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sonhos de grandeza

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Trabalho em papel de Asya Kozina/ http://www.designboom.com/ Trabalho em papel de Asya Kozina/ http://www.designboom.com/ Não é. Mas podia ser uma alegoria a Portugal. Um cocoruto prenhe de ideais de grandeza, de gloriosos passados, de intrépidos navegadores, de fulgurantes caravelas em demanda das riquezas de além-mar. Hoje, resta-nos a submissão rasteira, a traição matreira de uma direita que, não nos deixemos iludir, continua a deter o poder. Bruxelas, os mercados, os bancos, as grandes multinacionais, as nações imperiais, os arautos do neoliberalismo e do egoísmo fatal assim o querem. E mais não deixam.  Sobram-nos os sonhos.  Consolos de papel.

já não temos mão nisto

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Leio e não creio. Quer dizer, crer até creio, já creio em tudo, até na reencarnação de Salazar, via Passos, ou de Hitler, via Merkel. Então não é que, sabe-se agora, é preciso licença para usar tripé na via pública, seja para máquina de fotografar ou de filmar? O regulamento, com coimas que não são leves, é de 1991. Mas só agora, no afã da caça à multa para atafulhar os cofres já cheios, no dizer de Albuquerque, vale tudo: martirizar o contribuinte com multas e coimas e taxas e arrestos e penhoras; subir impostos a alturas nunca vistas; obrigar o cidadão a pagar todos os serviços do Estado, para o qual já pena com o fisco à perna, seja a Saúde, a Educação ou o mais simples documento que vá solicitar a uma repartição para entregar noutra repartição porque o simplex acabou quando Sócrates finou, se é que com Sócrates o simplex funcionou. Voltamos, não tarda nada, aos tempos do velho senhor de Comba Dão de triste recordação: não se pode utilizar isqueiro sem licença na vida...

outra aldrabice

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Pedro Passos Coelho, com aquela desenvoltura oral que fez dele mulo de António Guterres, foi a uma daquelas reuniões em que diariamente se desmultiplica e nos aborrece, para dizer o seguinte: Portugal pertence ao grupo dos três ou quatro países mais ricos e prósperos. Não ficámos a saber se da Europa ou do mundo; mas, para o caso, tanto faz. Induz-se que esta coroa de glória é devida às políticas salvadoras e benfazejas que ele e o seu grupo impuseram ao País. Solícita e mui zelosa, a SIC, que noticia todas as ninharias que a agenda governamental programa, lá projectou o facto carunchoso. Não houve um dos comentadores do óbvio, habituais naquela estação, que elucidasse os telespectadores da monstruosa leviandade, para lhe não chamar o nome adequado: sórdida mentira. A aldrabice tornou-se lugar-comum na vida política portuguesa; porém, tanto quanto a minha malvada curiosidade se recorda, nunca tinha assistido a este rebotalho mor...

o que eles querem é mama!

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Quase todos os dias ouvimos e vemos autênticas aberrações, quase piores do que a mulher barbuda num acto de strip-tease em plena Avenida da Liberdade. Não falo dos pensionistas que no entender de Passos são ricos ou muito ricos, ou nos trabalhadores que são calões, ou nos contribuintes que são caloteiros, ou nos desempregados que são párias, ou nos portugueses todos que são piegas e desprezíveis, gente que não merece viver a vida em pleno, antes nas galés a dar no duro para saber o que custam as migalhas de pão que os donos de roças e de escravos, generosamente, nos arremessam de longe. Não, não é de nenhuma destas aberrações que falo, mas antes da moda das recém-mamãs terem que provar que estão a amamentar através de um aperto das glândulas mamárias. Se a moda pega, vamos ter o patrão a espreitar-nos por um sítio que eu cá sei para ver se sim, se faltámos ao emprego por razão palpável e visível, por desinteria ou almorróidas, nunca por mera caganeira, Ou a mirar-nos para uma cois...

o tea party em são bento

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Por Mário Vieira de Carvalho http://www.publico.pt/ Finalmente, Passos desatou a língua e começou a proclamar, sem eufemismos, o seu programa. Não aquele programa social-democrata escrutinado nas eleições, mas sim o programa fundado nas suas crenças pessoais, jamais escrutinado pelo seu próprio partido e muito menos pelo povo português. Fá-lo com uma euforia inaudita, qual cabo de guerra já derrotado e acossado no seu Bunker que, de súbito, lesse nos astros um sinal da divina Providência. Cercado dos escombros e ruínas da “destruição criativa”, partilha agora connosco, diariamente, em voz alta, o sonho duma radiosa vitória final: a promessa duma revolução milenar, que trará a redenção a Portugal, à Europa e a toda a humanidade. Ficou a saber-se que, para Passos, tudo tem de ser um negócio lucrativo: a começar pela Saúde e a continuar por aí fora: na Segurança Social, na Educação, na Ciência, na Cultura, nos transportes públicos, redes viárias etc., etc. De tudo isso o Estado de...

