Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta neofascismo

outra vez arroja

Imagem
Diz-se por aí, entre os trumpistas tugas, que devia ser Pedro Arroja a concorrer a primeiro-ministro. Tal como Trump, também ele cospe alarvidades. Tal como Trump, tem ideias ultraconservadoras sobre o pobre mundo e os seus seres. Só não é milionário. Mas isso arranja-se. Ao que consta, nem Trujillo, nem Fulgencio, nem Pinochet, nem Somoza, nem Papa Doc nem o próprio Eduardo dos Santos e a sua Isabelinha eram ricos antes de subir ao poder. Eis o cenário perfeito para esta Europa de fraca memória: Farage no Reino (Des)Unido, Le Pen em França, "Adolfina" Petry na Alemanha, Wilders na Holanda, Hofer na Áustria, Szydlo na Polónia, Erdogan na Turquia, Orbán na Hungria, o eterno Putin na Rússia, Berlusconi de volta a Itália ou o regresso de Mussolini pela mão da netinha Alessandra, Michaloliakos na Grécia, Soini na Finlândia, um mundo de possibilidades, um mundo de sonho, um sonho desfeito. Até lá, torçamos por Arroja. Com arrojo. Com fúria. Com força. Porque dos fracos não reza a...

tea party à portuguesa

Imagem
Por Pedro Marques Lopes http://www.dn.pt Há quem tenha ficado muito revoltado, chocado até, com a posição assumida pelo secretário de Estado da Integração Europeia, Bruno Maçães, numa mesa redonda sobre "governância económica e crise europeia", em Atenas. Em termos muito simples, este cavalheiro, representando o Estado português, mostrou total alinhamento com as posições alemães e contra qualquer tipo de iniciativa, dos países mais afectados pela crise, para encontrar uma alternativa. Mais tarde, quando acusado de ser mais troikista que a troika, mais alemão que os alemães e fanático da velocidade do ajustamento, veio para uma rede social orgulhar-se de assim ser tratado. Ora, eu acho que o ex-autor de discursos de Passos Coelho merece ser elogiado. Não pelas posições expressas, mas pela maneira clara e desassombrada como exprimiu a posição do Governo português e as convicções políticas e ideológicas de quem nos governa. Bruno Maçães, um dos princ...

o revolucionarismo de direita

Imagem
Por Carvalho da Silva http://www.jn.pt/ Já vimos, no passado, uma direita nacionalista e fascista autointitulada "revolucionária" que até falava de socialismo. Vemo-la ainda hoje, infelizmente, cada vez mais em quase toda a Europa, levantando bandeiras de aparência popular para mobilizar e manipular desesperos. A direita "revolucionária" em Portugal não ousou ainda mostrar aquela face, move-se com disfarce no seio de uma direita um pouco mais ampla. Esta atua cheia de tiques e rodriguinhos. Fala de empreendedorismos, de excelências (afirmadas por medíocres), de iniciativas privadas, de inovações, de liberdades de escolha, de convergências, de combates a privilégios e de equidades. E os ministros repetem discursos onde as palavras/conceitos "mudança", "reforma", "progresso" e tantos outros - surripiados aos movimentos políticos e sociais defensores dos direitos dos trabalhadores e da sua emancipação social, cultural e po...

comunismo, o mal do mundo

Imagem
Por Tiago Mota Saraiva http://www.ionline.pt Numa sociedade comunista os salários são mais baixos. Os impostos estão continuamente a aumentar, retirando aos trabalhadores o pouco rendimento que lhes sobra para alimentar um Estado gordo, gigante em despesas. Ao mesmo tempo, o Estado impõe normas e regras morais restritivas entrando na vida privada de cada um. No comunismo é muito provável que não se possa fumar no automóvel ou ter mais de dois cães ou quatro gatos num apartamento. No Estado comunista o cidadão perde a sua individualidade. Vive e trabalha para alimentar o Estado. As famílias que não conseguem sobreviver com os seus rendimentos têm de entregar os seus filhos ao Estado. Quem não se consegue alimentar fica dependente das instituições que fornecem comida, fervorosas defensoras do sistema e que zelam pelo bom comportamento dentro da sociedade na condição de lhe ser cortado todo e qualquer subvenção de subsistência. Os mais velhos, quando incapazes de produzir e n...

negros vão os tempos

Imagem
Mohamad Mosa/ http://www.trekearth.com Durão Barroso disse com todos os dentes que tem na boca que "os eventuais chumbos do Tribunal Constitucional podem pôr em risco o regresso aos mercados". Ficamos portanto a saber que o ainda presidente da Comissão Europeia é pela violação da Constituição da República. Os portugueses que o querem em Presidente da República deviam lembrar-se disto antes de fazerem disparates. É só um aviso. José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/ A calinada de Cristas: http://aventar.eu/ Através de meias palavras, ocultações e muita propaganda, o Governo vem dizendo ao que vem, ao que desde sempre veio: a destruição do Estado Social e a substituição deste modelo por uma sociedade, um novo Homem (à maneira das grandes revoluções totalitárias do passado), regido por valores como o materialismo, o individualismo e a caridade. Toda esta transformação beneficia uns poucos - a reforma do IRC, por exemplo, vai ajudar sobr...

