Mostrando postagens com marcador Valentina de Botas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Valentina de Botas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de março de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: VALENTINA DE BOTAS




Resultado de imagem para caricaturas gleisi hoffmann
GLEISI: "TÔ COM T, MAS HOJE NÃO1" (*)




RECADO PARA A GLEISI

Mire-se no exemplo das brasileiras que prestam,
senadora, ou faça greve a senhora

Por Valentina de Botas
Blog do Augusto Nunes
Veja.com – 08/03/2017

Parece que Gleisi Hoffmann quis mirar-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas da peça “Lisístrata”, em que a personagem que nomeia o texto cômico de Aristófanes as comandou numa greve de sexo até que os maridos, bravos guerreiros de Atenas, pusessem um fim à guerra com Esparta. Esposas e mães a quem jamais era perguntado o que pensavam colocaram-se contra a carnificina, o sofrimento e a miséria que a guerra trazia.

Como mandava a regra, mulheres, sequer consideradas cidadãs naquela Grécia de 2.400 anos atrás, eram proibidas no elenco (e na plateia!), sendo substituídas por homens travestidos. Hoje, as mulheres escrevem, encenam e produzem peças de teatro, pois as coisas mudaram um tantinho. Mas Gleisi não percebeu. Apesar de cômico, o texto de Aristófanes discute com seriedade noções de democracia, patriotismo e cidadania; na comicidade involuntária da patética senadora encarnando uma Lisístrata perturbada, as brasileiras são conclamadas a desrespeitar a lei e a usar o sexo como escambo. Não vou fazer greve nenhuma.

Abrigada dos riscos da luta cotidiana pela sobrevivência e alheia aos problemas reais para fazer valer os direitos das mulheres porque presa a um feminismo ideológico-oportunista, talvez a senadora tosca não saiba, mas as mulheres já descobrimos a dignidade, o intelecto, a persistência, o trabalho, a independência – recursos mais adequados do que o apelo ao sexo na busca por nossos direitos. As mais atentas até já descobrimos homens maravilhosos que ajudam nessa busca sem precisar “usar saia” (feminilizar-se e outras mistificações que os emasculam), bastando honrar as calças.

Não vou atender à convocação para obstruir estradas porque repudio a seita autoritária que açula a narcísica imposição do direito de cada títere-devoto se sobrepor aos interesses da maioria; não vou porque eu respeito a lei, prática ignorada pela senadora ré. Assim, meu dia 8 de março – uma data fantasia – será similar ao meu cotidiano até o dia 7 e continuado no dia 9: é dia de acordar antes das 6, preparar o café da minha filha e levá-la à escola; trabalhar pelo meu sustento e pelo da pequena – um desafio angustiante no Brasil arruinado pela seita petista –; além de cuidar das tarefas domésticas. Se vai rolar um sexo ou não, não é assunto da Lisístrata obtusa: tire as mãos petistas daí!

Mire-se no exemplo das brasileiras que prestam, senadora, ou faça greve a senhora, pois, quanto menos trabalharem mulheres e homens com tais ideias degeneradas, menor o risco de o país piorar.

(*) FOTO: MARCELO ANDRADE

terça-feira, 27 de setembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: VALENTINA DE BOTAS


Resultado de imagem para fotos francenildo pereira
FRANCENILDO PEREIRA (WWW.CIDADEVERDE.COM)




O CRIME CONTRA FRANCENILDO
FOI A CONCRETIZAÇÃO NO VAREJO
DO PROJETO TOTALITÁRIO DA SÚCIA

O STF rejeitou não uma condenação a Palocci,
mas a simples abertura de processo

Por Valentina de Botas

Blog do Augusto Nunes – 27/09/2016 às 6:31


No registro da minha repulsa ao PT, posso ter passado a impressão de que tenho alguma coisa pessoal contra Lula e Dilma. Procuro, com este texto, desfazer essa eventual impressão e esclarecer tudo: tenho, sim, um problema pessoal com Dilma Rousseff e Luís Inácio Lula da Silva. Como ministra, Dilma, a anoréxica devoradora de livros, preferia a leitura de dossiês que miravam as pessoas de Ruth Cardoso e Fernando Henrique. Como candidata, não repudiou a quebra do sigilo fiscal de José Serra (da filha e do genro dele), durante a campanha, porque ele se atrevera a disputar uma eleição com ela. Adversários, para o petismo, são um efeito colateral da democracia burguesa a ser evitado. Presidente, chefiou um governo em que a Polícia Federal assassinava reputações, conforme denunciou Tuma Jr. sem ser desmentido ou processado.

