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terror na américa

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Nos Estados Unidos, a falta de regulamentação rigorosa das instituições financeiras levou ao que a gente sabe: ao colapso de bancos e à tragédia de milhões de americanos que perderam os seus empregos, economias, pensões de reforma, casas e até a vida. Agora, o idiota-mor da Pennsylvania Avenue, o pato-bravo da Fifth Avenue, quer extremar ainda mais essa desregulamentação. Ou seja, aquela promessa de que iria afrontar Wall Street era rematada mentira e aí está o seu governo, composto por multimilionários, presidentes de grandes corporações, antigos dirigentes da associação de criminosos que dá pelo nome de Goldman Sachs, que não me deixam mentir. Claro que os que nele votaram, na esperança de verem as suas vidas melhorar, vão ter uma terrível surpresa. Esperemos que o resto do mundo se prepare para o que aí vem. Que não se voltem a verificar ondas de choque como as da última hecatombe americana, que se repercutiram por todos os continentes. Em Portugal, a austeridade de ...

o insaciável apetite de frau merkel

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Dizem os jornais: a Grécia está disposta a congelar as medidas anti-austeridade para conseguir um acordo. As pressões, as chantagens parece que vão dar resultado. Uma Europa unida e solidária, como nunca esteve até hoje, contra os gregos, contra a dignidade dos gregos, contra a vida dos gregos, contra a soberania dos gregos. A Europa vive em ditadura. E já não é só a dos mercados. É a ditadura ditada por Merkel e pelo seu sinistro ministro das Finanças. A Alemanha conseguiu, 70 anos após ter perdido a guerra, o que não tinha alcançado pela força das armas e à custa de milhões de mortos: dominar a Europa. Ai do Syriza, ai do Podemos, ai do povo que ouse contrariar a ordem estabelecida, enfrentar a austeridade, questionar a autoridade do grande povo alemão, esse mesmo, o que elegeu, aplaudiu e idolatrou Hitler e os seus monstros, os seus campos de extermínio, os seus fornos crematórios, as suas valas comuns. A Merkel o que é de Merkel: uma Europa ...

às galés, meus amigos, às galés!

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Meus amigos, por favor não toquem nos mercados. Nada de crises políticas. Nada de eleger gente de esquerda, da pura, para o governo. Nada de contrariar as decisões de Bruxelas, da Merkel, do FMI. Abandonemos de vez o luxo da soberania. Os mercados mandam. Os mercados podem (retomando pilhéria batida, que estranha maneira de pronunciar os efes!). Os mercados são quem mais ordena, qual povo, qual nada.  Na Grécia, a possibilidade de uma próxima crise política "assustou" os mercados, levando à derrocada da bolsa. Aprendamos a lição. Venham-nos extorquir mais e mais. Não protestaremos. Não elegeremos ninguém que vos contrarie. Seremos, hoje e sempre, burros em saldo neste mercado de senhores e escravos, de cavaleiros e montadas.  Às galés, meus amigos, às galés!

os novos "mestres pensadores"

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt/ Dizem-nos os novos "mestres pensadores" - usando uma designação feliz de André Glucksmann -, gente muito chegada às "tramitações financeiras", aos "equilíbrios orçamentais" e às alcatifas que o poder político ou económico lhes estende, que esta realidade social, que antes era residual, e hoje se generaliza, levando para a miséria grande parte da classe média, é o resultado "inevitável" de um "ajustamento necessário à nossa sobrevivência". Às vezes, mais eufóricos, usando palavreado mais "culto", informam-nos, com ar sério, que se trata de um "novo paradigma " da sociedade do futuro, ao qual não há volta a dar: há que trabalhar mais horas, ganhar muito menos salário, ter menos direitos laborais, e menos "protecção" do Estado (como se o Estado fosse deles) na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Eles - os novos "mestres pensadores" - omitem, sem...

palavras gastas

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Muito se escreve por estes dias. Palavras já gastas de tão ditas. Que isto assim não pode ser. Que Passos é isto e Cavaco aquilo. Que é uma vergonha o que fazem. Um roubo. Um assalto aos trabalhadores. Mas nada acontece. O estouro não se dá. Os mercados, o séquito de Frau Merkel com o Senhor Durão à cabeça de cabeça vergada pelo peso da submissão, a por estes tempos menos lembrada Madame Lagarde com os seus Dior e Chanel e sorrisos de sacrista, o Monsieur Hollande, símbolo da nulidade, nem carne nem peixe, nem fode nem sai de cima, todos eles e tantos outros não querem, não permitem que isto rebente. Nós rebentaremos. De angústia, pela miséria, pela tristeza que dão as esperanças goradas, os anseios traídos, os sonhos espezinhados, pela saudade dos nossos que partem. Mas eles, esses, os pulhas e os cretinos, os larápios e os fraudulentos, os donos do mundo e os seus comissários, serventuários e escriturários do deve e do haver, esses resistirão sem estourar, mais ricos uns, mais p...

portugal, o suculento bife dos mercados

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Quando me dizem que, se estamos como estamos, é porque andámos a viver acima das nossas possibilidades, dão-me vómitos, cefaleias, brotoeja. Quando nos obrigam a pagar a crise provocada por outros, as instituições financeiras que mais não são do que cóis de malfeitores, dá-me nojo, raiva, ódio. Os portugueses sempre estiveram entre os que, na Europa comunitária (boa comunidade, esta!) menores salários auferem. A desigualdade entre ricos e pobres toca, em Portugal, as raias do escândalo. No entanto, quando chega a hora de apertos, quando os bancos ficaram na merda que eles próprios criaram, quem paga? Quem não teve nada a ver com isso. Quem nunca alinhou na corrupção. Quem sempre viveu do seu trabalho. Quem cumpre a palavra dada. Quem honra os seus compromissos. Quem, com esforços por vezes titânicos, tenta libertar-se da pobreza e assegurar, aos filhos, um futuro melhor. Para os mercados, Portugal é um bife suculento. E as regateiras de serviço tudo têm feito para o cozinhar a...

no mercado das cores

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