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andam por aí antonietas à solta

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O Moedas foi jantar fora, a um restaurante da moda onde um simples jantar custa um salário mínimo, uma mensalidade do subsídio de desemprego, uma ninharia. Levou, ele que já não está no governo, guarda-costas em barda. Que inspeccionaram o restaurante antes da entrada de tão augusta majestade e arredaram os comensais das mesas mais próximas para que Moedas, qual reizinho neste país de cegos, surdos e mudos, não corresse o risco de ser apupado ou, deus nos livre de semelhante desaforo, de ser agredido. Num país pobre e endividado, temos governantes e ex-governantes a julgarem-se xás ou xeiques, sobas ou senhores do mundo. Num país pobre e endividado, com impostos cada vez mais altos, eles, os xás e os xeiques, os Moedas de troika e os Coelhos de toca, passeiam-se em carros de luxo, decoram os seus gabinetes sem olhar a gastos, exibem o seu imenso poder, vivem como se fossem magnatas de qualquer coisa, príncipes das arábias, czares de bananal, imperadores do mal. E decapitara...

querido governo

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Por Anabela Ferreira http://shaktigeia.blogspot.pt/ Querido governo, Claro ... cá estou eu outra vez, já viste que melga que eu sou? Mas é que tu também não me sais de cima. Nas coisas básicas. Sabes? Já nem me preocupo com a bola ou com os festivais de verão.Tiraste-me a possibilidade de ir ouvir música e partilhar alegria com os amigos. Andas de mansinho, ou violenta e desavergonhadamente, a tirar-me o que me poderia proporcionar bem estar (a saúde, a educação e a segurança social, as férias e o natal inalienáveis segundo a Constituição), até chegares ao limite de me quereres teu escravo. Se eu não tiver como satisfazer as necessidades básicas, como no mundo sub-desenvolvido, rapidamente o sou e vais-me usar a teu bel-prazer. Foi numa fase terrível da história da humanidade que Thomas More escreveu a Utopia onde, alegoricamente, retratou a dura Europa feudal do séc XVI. É para lá que cuidadosamente nos transportas? Mais tarde, como resultado destas políticas de roubo...