a oeste da europa, mesmo junto ao oceano, fica o nosso portugal, lindo torrão lusitano

Imagem
http://henricartoon.blogs.sapo.pt/ Portas bufa, ufano, que os mais humildes não se manifestam. E Portugal lá vai ficando em Estado Novo. Todos pobretes e alegretes, pobrezinhos e honrados, contentinhos e calados. Convém não lhes dar nem pão nem educação, para que se quedem no seu cantinho, ao borralho da lareira, se vivem na aldeia, ao relento, se vivem na cidade e se deitam pelas ruas da amargura. É o homem novo que reaparece, faltam-nos ainda, mas cá calharão, os serões para trabalhadores, fátima, futebol e folclore, as sopas de cavalo cansado, a sardinha para quatro, o pé descalço, a esmola para os pobres da conferência de S. Vicente de Paulo, a distribuição de cobertores pelo Natal, as Jonet e as Tatões e as Xaxões em saraus de beneficência, as molduras com as fotografias dos nossos líderes penduradas nas salas de aula na companhia de Jesus, a farda da alegre mocidade em que o S será substituído por um P, que tanto dá para Pedro como Paulo, Passos como Portas. P de Portugal ...

e o fascista sou eu?

Imagem
Dá pelo nome de Joshua e, nos últimos tempos, anda a emporcalhar o Aventar. Acho que vou deixar de ir lá para não dar com pérolas como a abaixo transcrita. Chamem-me fascista, se quiserem, mas masoquista é que eu não sou. Havia fascistas a passear nas pontes, ontem. Fascistas de Esquerda, gente que não entende a desumanidade de abusar do dinheiro alheio e da paciência alheia, gente que não compreende a fundo as consequências de não pagar. Não temos sabido desenvencilhar-nos do excesso de Esquerda, da paralisia de Esquerda, das favas contadas de Esquerda e das grandes raivas em pólvora seca de Esquerda agregadas ao emprego que o Estado, mesmo falido, terá de proporcionar. O artigo todo aqui: http://aventar.eu/2013/10/20/andam-fascistas-a-passear-nas-pontes/#comment-110679 Largue-lhe lá um comentário, ao Joshua fascista. Perdão, esqueci-me, o fascista sou eu. O Joshua, alma gentil, apenas quer desenvencilhar-se do excesso de Esquerda. No Tarrafal? Em Peniche? Ou ficar-se-á o Jo...

a tesoura corta, o tesouro cresce

Imagem
Cortes. Cortes. Cortes. Nas reformas, nos subsídios, nos salários, nos serviços públicos. Cortes e mais cortes. Cortes e mortes. A tesoura não pára mas o tesouro só cresce para alguns. É a dívida. Tudo por causa da dívida. Do Sócrates, do Estado Social, dos velhos que não morrem, dos desempregados que teimam em viver, das classes baixas que vivem à tripa-forra, das cavalarias altas de um povo de perdulários e calaceiros. Cortes cegos. Doem-nos na carteira. Roem-nos o pão. Moem-nos a existência. Mas os tesoureiros, os da tesoura e do tesouro, os que têm na mão a faca do açougeiro, as tenazes do algoz, a pá do coveiro, querem mais. Querem-nos pobres, porque só pobres podemos competir com os ricos, só pobres podemos ter emprego, só pobres podemos existir. Num país feliz, de mão-de-obra barata, leis laborais saudáveis, nenhuns direitos e todos os deveres. Os de pagar ao fisco, de trabalhar até ao estertor final, de procriar, procriar muito para rejuvenescer Portugal e encher o país de m...

rapazes modernaços

Imagem
Por Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/ Há por aí uns rapazes, armados em modernaços, que gritam, mais coisa, menos coisa: “reformados? Cortem nessa cambada de inúteis que andam a viver à custa do orçamento”; “viúvas? A tomarem chá das cinco e a receberem o dinheirinho ao fim do mês”; “greves? Lá vem essa seita de gente bem remunerada a dar cabo da economia do país. Vejam lá se os desempregados fazem greve?”; Tribunal Constitucional? Bando de socialistas e comunistas que não querem perceber que não há dinheiro para pagar luxos”. Estes rapazes nasceram fora do seu tempo. Se tivessem nascido há 60 ou 70 anos não precisavam de gritar, como gritam. Viviam na paz e no sossego do seu “ambiente natural”.

lúcido, consciente até ao fim

Imagem

fascismo nunca mais?

