Mostrando postagens com marcador Wilson Batista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wilson Batista. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

HORA DA VITROLA: WILSON BATISTA


ACERTEI NO MILHAR
De Wilson Batista e Geraldo Pereira
Na interpretação de Gilberto Gil

- Etelvina, minha filha!
- Que há, Jorginho?
- Acertei no milhar
Ganhei 500 contos
Não vou mais trabalhar
E me dê toda a roupa velha aos pobres
E a mobília podemos quebrar
Isto é pra já
Passe pra cá

Etelvina
Vai ter outra lua-de-mel
Você vai ser madame
Vai morar num grande hotel
Eu vou comprar um nome não sei onde
De marquês, Dom Jorge Veiga, de Visconde
Um professor de francês, mon amour
Eu vou trocar seu nome
Pra madame Pompadour
Até que enfim agora eu sou feliz
Vou percorrer Europa toda até Paris

E nossos filhos, hein?
- Oh, que inferno!
Eu vou pô-los num colégio interno
Telefongone pro Mané do armazém
Porque não quero ficar
Devendo nada a ninguém
E vou comprar um avião azul
Pra percorrer a América do Sul

Aí de repente, mas de repente
Etelvina me chamou
Está na hora do basquente
Etelvina me acordou
Foi um sonho, minha gente





BALZAQUIANA
De Wilson Batista e NÁSSARA
Na interpretação de Jorge Goulart

Balzaquiana
Não quero broto
não quero, não quero não
não sou garoto
pra viver mais ilusão

Sete dias na semana
eu preciso ver minha balzaquiana
O francês sabe escolher
por isso ele não quer
qualquer mulher

Papai Balzac já dizia
Paris inteiro repetia
Balzac tirou na pinta:
Mulher, só depois dos trinta!




domingo, 13 de dezembro de 2015

HORA DA VITROLA: WILSON BATISTA (3)


PEDREIRO WALDEMAR
De Wilson Batista e Roberto Martins
Na interpretação de Blecaute

Você conhece o pedreiro Waldemar?
Não conhece?
Mas eu vou lhe apresentar
De madrugada toma o trem da Circular
Faz tanta casa e não tem casa pra morar
Leva marmita embrulhada no jornal
Se tem almoço, nem sempre tem jantar
O Waldemar que é mestre no oficio
Constroi um edificio
E depois não pode entrar
Voce conhece o pedreiro Waldemar?
Não conhece mas eu vou lhe apresentar
De madrugada toma o trem da Circular
Faz tanta casa e não tem casa pra morar






LOUCO
De Wilson Batista e Henrique de Almeida
Na interpretação de João Gilberto

Louco, pelas ruas ele andava
O coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo

Conselhos eu lhe dei
Para ele se aquecer
Aquele falso amor
Ele se convenceu
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor
Que louco!



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

HORA DA VITROLA: WILSON BATISTA (1)



OH, SEU OSCAR!
De Wilson Batista/Ataulfo Alves
Na interpretação de Ciro Monteiro

Cheguei cansado do trabalho
Logo a vizinha me chamou
Oh! Seu Oscar tá fazendo meia hora
Que a sua mulher foi embora
E um bilhete deixou (Meu Deus que horror!)
O bilhete assim dizia:
Não posso mais eu quero viver na orgia! (bis)

Fiz tudo para ver seu bem estar
Até no cais do porto eu fui parar
Martirizando o meu corpo noite e dia
Mas tudo em vão
Ela é da orgia






LENÇO NO PESCOÇO
De Wilson Batista
Na interpretação de Sílvio Caldas

Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio

Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê
Eu sou vadio
Porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança
Tirava samba-canção
Comigo não
Eu quero ver quem tem razão

E eles tocam
E você canta
E eu não dou