É verdade que o PT não inaugurou torpezas na política nem inventou a corrupção, blablabla que os incuráveis repetem. A organização criminosa que pretendeu substituir a sociedade e fez do governo mero acesso ao Estado para sustentar o partido, só usou e abusou da corrupção e demais canalhices de modo tão inédito que os meios se fundiram aos fins e o partido roubava para continuar no poder para continuar roubando para continuar no poder. Na crônica da sordidez inédita na nossa história, considero um momento especialmente torpe quando Lula presidente acionou a máquina do Estado contra um cidadão que contou o que viu: Francenildo Pereira, o caseiro do todo poderoso ministro Antônio Palocci, lançando luz sobre os subterrâneos da organização criminosa que saqueava nossa grana e a institucionalidade num colossal golpe contra a democracia.

Francenildo, que teve o sigilo bancário violado por Jorge Mattoso à procura de uma movimentação financeira que provasse que o pobre rapaz estava a soldo da oposição, foi moído pelo Leviatã: o caseiro é o verdadeiro trabalhador humilde perseguido na história recente, e não o jeca que anda de jatinho paparicado por alguns dos advogados mais caros do país. Era o Estado policial fascista não mais como projeto, mas aplicado.   Assim, assumi a coisa como pessoal e me coloquei no lugar de Francenildo porque eu e qualquer outro cidadão que contrariassem o degenerado Leviatã petista poderíamos estar no lugar de Francenildo, a outra face da mesma cara medonha do projeto petista.

O STF rejeitou não uma condenação a Palocci, mas a simples abertura de processo, por um placar apertado. Ora, há o relato factual do encontro entre o ex-ministro e o infame Jorge Mattoso presidente da Caixa Federal, onde Francenildo era correntista. Palocci o convocara porque soubera por Tião Viana que o caseiro recebera um vultoso depósito, que se provaria lícito. Passar o caso para o Coaf? Não, nada de instituições, a coisa era entre indivíduos que se apoderaram delas e moeriam os indivíduos deixados à margem. Num segundo encontro, Mattoso levou o extrato a Palocci, consumando a coisa.

E a coisa se abate contra qualquer um de nós e sobre nenhum deles. E a coisa é pessoal porque é o esmagamento da consciência com o indivíduo dentro porque a ele não é atribuído valor, nem a ela: à consciência dos francenildos é atribuído perigo, daí o esmagamento. Daí o crime contra Francenildo ser já a concretização no varejo do projeto totalitário da súcia, a cara desfigurada pelo gozo sujo no modelo caudilhista e fascistoide, que troca leis por um homem – um líder. Este líder jeca que pariu a era da canalhice tem uma dívida pessoal com cada brasileiro.

Dez anos depois, aquela luz tênue refulge e ilumina o caminho do ex-ministro para a cadeia. Pode ser que saia nos próximos dias, mas ele é mais um petista que, uma vez trazido à luz, se desfaz como vampiro de cinema. Quem cacareja hoje o “fora, Temer” não reconhece o golpe obsceno e explícito que vigorou por 13 anos contra a democracia e prefere enxergá-lo na destituição legal, legítima e tardia da parva espertalhona.

Entre tantas analogias possíveis em que o grande enfrenta o pequeno, penso em Antígona, no simbolismo da minha personagem trágica preferida. Como Francenildo, Antígona desafiou o Estado quando este lhe negou direitos de cidadã para enterrar Polinices, o irmão que morrera lutando contra a Tebas governada pelo tirânico Creonte, tio deles. De dentro da caverna onde foi deixada para morrer pela ousadia, ela inaugurou o indivíduo jogando luz sobre o Estado tirânico que ruiria.

Não sei onde anda Francenildo, mas espero que o único homem pobre verdadeiramente perseguido possa contemplar, afinal, aquela luz refulgir para a ruína dos algozes da democracia insuportavelmente longevos.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: Valentina de Botas

POR QUE NÃO COBRAVAM ATITUDES
DE "DOM MENAS" E DA "PRESIDENTA"? 


