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sábado, 18 de março de 2017

FECHA A BOCA, FÁTIMA!

jornalportalsul.com.br

Dona Fátima é senhora da mais alta qualidade: mãe prestimosa, esposa dedicada, não reclama nunca da dupla jornada de trabalho. Além disso, é quituteira de mão cheia. Seus salgados são muito apreciados no boteco do Vicente, seu marido, sujeito boa praça, mas que anda, de uns tempos para cá, com os nervos arruinados. Justamente por conta de dona Fátima. Quem diria?

A vida tem dessas coisas. De uma hora para outra, ela, que sempre fora mulher de poucas palavras, desandou a falar, ou melhor, a pregar sem parar. Para Vicente, essa mudança súbita de comportamento se deu a partir do instante em que ela aderiu com entusiasmo estupendo a uma nova seita religiosa. Onde quase nada é permitido, a não ser tudo que favoreça o bispo. Temo pelo futuro do casamento, de quase trinta anos.

“Ela quer salvar o mundo e acabar com meu negócio, com nosso sustento”, esbraveja Vicente. “Vamos viver de quê? De sua pregação contra a uca? Onde, na minha idade, vou arrumar outra ocupação? Sempre tive boteco, não sei fazer outra coisa na vida!”

Para quem não compreende sua ira, Vicente explica:

-- Basta o sujeito encostar a barriga no balcão, para ela rasgar o verbo: “Vai beber de novo? Não sabe que faz mal à saúde? Já fez a conta de quanto gasta? Aposto que sua mulher não tem dinheiro para comprar um chinelinho.” Se o freguês responde que ela não tem nada com isso, ela manda o freguês beber em outro bar. Se o cidadão pede umas fichas de bilhar, ela desatina de vez: “Credo! Além de beber, joga! E ainda tem que pagar cerveja, porque perde todas as apostas”.  Pode uma coisa dessas? Não pode. Ainda mato esse bispo. Ou me desgarro de Fátima. (OS/outubro de 2013, atualizado em março de 2017)

***

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UM HOMEM, QUATRO COPOS

Levei uns dias, talvez semanas, para perceber os detalhes do ritual: um homem, quatro copos, dois palitos, um pedaço de pizza. De segunda à sexta, sempre no mesmo horário, por volta das 18 horas... Por Orlando Silveira
 
http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/03/um-homem-quatro-copos.html#comment-form

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O HOMEM BARSA



INTERNET

O Velho Marinheiro, nosso Lobo do Mar, deu uma passada no bar do Carneiro. Queria saber como andava o amigo, sempre às voltas com suas catorze doenças e com o vício da mulher, que gastava o dinheiro miúdo da família numa máquina caça-níqueis escondida no fundo da espelunca. Ficou perplexo com o que viu e ouviu. 

Romualdo Bastos – o cruzadista –, alçado à categoria de intelectual da Vila Invernada, por conta de seus sólidos conhecimentos sobre os mais variados e inusitados temas, improvisava uma palestra sobre seu “método de trabalho”. O que mais impressionava nosso Lobo do Mar, no entanto, era a atenção que lhe dedicavam os presentes, uma gente avessa à leitura. Tacos de bilhar repousavam sobre o pano verde, ninguém ousava interromper o homem. O silêncio só era quebrado pela tosse renitente de Toninho Moleza. Os malditos cigarros lhe arruinaram os pulmões.

-- Meu método é simples: não acumulo dúvidas e me deixo – tal qual um pai de santo – ser tomado pela curiosidade. Se o desafio é responder qual o continente mais populoso do mundo – e a resposta eu já sei, claro! –, vou além: quero saber quais são os países que dele fazem parte, qual a população de cada um deles, quem os preside etc. Não paro por aí: vou pesquisar também como são formados os outros continentes. Anoto, decoro, passo semanas fazendo isso. Agora mesmo, estou memorizando os nomes de todos os países que compõem a ONU, os nomes de seus respectivos presidentes e capitais, a área geográfica e a população de cada um deles – gabava-se Romualdo Bastos.

Toninho Moleza acendeu mais um cigarro, tossiu a valer e disparou:

-- Doutor Romualdo: o senhor ainda vai entrar naquela academia e virar imortal! Para orgulho de Vila Invernada!

Palmas se confundiam com gritos de “bravo”. Alguém ameaçou puxar o refrão “Romualdo é coisa nossa”. O cruzadista sorvia aos golinhos o aperitivo, afetando falsa modéstia. Até que o Velho Marinheiro interveio:

-- Qual é a mesmo sua graça?

-- Romualdo. Romualdo Bastos. A seu dispor.

-- Eu também sou curioso, seu Romualdo: que serventia pode ter uma cultura inútil dessas? 


