O amor é lindo.
O filho mais velho
engulhou. Comeu demais? É possível, porque beber não bebe.
Mulher e mamãe não
tardaram a socorrê-lo, embora de socorro, sejamos francos, não necessitasse. O
mimo do filho era evidente. Menos para mamãe e mulher, casadinha de nova.
O rebento tomou gotas disso e daquilo, duas drágeas (de ninguém sabe o quê), chazinho para limpar o aparelho digestivo e acalmar os nervos – nervos desde sempre serenos.
Deu certo. Meia hora depois, bateu meia pizza e um litro de Coca-Cola. Menino bom. Saúde de ferro. Graças a Deus.
O rebento tomou gotas disso e daquilo, duas drágeas (de ninguém sabe o quê), chazinho para limpar o aparelho digestivo e acalmar os nervos – nervos desde sempre serenos.
Deu certo. Meia hora depois, bateu meia pizza e um litro de Coca-Cola. Menino bom. Saúde de ferro. Graças a Deus.
O amor nem sempre é
lindo.
O velho estava mais
engulhado que mulher em começo de gravidez. Queria justiça. Igualdade.
Comunista que fora. Ameaçou um lamento, na esperança de obter (por que não?) gotas
disso e daquilo, duas drágeas (de ninguém sabe o quê), chazinho para limpar o
aparelho digestivo e acalmar os nervos – nervos desde sempre arruinados. Ou – quem
sabe? – um mísero chamego da velha de cabelinhos (coisa linda demais) recém
cortados e pintados, asas de graúna..
Deu errado.
A nora se fingiu de
morta; a mulher pegou pesado:
-- Quem mandou beber?
Tome banho, coloque o supositório. Amanhã, estará melhor.