A TAL DA LETRA A

Blog do Noblat – 09/06/2016 – 8 horas


(Por Valentina de Botas) Lidiane Alves Brasil (jovem presa numa cela masculina no Pará); Patricia Acioli (juíza emboscada e assassinada com 21 tiros, no Rio); Sinara Polycarpo Figueiredo (analista demitida do Santander a pedido de Lula pelo prognóstico realista do desastre que sobreviria com a reeleição de Dilma); Danielly Rodrigues (vítima fatal do estupro coletivo de quatro moças no Piauí). Essas mulheres não integraram os governos funestos de Dilma Rousseff, nem nominal, claro, nem simbolicamente.

Só pelo caminho da demagogia na atuação entre preguiçosa e delinquente de auxiliares implausíveis em qualquer governo que, digno, não se orientaria pelo sexismo – que precisa ser entendido não só como desfavorecer, mas também favorecer alguém pelo critério do sexo. Sinara se distingue do grupo por ter sido punida por Lula, como ele puniu Francenildo Pereira, demonstrando que o jeca só diferencia homens e mulheres no escritório da presidência da república nos tempos concupiscentes de Rosemary Noronha. Diferenças suspensas quando assediou o menino do MEP, que resistiu ao charme que o caudilho não tem.

As demais mulheres não se constituíram em preocupação que merecesse algum tipo de política pública; não motivaram uma nota do governo inventor do populismo de gênero; não arrancaram uma palavra da presidente que se pronunciou até a respeito da mandioca e valoriza tanto a letra “a” do detestável “presidenta”. Aquelas mulheres também não despertaram o interesse dos fanáticos defensores de Dilma Rousseff que submetem todas as complexidades do mundo à escuridão ideológica, numa compreensão desidratada ao restringi-las à sentença única e multiutilitária: é tudo cultural.

Calados por 13 anos, berram na militância oportunista contra certa cultura do estupro que iguala a um ato brutal a saborosa e eterna cantada, numa atitude opressora e castradora em nome de uma causa que, de resto, é sempre a gema de todas as opressões. Eis um modo de não resolver coisa nenhuma, além do frêmito publicamente secreto de mostrar os seios na multidão como um ato pretensamente libertário num mundo em que algum recato ou alguma pudicícia tornam-se a verdadeira revolução.

"De todo modo, contra o inimigo potencial, vale mostrar os peitos na multidão, mas não vale pedir cadeia para os criminosos. Ou alguém viu nas manifestações contra a tal cultura do estupro cartazes pedindo segurança 
além dos que diziam “fora Temer”?"

Ocupam-se da jovem estuprada no Rio porque o crime aconteceu sob o governo de Temer, então suspendem a indivisibilidade do indivíduo para fragmentá-lo na ideologia que satisfaz a si mesma no cio insaciável de enfraquecer o inimigo que não é o estuprador, o assassino, o ladrão, o sequestrador reais, pois essa militância não sabe lidar com as realidades que revelam a mixuruquice dela.

O inimigo é o dissidente dessa irracionalidade configurado também em qualquer homem porque percebido como um potencial estuprador. Só consigo compreender o gozo perverso dessa fantasia se ela for pensada como potência realizada no imaginário em contraste com a impotência frente ao agressor real. Contudo, é evidente que assim nem se combate o machismo renitente na nossa sociedade, nem o cotidiano de violência.

De todo modo, contra o inimigo potencial, vale mostrar os peitos na multidão, mas não vale pedir cadeia para os criminosos. Ou alguém viu nas manifestações contra a tal cultura do estupro cartazes pedindo segurança além dos que diziam “fora Temer”? Enquanto se deleitam nessa miragem, a população – sobretudo a parcela mais pobre – padece sob a violência e a criminalidade reais. A reportagem de VEJA a respeito da jovem carioca que sofreu o estupro coletivo mostra a paisagem catastrófica da segurança pública que é indissociável da administração inepta e indiferente do PT quanto às políticas públicas de segurança que deveriam contemplar um plano de ação juntamente com os estados e o patrulhamento decente das fronteiras para coibir a entrada de armas e drogas.

DESDE QUANDO MOSTRAR OS PEITOS NUS
 NA MULTIDÃO É ATO LIBERTÁRIO?
Na construção do pesadelo, o Rio de Janeiro se destaca desde a gestão desastrosa de Leonel Brizola também quanto à criminalidade, inspirada num esquerdismo sempre leniente com a bandidagem, vista como expressão de incerta brasilidade, de uma malandragem libertária e outras miragens bacanas-tipo-descoladas, numa antropologia tropicaloide fronteiriça com a idiotia. A garota carioca tinha 3 anos quando o PT chegou ao poder e, por 13 anos, ele se empenhou, pela omissão fanática, em aumentar as probabilidades do horror descrito na revista sob a vigência da lei dos criminosos, a ausência do Estado, a impotência das famílias, os jovens fazendo escolhas erradas num contexto socioeconômico que lhes esfrega na cara um punhado delas.