de enxúndias bem tratadas

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Há miúdos a desmaiar em salas de aula, com fome. Há cada vez mais gente a recorrer às cantinas sociais. O governo vai dar não sei quantos milhões para empreendedorismo social. Empreendedorismo social, não mais do que caridade assim a puxar para o fino, quem melhor do que os nossos governantes para reinventar a língua portuguesa? Já não há saraus de beneficência. Agora há empresas de esmolas, subsidiadas pelo Estado. O Estado corta nos apoios sociais directos, no RSI, no Abono de Família, nas Pensões de Sobrevivência, em tudo o que cheire a solidariedade social. Em vez disso, aposta nos santos empreendedores, com a Jonet dos bifes no topo da lista dos felizes eleitos para fazer o bem sem olhar a quem, à gentalha sem iniciativa, aos calaceiros que não querem fazer nenhum, aos desempregados que se habituaram à boa vida, aos doentes com saúde para trabalhar, aos velhos que já deviam ter morrido há muito, são um incómodo e uma despesa para as gerações mais novas. Há miúdos cheios d...

os novos patrões de roça

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Este vídeo não me deu vontade de rir, está demasiado perto da realidade. Todos os dias oiço casos de salários mínimos pagos em funções exigentes, sem horários nem compromissos por parte da entidade empregadora. Foi isto que Passos quis, é isso que Passos tem. Passos e os seus mandadores lá por Berlim, Bruxelas ou Washington, os diligentes lacaios dos senhores do mundo. Bem podem - Pedro, Paulo e os seus apóstolos -, chorar lágrimas de negras carpideiras ao falar do "flagelo" do desemprego jovem. Pois se foram eles que o quiseram! Pois se foram eles que o criaram de propósito, para que os jovens - a maior parte sem família nem hipóteses de a ter - possam aceitar escravizar-se por tuta-e-meia. Para que os mais velhos, ainda a receber salários minimamente decentes, possam ser despejados no depósito da carne podre em troca de carniça fresca, barata e boa: bife do lombo, filet mignon, picanha ou maminha pelo preço do chispe, das tripas, da fressura. Foi a isto que n...

limpa, suja ou encardida?

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/ Uma pessoa de recta consciência não pode deixar de se indignar, com nojo e abominação, ante o cerimonial em que o inexcedível Passos Coelho anunciou a "saída limpa" da nossa subalternidade. A comunicação social e os comentadores estipendiados usaram, como na Idade Média, tubas e atabales de regozijo perante tão fausto acontecimento. E o primeiro-ministro, useiro e vezeiro em manter com a verdade uma relação conflituosa, disse a um país perplexo a seguinte bojarda: "A liberdade de decisão foi reconquistada." A simulação da realidade brada aos céus. Portugal continuará, por mais algumas décadas, sob vigilância apertada, e a gulodice daqueles indicados nossos "credores" não se apaziguará. Os portugueses não sabem a quem devem dinheiro; mas, parafraseando a frase imortal daquele banqueiro impante, agressivo e tolo, lá que devem, devem. Continuamos, pois, imersos na miséria, na fome e no desespero sem esper...

os miúdos já pedem pelos pais

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Alguém tem de pôr mão nesta desgraça que nos assola e tende a destroçar o País. Não é o dr. Cavaco que nos salva. Ele já provou, à puridade, ser cúmplice da ideologia do empobrecimento, expressão outra do capitalismo mais selvagem e predador que se encobre na capa do neoliberalismo. Quase na mesma ocasião em que o dr. Cavaco elogiava, no estrangeiro, as admiráveis qualidades do "milagre" português, cuja mentirosa vacuidade corresponde ao espírito da época - quase na mesma ocasião, três dezenas de enfermeiros abandonavam a pátria, que os não desejava, para procurar a felicidade do trabalho no Reino Unido. Iam juntar-se aos mais de duzentos, que já lá estão, e em outros países, na urgência e na necessidade de aplicar as suas qualificações, indesejadas em Portugal, por um Governo que começa a ter a designação de "celerado". Não devemos temer o uso das palavras, quando estas são prostituídas pelo embuste e pe...