OUTUBRO/2013



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ROMUALDO BASTOS



Onze horas. Um homem bem vestido (para os padrões locais, evidentemente) entra no bar, deseja (em tom solene) que “todos os senhores tenham um excelente dia”, dirige-se até o balcão, cumprimenta o dono da espelunca, pede um aperitivo e uma lata de cerveja, vai até a mesa mais retirada, senta-se, abre o jornal em determinada página, saca a caneta do bolso, dá um gole no aperitivo e outro na cerveja, escreve algo que ninguém ali imagina o que seja, olha para o alto como se pedisse ajuda divina, baixa a cabeça de novo, escreve mais alguma coisa, dá um gole no aperitivo e outro na cerveja, volta a olhar para o alto etc.

Esse ritual leva cerca de uma hora, período em que, por nenhuma vez, virou a página do jornal. Levanta-se, vai até o balcão, pede um novo aperitivo (que entorna de uma vez, ao contrário do que fizera com o primeiro, sorvido aos golinhos), paga a conta, despede-se do dono do bar, deseja (sempre em tom solene) que “todos os senhores tenham uma excelente tarde”.

Mal atravessou a rua, começaram as especulações: quem seria a figura, de onde viera, era morador novo no bairro, que fazia da vida, já tinha aparecido por ali antes, por que olhava tanto para o alto antes de escrever, por que não virava a página do jornal? As indagações eram muitas, do tamanho da curiosidade humana.

Infelizmente, Carneiro, o dono do boteco, também não tinha maiores informações sobre aquele homem bem vestido (para os padrões locais, evidentemente). Sabia apenas que era a segunda vez que aparecia ali, que hoje repetiu o ritual de ontem, que se mudara para a casa do falecido J. Pinto (na rua debaixo), que ele se chamava Romualdo Bastos e que, salvo engano, ele viria todos os dias, aposentado que era. Nada mais que isso.

O pessoal do bilhar deixou os tacos de lado, para se concentrar nas especulações. Para fulano, o homem era investigador e estava de campana, atrás de informações sobre o paradeiro de Chiquinho da Maconha, o principal traficante da área. Para beltrano, não era nada disso, não. Logo se via, pela grossura dos óculos, que não era polícia coisa nenhuma. Nunca tinha visto investigador de óculos com lentes tipo fundo de garrafa, coisa para intelectual, gente que lê muito. Sicrano observou que os óculos poderiam ser um disfarce, investigadores e detetives adoram disfarces, era bom não se fiar no homem. Alguém sugeriu que a turma lhe desse uma prensa, para que revelasse quem era. Carneiro achou a operação arriscada, melhor todo mundo ficar quieto, não dizer palavra enquanto ele estiver no bar.

 O mal-estar só se dissipou quando Toninho Moleza chegou e disse:

-- Seu Romualdo gostou muito do ambiente daqui, Carneiro. Disse que virá todos os dias.

-- E você conhece Romualdo Bastos, Toninho Moleza? – quiseram saber todos.

-- Claro! Minha mãe faz faxina na casa dele há uns dez anos ou mais, desde o tempo em que ele morava na Penha. É gente boa. Só tem um vício: palavras cruzadas.


OUTUBRO DE 2013




sábado, 27 de dezembro de 2014

CASA DE FERREIRO...


A mulher se gabava de resolver qualquer problema, a preços módicos – de desemprego a amor não correspondido, passando por vícios, depressão, ansiedade, gula, impotência, cólicas menstruais etc.

Era, segundo familiares, marido à frente, um fenômeno, muito embora ela não entortasse garfos e colheres com o olhar, como aquele paranormal israelense, que fez grande sucesso anos atrás.

Pra lá de Bagdá, o marido pediu a penúltima e abriu o jogo:

-- Zeca: hoje, de novo, não vou dormir em casa.

-- Por quê? - quis saber o colega de copo.

-- Pra não estragar o negócio da minha mulher.

-- Como assim? - insistiu o curioso, após mais uma talagada profissional.

-- Do jeito que o povo gosta de falar... Vão dizer que minha mulher não é de nada, que não consegue fazer o marido parar de beber... Mas ela é poderosa. Só que ninguém tem 100% de aproveitamento. Até Pelé perdeu gol feito... Comigo a coisa ainda não funcionou.

-- E você vai dormir onde? – perguntou-lhe Zeca, após mais um gole.

-- Na casa de uma coligada, viuvinha da hora. Boa de cama e de copo. Tchau.

-- Vai com Deus.

-- Fica com ele. Precisando pode procurar minha mulher. Ela atende até às 23h. Aceita todos os tíquetes (refeição, alimentação) e cartões de crédito. Só não faz fiado. Nem aceita cheque. Fui.

