Era o que dizia a minha mãe quando lhe escasseava a cheta para alimentar a vasta prole, "tenho que arranjar dinheiro nem que seja na cabeça de um tinhoso". Os tinhosos, agora, somos todos nós, os empregados, os desempregados, os velhos, viúvos ou não, os estudantes, os doentes, tantas cabeças de gado, ainda por cima, ao que parece, tinhosas, só podem dar uma boa maquia para pagar aos mercados, para sustentar os desgovernados, para engordar a chulice pátria e apátrida de aquém e além-mar. Disse o engomadinho, Nuno Melo, que o governo de Sócrates foi pior do que os governos de Salazar. Tenho contas a ajustar com Sócrates, oh se tenho!, mas Nuno Melo, o engravatadinho, o aprumadinho, o lavadinho, ou estava com os uísques ou o haxixe deu-lhe forte e feio. Então e o Passos? Então e o apaniguado Portas? E então as falcatruas, as mentiras, o desplante, a prepotência, a pesporrência, a indecência reinante, os roubos constantes aos tinhosos da Nação? Ah! Já sei! São a...