o maravilhoso mundo novo

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt/ É cada vez mais evidente que vivemos num mundo totalmente - totalitariamente - comandado pelos poderosos, pelos donos do dinheiro. Um mundo em que, mesmo na Europa, um palco privilegiado de tantas lutas e revoluções pela Liberdade, conceitos como Democracia, Igualdade, Fraternidade ou Solidariedade estão a ser atirados para o sótão das velharias ou para museus de "arte antiga". O relatório da organização humanitária Oxfam, divulgado uns dias antes do conclave de Davos - esse santuário dos "ricaços da neve", para onde, anualmente, o "poder político" se encaminha, como cordeiro, a esmolar atenções e investimentos - dá-nos uma nítida fotografia da tragédia. Os números são tão devastadores como qualquer cenário das piores atrocidades de guerra: oitenta e cinco pessoas detém uma riqueza igual à da metade mais pobre da população mundial - 3,5 mil milhões de pessoas; 1% das pessoas com maior património detém o...

que povo é este, que povo?

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Uma investigação do sociólogo Lourenço Xavier de Carvalho demonstra que, quanto mais escolarizado e abonado é o português, maior o seu desprezo por valores como a justiça, a honra ou a solidariedade. Quanto aos demais, acrescento eu de minha lavra, na sua larga maioria sofrem calados, sem qualquer participação cívica, sem qualquer acto de protesto a não ser o inócuo desabafo ou insulto à mesa do café contra os governantes actuais ou contra Sócrates, o culpado de todos os nossos males, como lhes fizeram acreditar. Pior ainda, temos a memória curta. Daqui a uns tempos, depois de umas migalhas atiradas, com estratégia e velhacaria, à cara dos portugueses, todos se esquecerão que esses "benfeitores" são os mesmos que os empobreceram metódica e friamente durante anos a fio. E mesmo que, num assomo de lucidez difícil de acreditar, os portugueses elegessem finalmente um governo que zelasse pelos seus interesses, a chantagem dos "mercados", a imediata subida de...

a solução final

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As empresas fracas devem falir e dar lugar a outras, mais empreendedoras, mais inovadoras, mais tenazes na busca do lucro. O mundo do trabalho deve ser dos mais ambiciosos, dos que não olham a meios para subir na vida. Há que separar o trigo do joio, distinguir os fracos dos fortes, deitar fora os velhos, os doentes, os desempregados que nada produzem, que vivem do erário público, da chulice, da divina providência em que o Estado se transformou. É este, e só este, o pensamento, a crença, a bíblia que rege todas as acções dos homens de negro que nos governam. O mundo é dos capazes. O mundo é dos audazes. Dos insaciáveis e dos menos escrupulosos. Os que assim não agirem devem ser excluídos, esmagados, triturados pela máquina brutal do fisco, do confisco, do desemprego, se do suicídio tanto melhor. Palavras como solidariedade, equidade, justiça social, humanismo, igualdade de oportunidades, não fazem parte do vocabulário desta gente. O sofrimento alheio em nada lhes diz respeito. N...

os novos "mestres pensadores"

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt/ Dizem-nos os novos "mestres pensadores" - usando uma designação feliz de André Glucksmann -, gente muito chegada às "tramitações financeiras", aos "equilíbrios orçamentais" e às alcatifas que o poder político ou económico lhes estende, que esta realidade social, que antes era residual, e hoje se generaliza, levando para a miséria grande parte da classe média, é o resultado "inevitável" de um "ajustamento necessário à nossa sobrevivência". Às vezes, mais eufóricos, usando palavreado mais "culto", informam-nos, com ar sério, que se trata de um "novo paradigma " da sociedade do futuro, ao qual não há volta a dar: há que trabalhar mais horas, ganhar muito menos salário, ter menos direitos laborais, e menos "protecção" do Estado (como se o Estado fosse deles) na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Eles - os novos "mestres pensadores" - omitem, sem...

o papa fala outra vez

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EPA/ http://www.independent.co.uk Desta vez, não me alongo. Deixo que o Papa fale por mim, por biliões de seres humanos em todo o Mundo, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz: "Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos económico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas."  (...)  "Penso no drama dilacerante da droga com a qual se lucra desafiando leis morais e civis, na devastação dos recursos naturais e na poluição em curso, na tragédia da exploração do trabalho; penso nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na especulação financeira que, muitas vezes, assume caracteres predadores e nocivos para inteiros sistemas económicos e sociais, lançando na pobreza milhões de homens e mulheres".  (...)  "Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos dire...