(fevereiro de 2013)


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O MUNDO GIRA




É bem possível que os amigos não se lembrem da história. De histórias tristes procuramos nos esquecer. Também ninguém é obrigado a ler tudo o que sai nas redes sociais, sites e blogs. Eu mesmo, não raro, nem me lembro do que escrevi ontem. Nestes dias, a mulher de décadas, sorvendo sorvetes, diz que a culpa é do destilado. Discussão sem fim. Inútil.

O fato é que a vida conjugal de Vicente e Fátima virou bagunça sem fim. É pena, são tão queridos. Mas daquele mato não sai mais coelho. Eis a verdade: aquele casamento de quase trinta anos está com os dias contados. Disso ninguém duvida. Nem os filhos – tietes da mãe. Como sempre acontece nas melhores e piores famílias.

Vicente é dono de boteco. Fátima, além de esposa, quituteira de mão cheia. Fátima ingressou em uma religião dos últimos dias e passou a implicar com todos os fregueses que entornam uca e jogam bilhar. Vicente foi à loucura. “Você quer acabar com nosso sustento, demônio” dizia ele, verificador da clientela minguante e das despesas crescentes. Não sei se sabem: o dízimo, às vezes, custa aos incautos os olhos da cara. Melhor morrer pagão.

Foram meses de peleja. Fátima se reconverteu. Caiu em si. Voltou a vender pinga com alegria inaudita. Não há bispo e bispa que enganem todos por todo o tempo. A prosperidade deles se dá por uma simples razão: sempre vêm outros, tolos abundam.

Um dia, quase de repente, um clarão iluminou a mente de Fátima. Era como se um anjo lhe dissesse: “Fátima: bebe, fuma e joga bilhar quem quer. De salvadores da pátria o mundo está cheio. E seu bispo, vagabundo, oportunista, que se ferre. Cuide de seu negócio.”

Vicente tinha tudo pra voltar a sorrir. Qual o quê! A cantilena sem trégua de Fátima lhe calou fundo na alma: Vicente aderira à seita. E hoje quem impreca contra a uca e o jogo é ele. Desespero de Fátima: “Ele quer acabar com nosso negócio. Ainda me desgarro desse homem”. (outubro de 2013)

Leiam também FECHA A BOCA, FÁTIMA:  






quarta-feira, 2 de abril de 2014

INDIGNADOS DE BOTECO

pitacodeboteco.wordpress.com

O coro toma corpo, entre os copos.
Os cínicos, eles, abundam.
Nada mudou. Só os nomes dos botecos.
Dá mais uma, vai.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CADÊ O POSTER?


No bar da Arminda, o pau ameaçou comer solto. Boca Dura encarou Chico Vaselina. E rasgou o verbo, daquele jeito que só ele e mais uns poucos conseguem rasgar:

-- Vaselina, você é um baita mentiroso.

-- Mentiroso por quê? – quis saber o acusado, com seus modos maneiros. 

-- Porque você fica com essa conversa fiada de que sua sogra era isso, sua sogra era aquilo outro, que mulher como ela é raro encontrar e não sei o quê mais. Ninguém, meu caro, ama a sogra, muito menos do jeito que você diz que ama. Ninguém!

-- Amava, amava! Mas, ela morreu – impacientou-se, coisa rara, Chico Vaselina.

-- Que ela morreu, eu sei, todo mundo sabe. O que eu não sei e ninguém sabe é por que você ainda não colocou uma foto dela na sala de sua casa. Cadê o pôster, mano? Que amor é esse? .

A conversa não degringolou de vez, porque dona Arminda interveio, com a autoridade de sempre. Meia hora depois, a conversa já era outra. A disputa era para saber quem conhecia melhor a filha do meio do açougueiro. Chico Vaselina sustentava a tese de que jamais soube o açougueiro tinha uma filha do meio. (abril de 2013)


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

MENTIRA DE BÊBADO

Naquele tempo, faz tempo, o vestibular para o curso de jornalismo era realizado de segunda à sexta, à noite. No sábado, também havia exame, na parte da manhã. 

Na sexta, após a conclusão da prova, nossa turma resolveu tomar umas e outras, que ninguém é de ferro. Para nossa surpresa, lá pelas tantas, chegou um dos professores que fiscalizava as provas. De onde veio, ninguém soube. Mas chegou bêbado. 

Sentou-se à mesa, pediu mais algumas e deitou falação. Seu sonho nada secreto: queria devolver a GAZETA aos seus tempos de glória, tarefa que se mostrou inviável.

No sábado, um colega de vestibular e copo, acabou a prova mais cedo. Antes de sair da sala, disse em alto e bom som:

-- Pessoal, vou para o bar. Até já. Boa sorte a todos.

