Andamos, há décadas, a ser mal governados. Fundações, estradas, pontes, centros culturais, parcerias público-privadas, rotundas, frotas automóveis dignas de um rei do Bahrein, ordenados obscenamente milionários, corrupção ao mais alto nível, ladroeira do mais baixo nível, tudo, tudo serviu para usar o dinheiro que nos ia chegando, e o dos nossos impostos, para tudo menos para o progresso do País e o bem-estar dos portugueses. E, agora, de quem é a culpa? Do cidadão comum, pois está claro. Nossa, muito nossa, exclusivamente nossa. Porque andámos a viver acima das nossas possibilidades. Os nossos rendimentos continuam a ser dos mais baixos da Europa. Mas a culpa é nossa. Pagamos impostos elevadíssimos para aquilo que o Estado nos dá em troca. Mas a culpa é nossa. E, depois, ainda há aqueles que - pasme-se! - ficam desempregados e exigem subsídio de desemprego. E ainda há os velhos que reclamam por lhes estarem a roubar nas suas reformas, já de si miseráveis. E ainda há os do...