça, que vêm agora perguntar aos novos membros do governo porque ainda não se fez, em 3 meses, o que Passos, e a sua trupe de valdevinos com futuro garantido no...

a maralha delirante

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A direitalha anda impante. Então não é que o propalado prestígio português anda pelas ruas da amargura lá por Bruxelas? Eles, os técnicos e os servos de Merkel, não gostam de Costa nem do orçamento de Costa. Merkel torce o nariz. A imperatriz anda infeliz com os até agora bem comportados, atinados, obedientíssimos portugiesisch. A direita rejubila. Vamos pagar cara esta aventura esquerdista de Costa e dos seus façanhudos aliados. Estão a arruinar o trabalho meritório dos últimos quatro anos! O sacrifício dos portugueses, coitadinhos, foi debalde! E, por tudo isto, por causa disto, porque a direitalha não dorme e Merkel muito menos, a Kaiserin terá o que quer, o seu Kaninchen de estimação na governação da colónia portuguesa, exsudando social-democracia por todos os poros e orifícios do seu corpanzil de engatatão de balzaquianas, trabalhador incansável, ao lado de Relvas e de Marco António, em prol do País de progresso terceiro-mundista. Os colaboracionistas do quarto Reich aí estão, c...

um orçamento contra o país do meio

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org A conversa sobre a retoma da economia, a luz ao fundo do túnel e o regresso aos mercados é a banda sonora. O Orçamento de Estado é o guião. E a banda sonora da comédia romântica não cola com o filme gore. Porque começamos a ter alguma tarimba em austeridade, sabemos exatamente o que acontecerá: entre as previsões e a realidade qualquer semelhança será pura coincidência. O caminho determinado por este orçamento não resulta apenas de incompetência. O "ajustamento interno" que a troika e o governo pretendem, correspondendo à contração da economia, quer simular, de forma tosca, uma desvalorização monetária. Que permita garantir o crescimento por via da redução dos custos de trabalho e redução do consumo. E isto já nos foi explicado com todas as letras: temos de empobrecer para encontrar um novo lugar na economia do euro. Um lugar que, um dia, acabará mesmo por garantir o nosso crescimento. Mas em moldes sociais e económicos com...

a merda do dia num único puxão de autoclismo

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Meio milhão de desempregados, segundo o Eurostat (o que significa que ainda devem ser mais), não beneficiam de subsídio de desemprego, ao mesmo tempo que a Segurança Social tem cortado radicalmente a atribuição de outros apoios, como abonos de família ou o rendimento social de inserção. O presidente do Eurogrupo diz que muito dificilmente será possível manter, daqui para o futuro, o modelo social europeu. A Galp, empresa que até Setembro contabilizou 218 milhões de euros de lucro, queixa-se, pela voz embargada do seu presidente, da injustiça da nova taxa a ser imposta no Orçamento de Estado. Isto se a medida for para a frente porque, por cá, quem manda não é Coelho dos passos perdidos, mero empregadote da troika. Duarte Marques, deputadinho do PSD e ex-líder dos putos laranja, exige a penalização criminal a quem insultar Cavaco Silva. Ora acontece que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Como tal, se Miguel Sousa Tavares pôde dizer que a presidencial criatura é um...

a alice no país dos maravalhas

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Ontem, no parlamento, tanto o deputedo da maioria como a madama do Bataclã, Passos de casto apelido, juraram a pés juntos que o Orçamento de Estado era equitativo. Repetiram-no várias vezes, não fosse quedarem-nos dúvidas na cachimónia. Façamos as contas: Contribuição proveniente das reduções salariais e despedimentos na função pública, cortes na Saúde, Educação, pensões de reforma e sobrevivência e outras prestações sociais: 84%. Contribuição das empresas de energia, banca e outros negócios chorudos: 4%. A minha professora Alice, osso duro de roer, havia de me desancar com a menina-dos-cinco-olhos se lhe apresentasse esta conta como exemplo de equidade. Ou, então, atirava-me com o Cândido de Figueiredo às trombas. E era bem feito. Eu até lhes perdoo, ao deputedo e à madama. É que não tiveram, os maravalhas, a Alice a dar-lhes aulas.