tea party à portuguesa

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Por Pedro Marques Lopes http://www.dn.pt Há quem tenha ficado muito revoltado, chocado até, com a posição assumida pelo secretário de Estado da Integração Europeia, Bruno Maçães, numa mesa redonda sobre "governância económica e crise europeia", em Atenas. Em termos muito simples, este cavalheiro, representando o Estado português, mostrou total alinhamento com as posições alemães e contra qualquer tipo de iniciativa, dos países mais afectados pela crise, para encontrar uma alternativa. Mais tarde, quando acusado de ser mais troikista que a troika, mais alemão que os alemães e fanático da velocidade do ajustamento, veio para uma rede social orgulhar-se de assim ser tratado. Ora, eu acho que o ex-autor de discursos de Passos Coelho merece ser elogiado. Não pelas posições expressas, mas pela maneira clara e desassombrada como exprimiu a posição do Governo português e as convicções políticas e ideológicas de quem nos governa. Bruno Maçães, um dos princ...

o dia em que a crise acabou

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Por Concha Caballero Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários… Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a actitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas. Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de ...

portugal em carne viva

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REMBRANDT, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp/ http://worldarts.info Os erros, pecados, monstruosidades deste governo não se devem apenas à ideologia do timoneiro, assimilada à pressa nuns manuais impressos em Chicago, terra de gangsters e de delfins de Milton Friedman. Devem-se também às trafulhices, crimes económicos, roubos e outras indecências da camarilha que tomou conta do poder nas mais variadas instituições e não apenas a governamental. Mais do que uma questão de ideologia, egoísta e desumana, são um caso de polícia onde muitos não escapariam ao crivo de uma investigação a sério. O BPN, a Tecnoforma, as swaps , as privatizações, as ligações a Angola e a outros regimes pouco recomendáveis, as mentiras pré e pós-eleitorais, os ataques à Constituição, os jobs for the boys , os assaltos aos mais fracos da Nação são apenas alguns dos casos que a gente sabe. E não sabe nem da missa a metade, do que se passa de facto nos corredores e bastidores dos prostíbulos políticos e financei...

kristallnacht à portuguesa

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Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

a tesoura corta, o tesouro cresce

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Cortes. Cortes. Cortes. Nas reformas, nos subsídios, nos salários, nos serviços públicos. Cortes e mais cortes. Cortes e mortes. A tesoura não pára mas o tesouro só cresce para alguns. É a dívida. Tudo por causa da dívida. Do Sócrates, do Estado Social, dos velhos que não morrem, dos desempregados que teimam em viver, das classes baixas que vivem à tripa-forra, das cavalarias altas de um povo de perdulários e calaceiros. Cortes cegos. Doem-nos na carteira. Roem-nos o pão. Moem-nos a existência. Mas os tesoureiros, os da tesoura e do tesouro, os que têm na mão a faca do açougeiro, as tenazes do algoz, a pá do coveiro, querem mais. Querem-nos pobres, porque só pobres podemos competir com os ricos, só pobres podemos ter emprego, só pobres podemos existir. Num país feliz, de mão-de-obra barata, leis laborais saudáveis, nenhuns direitos e todos os deveres. Os de pagar ao fisco, de trabalhar até ao estertor final, de procriar, procriar muito para rejuvenescer Portugal e encher o país de m...

irmãos de sangue

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Não há dúvida: François Hollande está a dar mais umas golpadas sangrentas na social-democracia. Já quase nada o distingue do Coelho e de outros neoliberais de pacotilha. Depois de tantas promessas, depois de jurar ir fazer voz grossa à Merkel, depois de avisar que a austeridade estava a matar a economia, eis que se anunciam medidas draconianas no novo orçamento de Estado francês. Conhecemos a música e a lírica de cor e salteado. Quem paga são sempre os mesmos. Em salários cortados, em impostos aumentados, em direitos sonegados. Os que andaram pelos países do Sul, os gregos e latinos, seitas bárbaras já se vê, a viver acima, muito acima, demasiado acima das suas possibilidades. Ainda há dias, essa espécie de sociais-democratas que governam a Holanda vieram avisar, pela voz do novo rei, que o Estado Social tinha acabado. Holanda e Hollande em união perfeita, sincronia absoluta, inebriante uníssono. Já nem falo do Seguro que esse, se algum dia for governo, para mal dos nossos pec...