O velho professor, completamente recuperado do porre da véspera, lhe perguntou:

-- Quer dizer que o senhor é daqueles alunos que, após as aulas e provas, vai para o boteco?

-- É verdade, professor. Mas não sou o único que bebe – ironizou o vestibulando.

O mestre não passou recibo, mentiu com convicção:

-- Se você está querendo insinuar alguma coisa, saiba que já bebi muito. Mas há anos não sei o que é colocar um gole de bebida alcoólica na boca.


E mais não disse. Seguramente, depois da prova, foi beber em outra freguesia. (agosto/2013)

SE LULA FOSSE O PRESIDENTE...

-- E aí, mano velho: que achou do novo papa?

-- Parece ser um cara legal, boa praça. Mas a gente não pode esquecer que ele é argentino. Se Lula fosse presidente, não deixava acontecer uma coisa dessas, não. Ele emplacava um dos nossos. Se não desse, negociava... Fazer o quê? Dilma é mais fraca. Pelo menos o papa gosta de futebol. Podia ser pior.

-- É verdade. Se Lula estivesse lá, chamava o cara pra jogar uma pelada no Torto. Ainda mais agora que ele vem ao Brasil, pra participar de uma festa da Terceira Idade, acho que é isso, sei lá.

-- Digo mais: Lula aproveitava a pelada e o churrasco pra jogar um agá em cima do homem: “Preciso arrumar, Papa Chico, uma ocupação pra Delúbio. Ele está no desvio. O cara é fera. Vai cair como luva numa diretoria do Banco do Vaticano”.

-- Mas Delúbio não entende nada de banco...

-- Você tá louco. Ele sabe tudo de banco. Aprendeu com o carequinha.

-- É verdade, mano velho. Você está certo. Tinha me esquecido.


-- Lula faz falta. (março/2013)

PRESIDENTE TEM QUE SER MACHO

Foto: Kashif Ahmed/www.deliberation.info
Entre umas e outras – todas, melhor dizendo –, a conversa rolava solta no bar da Bentinha. Ali, não tem assunto tabu. Nunca teve. É um espaço democrático, embora não se possa dizer o mesmo de muitos de seus frequentadores – alguns adeptos juramentados da filosofia do “prendo e arrebento”.

No bar da Bentinha, todos os temas são tratados com convicção e veemência. Sempre. Pouco importa se os conhecimentos dos debatedores acerca das matérias em discussão são pífios. Cada um fala e repete o que lhe dá na telha. E o que é melhor: ninguém precisa arcar com as consequências.

Naquele final de tarde, começo de noite, as discussões tinham a política como foco, por conta da morte mais que anunciada do caudilho venezuelano. 
 
-- O homem morreu – afirmou, consternado, Vicentinho, o mais mirrado e politizado da turma.

-- Que homem? – quis saber Mundo da Lua, o mais avantajado e alienado de todos.

-- Caracas, Mundo. O Chávez, Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Chávez se foi.

-- Esse cara não era de Cuba?

-- Mundo, o de Cuba é Fidel Castro – explicou Vicentinho, com uma pitada de irritação.

-- É verdade. Esse também já morreu. Eu li nos jornais.

-- Morreu nada, homem. Está vivo. Está mal, mas está vivo.

-- E você está chateado por que o homem morreu? – perguntou Mundo da Lua.

-- Claro. Chávez era o cara: valente, não mandava recado, dizia na lata o que tinha que dizer. Chamou o presidente dos Estados Unidos de “diabo”. Na ONU. Só não pegou ele de pau porque os seguranças não deixaram. Era socialista, queria o bem da humanidade, menos dos americanos. Destes, ele nunca gostou. 

-- Mas era um ditador – retrucou Mundo da Lua, num raro ataque de lucidez.


-- Ditador coisa nenhuma. Ele não tinha paciência com políticos. É diferente. Se enchessem muito o saco dele, era capaz de mandar fechar o Congresso. Para que serve aquilo? Pra nada. Só pra gastar o dinheiro do povo pobre. Também mantinha a Justiça com rédeas curtas. Onde muita gente dá palpite, a coisa não funciona. O Brasil precisa de um Chávez, de um patriota, que salve este país.

-- Caramba, e o Lula, não é bom?

-- Mundo, Lula é frouxo. Em vez de fechar o Congresso, mandou dar mesada pros caras. Pode uma coisa dessas? Um homem que faz isso é macho? Chávez mandava todo mundo para o paredão. Com ele, não tinha conversa mole. O Brasil precisa de um cara que dê um murro na mesa e diga assim: “Olha aqui, minha gente: quem não seguir a nova cartilha vai ver o que é bom para a tosse”. Aí, endireita.

-- É verdade, Vicentinho. É por isso que gosto de conversar com você. Sempre aprendo coisas novas. Vai mais uma?  (março/2013)