de visita aos amigos

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Só quem andar profundamente distraído poderá aceitar que um texto como o deste Relatório  (Orçamento do Estado) – com “medidas de carácter fiscal” e “medidas transversais de caráter fiscal“, “medidas sectoriais” e “medidas setoriais” ou “expectativa de manutenção das taxas de juro” e “expetativa do valor futuro” – foi redigido “ao abrigo” de um instrumento que regula uma ortografia. Apesar de tudo aquilo que tenho visto por aí , confesso a minha perplexidade perante fenómenos como o do “fato de ser intenção da tutela” (sim, na página 163 do Relatório). Só quem sofrer de distracção crónica poderá acreditar que um texto com, apesar de tudo, excelentes exemplos de palavras em ortografia portuguesa europeia, como direcção, acção, protecção, reflectem,activo, subfacturação, Janeiro, electrónica, colecta, respectiva,Junho, colectivos, afectas, Julho, directos, indirectosou efectiva, se encontra “escrito ao abrigo do…”. Esperem, perdi-me. Ao abrigo de quê? Francisco Manuel ...

dos podres da nação e outras prosas bárbaras

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Imagens:  https://www.facebook.com/QuemNaoOffshoraNaoMama

o contínuo ciclo do lixo irrevogável

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Por Ana Sá Lopes http://www.ionline.pt Portas cobriu-se de ridículo na conferência de imprensa da sétima e oitava avaliações da troika - em que afirmou aos portugueses que não havia novo pacote de austeridade. Passos Coelho fez o mesmo na sessão na RTP. A apresentação do Orçamento do Estado deveria cobrir os dois de vergonha. Afinal ainda havia quem acreditasse que com Portas aos comandos das negociações com a troika os colonizadores iriam ser convenientemente enfrentados e que, juntos, Portas e António Pires de Lima seriam o rosto de um alegado "novo ciclo" que chegaria no fim do arco-íris. Se a palavra de Paulo Portas não vale um avo neste momento, o partido dos pensionistas faleceu. Pires de Lima é mais elegante que Álvaro Santos Pereira e Paulo Portas tem mais capacidades comunicativas que Vítor Gaspar. As diferenças esgotam-se aqui, no meio do lixo, da depressão e da caminhada para o abismo. O Orçamento do Estado é um documento vergonhoso, que privilegia...

cerco ao constitucional

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Coelho e as crias da coelheira tudo têm feito para atropelar a Constituição. É notória a sua aversão ao Tribunal Constitucional, o único incómodo que sofrem num país onde, salvo raras excepções, os partidos, figuras públicas e organizações de trabalhadores não os beliscam por aí além, uma manifestação aqui, uma vaia acolá, e não se passa disto. Coelho e as crias da coelheira mostram como, além de seres desprovidos de qualquer laivo de humanidade, números para quem as pessoas são números, são também vingativos. De acordo com o OE para 2014, o Tribunal Constitucional vai ser a única instância judicial a ser afectada por um corte no seu plafond . Todas as outras - Tribunal de Contas, Supremo Tribunal de Justiça, Supremo Tribunal Administrativo e Conselho Superior de Magistratura - verão aumentados os seus fundos. Cá se fazem, cá se pagam. Lá fora comes. Ai se te apanho. Agarrem-me que eu vou-me a eles. Estás aqui estás a comer.

orçamento de estado ou a nossa certidão de óbito?

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É outra aldrabice de um governo que já nos habituou a tal: que este orçamento incidiria muito mais sobre a despesa (gastos do Estado em geral) do que na receita (impostos). É verdade que incidiu sobre a despesa mas a despesa vital: corta nos benefícios dos cidadãos o que, na prática, equivale a subir impostos. 82% da redução de despesa traduzir-se-á em saques nos ordenados da função pública, em reformas, na Educação e na Saúde. Apenas 4% - repito: quatro por cento - serão provenientes de taxas sobre a banca, petrolíferas e redes de energia. As reduções nos ministérios referem-se a cortes que prejudicarão directamente os cidadãos. Menos 525 milhões para a Saúde, onde os hospitais, relembro, já se recusam a tratar doentes com sida ou cancro e ainda vai ser pior. Menos 487 milhões na Educação, onde os professores são lixo e o ensino será, num futuro não muito distante, um luxo ao alcance só dos mais abonados. Menos 20 milhões para a cultura que é, aliás, o sector que fica c...

