Há expressões que,
embora engraçadinhas, bonitinhas mesmo, não servem para nada. Um exemplo? Pois
não. O poeta morre e logo vem uma legião sentenciando: “Ele virou passarinho”.
Não sei de poeta que,
em sendo poeta de fato, não tenha sido passarinho em vida. Não faz sentido
dizer que, depois de morto, “virou” passarinho. Melhor dizer que ele continua o
mesmo de sempre: passarinho – um passarinho que foi voar em outras freguesias.