Imagem
A PSP pediu ao Ministério da Administração Interna que legisle de forma a que o lançamento de petardos, em manifestações ou outros eventos, passe a ser punível com pena de prisão, em vez de uma simples multa como até agora. Qual será o próximo passo? Proibir ajuntamentos de mais de duas pessoas? Reinstaurar a censura prévia? Promover eleições "livres"? Transformar o PSD em União Nacional? Perseguir opositores, como sabemos, já se faz. Agora, falta o resto. Falta pouco.

memórias do cárcere (3)

Imagem
Escrevi isto a 17 de Janeiro. Podia tê-lo escrito hoje. Em quase um ano, estamos na mesma. Ou pior. A CGTP tem razão. Estamos a assistir a um retrocesso civilizacional, não só em Portugal mas em grande parte da Europa, de que não há memória. Temia o regresso ao século XIX. Neste momento, acho que nos encaminhamos, a passos largos, para o regresso do feudalismo, do absolutismo, da escravatura. O mundo é um lugar cada vez menos recomendável para se viver. Mas, tenho esperança, tenho a certeza, os homens, os de boa vontade, conseguirão, como em todos os momentos decisivos da História, vencer a prepotência, o desprezo pela vida humana, a rapacidade dos senhores feudais.

memórias do cárcere

Imagem
Publicado, aqui, em 2 de Janeiro deste ano. Nada mudou desde então: Não. Não sei o que andamos para aqui a fazer. Em blogues, nas redes sociais. Falamos, dissertamos, maldizemos, amaldiçoamos. Cada qual puxando a brasa à sua sardinha. Cada um cuidando da sua quintinha. A ver quem tem mais verduras, mais tomates, mais criaturas inscritas, mais cliques. Entretanto os neofascistas, depois de ganharem as eleições, ganham terreno todos os dias e todos os dias nos vão às trombas, nos espoliam, nos tratam como bestas de carga, animais de cobrição dispostos a trazer outros escravos à Terra. O PS é o que é, ou seja, não é, não existe como esquerda. O PCP e o BE também terão defeitos, ai pois terão. Mas esta raiva anti-partidos, todos, começa a cansar-me. Eu também sou contra o sistema. Eu também sou pela democracia real. Mas gostava de ter todos os de esquerda, seja qual for a sua sensibilidade ou partido, até no PS os haverá sinceros, unidos numa mesma causa: escorraçar a canalha. Não ...

oh passos volta p'ra trás, trás-me tudo o que eu perdi, tem pena e dá-me a vida, a vida que eu já vivi

Imagem

a vingança de salazar

Imagem
Casa de Salazar, Santa Comba Dão Ah!, como devem estar a esfregar as mãos de contentamento os deserdados de Abril, os saudosos de Salazar, os Rapazotes, Silva Pais, Tenreiros e seus tenros sucedâneos! Finalmente, um governo que lhes faz a vontade, que repõe tudo nos seus devidos lugares, que empobrece a maioria em prol de uma minoria, os Champalimaud, os Espírito Santo, os Mello de nova geração, tão sedentes de dinheiro e de poder como os seus antepassados. Não admira que Salazar esteja a voltar, em forma de vinho, chouriços e uma ou outra lágrima tudo menos furtiva. A sua prole ressuscita-o a cada dia que passa, o seu legado, a sua obra, o seu Portugal de província, pobrete mas alegrete, pobrezinho mas honrado, tão típico, tão terno, tão fadista. Os que se diziam apologistas da social-democracia e da popular democracia (que é, como é óbvio, o exacto oposto de democracia popular) mostram, agora, a sua verdadeira face de pró-fascistas. Não adianta disfarçar ou invocar a crise para le...

os escarros também se escrevem

Imagem
António Ribeiro Ferreira continua a ser o escriba de serviço ao neofascismo em Portugal. Este cagalhão, que encontrei nessa cloaca chamada "i", merece uma leitura. Mas muna-se de Alka Seltzer primeiro: A conversa é muito repetitiva, enfadonha, inútil. As ladainhas do costume, vindas dos suspeitos do costume, já convencem pouca gente e os seus autores arriscam-se a ficar a falar sozinhos. Não há portaria, decreto, medida, lei, orçamento que não mereça imensos comentários com o fado do impossível a ser cantado de forma desafinada e sem chama por gente que não sabe dizer mais nada e nada tem para propor em alternativa. O que muitos políticos, sindicalistas, alguns patrões, comentadores e tudólogos de uma maneira geral não querem entender é que o Portugal de amanhã, de 2012, 2013 e por aí adiante, não terá nenhuma semelhança com o Portugal de 2010 e mesmo de 2011. Nada será como antes nesta terra de Santa Maria. Os ordenados do sector privado e do sector público serão muito mai...

a história os julgará

Imagem
Já por aqui tenho dito, e não sou só eu a dizê-lo, que estamos em plena III Guerra Mundial. A maior parte das populações ainda não deu por isso, continua adormecida ou entregue às suas preocupações mais comezinhas. No entanto, eles andam por aí. Roubam salários, roubam direitos, aniquilam milhões, em África, no Médio-Oriente, e só se darão por satisfeitos quando ganharem a guerra e lhes servirmos de capachos, estivermos tão empobrecidos e amedrontados que já não saberemos reagir.  Virá um dia em que serão julgados, pelos homens e pela História. Não só os banqueiros, os grandes capitalistas e os seus serviçais na política. Mas também os que calaram, os que se acobardaram, os que fecharam os olhos a todos estes crimes contra a Humanidade. Mais uma vez faço o paralelo com os anos 30 do século passado, quando Hitler subiu ao poder com a conivência, o silêncio de políticos, intelectuais, artistas.