repita comigo: não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos

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Que acento tónico, que esdrúxula palavra não percebeu nas declarações de Passos, de Portas, da tia e fria Luís? Todos eles disseram que o próximo orçamento não contempla aumentos de impostos. Se eles disseram, se eles repetem, havemos de duvidar?  Para dar mais força às palavras de Passos, de Portas e da tia e fria Luís, fui bisbilhotar no DN de hoje. Eis o que apurei: Aumento de impostos Sobre o álcool, o tabaco e os automóvel a diesel (um castigo para os poluidores, dizem cinicamente, é preciso salvar o ambiente). Aumento de Impostos que não se chamam impostos Já está anunciado o aumento da electricidade a partir de Janeiro, vamos ser nós a pagar a taxa especial que o governo quer impor às empresas energéticas. E, como habitual em Janeiro, outros aumentos nos torpedearão num país - milagre! - onde não há inflação. Corte nas pensões de sobrevivência. Corte nos salários dos funcionários públicos. Cortes nos orçamentos dos ministérios, ou ...

lá, há melhores do que seguro

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ultimato orçamental

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt A democracia nasceu da luta dos contribuintes para serem cidadãos. As grandes discussões dos parlamentos resumem-se a dois assuntos: em que sociedade queremos viver (lei constitucional)? Como é que vamos gerar receitas e aplicá-las (lei orçamental)? A primeira marca um horizonte de longo prazo. A segunda, o autogoverno quotidiano dos povos. O OE de 2014 é mais importante pelo método do que pelo conteúdo, apesar da sua dolorosa austeridade. É o primeiro orçamento em que se consagra a deriva antidemocrática em que a Zona Euro mergulhou. O OE não pode ser modificado, nem melhorado, porque o centro do poder não se encontra no Parlamento nacional. A "discussão" que vai ter lugar será um jogo de sombras, uma simulação. O Governo vai fingir que o OE é criatura sua e a oposição vai fingir que acredita nisso. De facto, o OE já está determinado. Não só pela troika, que o desenhou ao detalhe, mas também pelas imposições do novo...

o dia depois do terramoto

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o meu dicionário vai pró lixo

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Tal como Portas há uns dias atrás, também Albuquerque encheu hoje a boca com palavrotas boas de dizer, como equidade e justiça social. Chegou ao ponto de afirmar que não reduz os salários dos funcionários públicos, os que ganham menos de 600 euros, por uma questão de justiça social. Pressupõe-se portanto que é de total justiça cortar o salário de quem ganhe 600, 700 ou mesmo 1.000 euros. Fortunas de nababos já se vê, uma pessoa nem sabe o que há-de fazer com tanto milharame. Começa agora a comunicação social a divulgar a proposta de orçamento e já se está a ver em que consiste tamanha, tão bem intencionada, tão humanista preocupação. Num ano, 30.000 pessoas perderam o direito ao RSI; 1.500 crianças e jovens perderam o direito ao abono de família só entre Julho e Agosto deste ano; mais de 6.000 idosos perderam o direito ao complemento solidário em relação ao mesmo período do ano passado. Anuncia-se agora no orçamento que todas estas prestações sociais serão ainda mais red...

peque, peque muito!

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Vem aí mais um PEC, tanto tempo depois do Coelho que dura mais do que as duracell ter vetado o PEC IV por, dizia ele, penalizar demasiado os portugueses. Sócrates caiu, que a terra lhe seja leve, e seguiram-se o PEC V, e o PEC VI, e o PEC VII, e  o PEC VIII, faça as contas que eu já lhes perdi a conta, aos PECs e às aleivosias dos pecadores que, à má-fé, à má fila, à canzana, de caras ou de cernelha, nos espremem a bolsa e a vida. Está a chegar mais um orçamento de Estado à Assembleia Nacional (assim mesmo, ao jeito de antigamente). A maioria silenciosa que por lá peca, que abafa a consciência e, na volta, abifa uns cobres, filosofará sobre os erros de Sócrates, vociferará contra a desalmada oposição, socialistas que são comunas, comunas que são satãs, louvará a coragem do chefe-supremo, Sal e Azar de todos nós. E votará sim. Sim a tudo, artigo por artigo, linha a linha. Sim em uníssono. Sim na mais perfeita sincronia. Na melhor das harmonias. Cantando em coro o Coro dos Escrav...

