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quarta-feira, 17 de abril de 2019

QUASE HISTÓRIAS: SANTA INGENUIDADE

Resultado de imagem para imagens para torcidas de futebol nos estádios
Foto: Ricardo Stuckert/CBF


Não sei como andam, hoje, as práticas na Câmara Municipal de São Paulo. Devem te piorado. Sempre pioram. Há anos, eu não acompanho de perto – como repórter ou assessor de imprensa – o dia-a-dia daquela casa legislativa. O que sei é o que os jornais publicam. Nada mais.

Mas houve um tempo em que eu, jovem repórter, me preocupei seriamente com a saúde de nossos representantes. Minha apreensão foi às alturas em junho/julho de 1986, quando um bando (perdão, grupo) deles foi ao México assistir aos jogos da Copa do Mundo, com atestado médico fajuto nas mãos e salários depositados nas respectivas contas bancárias.

Não imaginava que sol escaldante, comida apimentada e as emoções que os jogos disputados provocam pudessem fazer bem à saúde de cidadãos tão debilitados pelo excesso de trabalho e pela “dedicação total a você”.

Uma trabalhosa pesquisa no Diário Oficial e meia dúzia de entrevistas com o compromisso de manter em sigilo os nomes das fontes sossegaram minha alma sobressaltada.

Pedir licença por motivo de saúde era prática recorrente na casa, fruto de um “acordo político” – a expressão presta-se, até hoje, a toda sorte de lambanças – entre as bancadas. Os eleitos pediam licença por motivo de saúde, os suplentes assumiam (chance de ouro para apresentar projetinho de lei, fazer discurso, aparecer para os eleitores), e ambos ganhavam os salários normalmente.

Nunca consegui provar que alguns suplentes, por gratidão, devolviam parte da grana para os titulares das vagas. A máxima de São Francisco norteava as negociações. E os contribuintes que arcassem com as despesas extras. Não me lembro do motivo de não termos feito matéria sobre quem eram os médicos que assinavam os atestados fajutos em série. Foi uma falha.

(OS - atualizado em abril de 2019)

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

OS GATOS COMERAM?

veterinariaamapet.blogspot.com


Não se tem notícia de governantes, candidatos, partidos políticos e parlamentares que não coloquem a saúde no topo de suas prioridades. A maioria vai além: defende mais verbas para o setor. Ainda que, para tanto, seja necessário recriar a CPMF ou algo parecido, ou aumentar (ainda mais?) os impostos.

Ora, se a saúde é prioridade para todos, por que, no Brasil, ela é a porcaria que é? Porque, entre outros fatores importantes – incompetência, desperdício e corrupção –, o governo não se digna a gastar sequer o que está no orçamento.

Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que, nos últimos 13 anos (2001 a 2013), foram destinados R$ 80,5 bilhões para o setor, mas que foram gastos apenas R$ 33 bilhões. De cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados. Ainda de acordo com o CFM, o governo federal gastou, em 2013, R$ 3,9 bilhões de R$ 9,4 bilhões autorizados.


Onde foi parar a diferença? Vai ver que os gatos comeram. Ou seria culpa dos ratos?