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outra aldrabice

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Pedro Passos Coelho, com aquela desenvoltura oral que fez dele mulo de António Guterres, foi a uma daquelas reuniões em que diariamente se desmultiplica e nos aborrece, para dizer o seguinte: Portugal pertence ao grupo dos três ou quatro países mais ricos e prósperos. Não ficámos a saber se da Europa ou do mundo; mas, para o caso, tanto faz. Induz-se que esta coroa de glória é devida às políticas salvadoras e benfazejas que ele e o seu grupo impuseram ao País. Solícita e mui zelosa, a SIC, que noticia todas as ninharias que a agenda governamental programa, lá projectou o facto carunchoso. Não houve um dos comentadores do óbvio, habituais naquela estação, que elucidasse os telespectadores da monstruosa leviandade, para lhe não chamar o nome adequado: sórdida mentira. A aldrabice tornou-se lugar-comum na vida política portuguesa; porém, tanto quanto a minha malvada curiosidade se recorda, nunca tinha assistido a este rebotalho mor...

a doutrina do choque

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Foi o golpe de estado de Augusto Pinochet, e a sangrenta repressão que se lhe seguiu, que permitiu a Milton Friedman e aos seus seguidores, os C hicago  B oys , usar o Chile como laboratório das suas doutrinas de capitalismo do desastre. Aterrorizado, o povo estaria incapaz de reagir à política neoliberal de depauperação de milhões em favorecimento de uns poucos. Esta política foi tentada noutros lugares do mundo, sempre em consequência de um desastre, quer político, económico ou até natural. Não nos iludamos. O que se está a passar em Portugal não é fruto da governação de José Sócrates (embora não a defenda, nem de perto nem de longe). Quem o afirma, quer fazer de nós parvos. Sócrates não governou a Irlanda, a Grécia, Espanha, Itália e, por este andar, França, Holanda ou a Bélgica (sim, a crise vai lá chegar se os pusilânimes dirigentes europeus, com Durão à cabeça, assim o permitirem). O que se está a passar em Portugal faz parte de um monstruoso plano neoliberal, de proporções ...