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negócios privados, públicos prejuízos

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Já foi Atlântico. Agora é Montez e é Meo. Não meu. Não teu. É Meo e Montez, genro, marido, pai, membro do clã da Coelha na possessão de Coelho. Dizem-no carregado de dívidas, falido, mal de que a Meo também padece, mas quis o Atlântico e teve o Atlântico num pacífico acordo em que Portugal, quer-me cá parecer, saiu a perder. Tal como com a REN, a EDP, os CTT, a PT, a ANA e qualquer dia a TAP. Um oceano de oportunidades para chineses, angolanos, franceses, Meo e Montez. Um festival de negócios privados e de públicos prejuízos. Uma arena onde a festa brava não é para todos, nem todos sabem agarrar pelos cornos uma boa ocasião, os saldos, as promoções, os descontos, as liquidações, os leilões, as privatizações. Construído com o nosso dinheiro, já não é teu nem meu. É Meo. É Montez. O acaso os fez, o azar os juntou. E nós, peões de brega, mansos como o mais ordeiro dos bovinos, ruminamos agravos e deixamo-nos mugir. A mama ainda não secou.

e os alemães, tão engraçados, que nos pagam as dívidas com mil cuidados

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Entre outras atoardas e mentiras, dizem-nos os serviçais do reino - leia-se, se se quiser, lambeculófilos de serviço - que os alemães é que nos andam a pagar as dívidas e que, como tal, têm o direito de exigir pois, já lá dizia a Ferreira Leite, a tia Nela, "quem paga, manda". Para além dos milhões que têm sido ganhos pela banca alemã à conta da crise no Sul da Europa (não sou eu que o digo, veio em todos os jornais), Portugal transformou-se numa terra de opíparos negócios ... para estrangeiros, nomeadamente alemães, está claro. Com a mão-de-obra barata, amansada sob a ameaça de despedimento e de escassez de postos de trabalho, nada melhor do que transferir para aqui as fábricas até agora em países politicamente instáveis. E ainda existem, avulsas, outras oportunidades nesta espécie de totoloto para eles (roleta russa para nós). É fácil, é barato, dá milhões. Como, por exemplo, comprar edifícios de luxo a preços de saldo. Um exemplo disso é o edifício Báltico, no ...