shutdown

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Por Eduardo Pitta daliteratura.blogspot.pt O braço-de-ferro entre democratas e republicanos por causa do Orçamento para 2014 podia ser um confronto de projectos, natural numa sociedade livre. Mas a chantagem dos representantes do Tea Party faz dele um acto fascista. Causa próxima: o Obamacare. Verdade que parte significativa dos contribuintes americanos não quer subvencionar os cuidados básicos de saúde de 46 milhões de carenciados. Num país com 316 milhões de habitantes, não sabemos que parte da população quer medir o país pela bitola do Zimbábue. Contudo, uma sondagem da CNN garante que 46% dos americanos desaprovam o extremismo dos republicanos, considerando que o Tea Party está a conduzir o país a um suicídio colectivo. Se o assunto não ficar resolvido até ao próximo dia 17, os Estados Unidos declaram bancarrota. Seria pleonástico antecipar as ondas de choque em todo o mundo. Cameron, num acesso de histeria, começou ontem a espernear. A dispensa, efectiva desde...

um estorvo chamado pobreza

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Os organismos de Estado americanos estão fechados. Não todos, claro. Os hospitais, as forças de segurança, as forças armadas e mais alguns, poucos, continuam a funcionar. E tudo isto, resumindo e simplificando, porque os republicanos não querem aprovar um orçamento que desperdice - ai que horror! - dinheiro com a saúde dos mais pobres. Tudo por culpa deles, esse estorvo da grande pátria do deus-dinheiro. In God We Trust , e quanto mais provas tiverem de que Ele existe, em notas chorudas arrebanhadas à pobreza, tanto melhor. À boa maneira americana, 800.000 funcionários públicos foram para casa. Sem vencimento e sem culpa. Por mim, só fechava o Capitólio. Para teatro, já basta a Broadway.

podemos chamar-lhes nomes feios?

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Aqui está o que é. Durante os últimos dias, não se tem falado de outra coisa: segundo resgate, segundo resgate, segundo resgate, segundo resgate. Falaram disso instituições financeiras internacionais, a comunicação social, o próprio primeiro-desministro Mamede. Percebe-se, pela capa do DN de hoje, onde queriam chegar: justificar um novo orçamento de Estado ainda mais gatuno do que os anteriores. E ainda vão votar nessa gente no próximo Domingo? Claro. Sem eles, esses heróis capitais com o Mamede à cabeça, seria o terramoto, a hecatombe, o dilúvio. Melhor será deixar tudo como está. Deixar que nos continuem a roubar. As forças com que o desministro Mamede conta são, como se vê, poderosas: conta com a solidariedade do BCE, da Comissão Europeia, do FMI, de Merkel, do Wall Street Journal, do Financial Times, do Goldman Sachs e outros bandidos e bandalhos da grande finança mundial. Com padrinhos assim, qualquer mafioso singra na vida.

olá, o meu nome é vítor gaspar e tenho um problema

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt "Olá, o meu nome é Vítor Gaspar e estou limpo há quatro dias, sem alterar previsões financeiras. O meu problema orçamental começou há quase dois anos. O objectivo inicial era ter um défice de 2,3% em 2014. Delírios. A partir daí, entrei numa espiral recessiva e nunca mais consegui controlar-me. Nem a mim, nem ao défice. Entrei em negação. Em Setembro do ano passado já derrapava por todos os lados - o objectivo saltou de 3% para 4,5%. Viciado em previsões, injetava fantasias nos portugueses. Seis meses passados, a ressacar, ando de mão estendida a pedir ao dealer mais um ano para tentar reequilibrar a minha vida e deixar o défice abaixo dos 3%, mesmo sabendo que mais depressa se demite o meu colega Relvas. Tentei várias vezes iludir-me, iludir a família política, a oposição e os cidadãos. Nunca consegui combater o problema. Os amigos e aliados começaram a afastar-se. E é por isso que decidi juntar-me a este grupo de cidadãos c...