Isto não é obra de criativos de fachada, como as de algumas vedetas publicitárias da nossa praça a quem os melhores anúncios de que lhes posso gabar a autoria são os que fazem de si próprios. Desculpem lá se me deu para a verrina hoje mas, se acham que é a inveja que me faz desamarrar a língua, e torná-la viperina, tirem daí o sentido, nunca aspirei a ser guru de agência, a ser ovacionado de pé em Cannes ou a ser um Ogilvy de meia-tigela. Antes pelo contrário, o que me move é o mais puro e duro apuro estético e sentido das proporções, não temos mercado que se veja, não temos maçaroca para brilharetes de estalo, não temos empresários que primem pela coragem e inovação, não temos escolas de publicidade dignas do nome e não temos golpes de asa, não porque não sejamos capazes de os ter mas porque uma das constantes burrices, borradas lusitanas é a de se dar o lugar não ao mais apto para o ocupar mas sim ao que mais se esganiçar e cacarejar para chegar ao poleiro, com láb...