Em meio à desolação, Dilma e a confraria que ela inspira só enxergam a dita cultura do estupro e só depois do afastamento da presidente para, de modo repulsivamente hipócrita e manipulador, atrelar aquela brutalidade a um recém-inaugurado governo só de homens. É a tal da letra “a”. Essa contribuição dos romanos ao mundo, alfa na versão grega, aleph como abertura do alfabeto hebraico com que Borges nomeou seu magnífico conto em que o particular e o universal se condensam para abrigar todo o conhecimento, a letra “a” nos deu presidenta – a condensação acanalhada da nossa tragédia.

sexta-feira, 18 de março de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: VALENTINA DE BOTAS

18.03.2016 – BLOG DO AUGUSTO NUNES

PARIDO MINISTRO PARA SOBREVIVER COMO PRESIDENTE,
LULA MORRERÁ POLITICAMENTE COMO PRESIDIÁRIO


 (Por Valentina de Botas) A nomeação escarnecedora do criador odioso a ministro numa série de crimes de Dilma Rousseff que, entre a renúncia e a vergonha, terá as duas, efetivaria o “delenda Curitiba est”, equivalente a um “o Brasil precisa ser destruído”. Parido ministro para sobreviver como presidente, morrerá politicamente como presidiário acompanhado pela desonra e pela família detestável.

Na noite que antecedeu o golpe, convoquei minha mãe para ficar com a neta e fui para a Paulista, onde permaneci até o começo da madrugada. Este é o relato de uma cidadã comum, apenas uma mulher latino-americana, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vinda do interior das ruas nas quais também marchou contra a ditadura militar, pois não é em nenhum refúgio que nos descobriremos: é na rua, na cidade, no meio da multidão, coisa entre as coisas, homem entre homens, segundo Sartre. E são os cidadãos comuns assim ou nem tanto, mas todos autônomos e reunidos para civilizar o país, que estão se descobrindo donos da história que tem surpreendido o cotidiano.

Mas como explicar que pessoas de bem ainda defendam os patronos do esbulho material e moral, preferindo ser crédulas ou indiferentes na barbárie a ser protagonistas na civilização do país? Não sei. Desnecessário gostar de FHC ou da Rede Globo; basta gostar da perspectiva de o país ter a chance de se civilizar. A nitidez dos diálogos sórdidos de Lula e Dilma tramando submeter a ele todos os Poderes da República deveria eliminar dúvidas residuais de que essa perspectiva inexiste sob o PT. Chegando à Paulista, adentrei a República de Curitiba, a Berlim onde ainda há juízes expandida por todo o Brasil, que o déspota repugnante quer destruir em pânico pela ineficácia dos ataques a um juiz federal seguro e sereno.

"Desnecessário gostar de FHC ou da Rede Globo; basta gostar da perspectiva de o país ter a chance de se civilizar. A nitidez dos diálogos sórdidos de Lula e Dilma tramando submeter a ele todos os Poderes da República deveria eliminar dúvidas residuais de que essa perspectiva inexiste sob o PT"

Depois de ouvir um Lula encharcado de vulgaridade e de potência só realizada no primitivismo cultivado em torno de si pela subserviência dos comparsas e pelo ódio aos desobedientes, enlouquecido na pretensão de intimidar os onze do Supremo, orgulhoso do primarismo que julga ser inteligência política de um cabra da peste, tão à vontade na imundície que, mesmo sabendo do possível grampo, chamou de “meu sítio” o sítio que diz não ter, cheguei à Paulista me sentindo suja e entristecida. Suja da voz roufenha colonizada também por ofensas às mulheres; entristecida na certeza de ainda termos de lidar com tanta sujeira por algum tempo porque a presidente tosca preferiu renunciar não em favor da nação, mas do criador miserável.

Na cerimônia da posse revogada, os farsantes tentaram um golpe a céu aberto acusando de golpista quem os vencerá no mais limpo dos combates – o de cidadãos comuns, livres, amparados na legalidade e fortalecidos na indignação. É nesse combate que me vejo limpa outra vez e, de volta para casa, a tristeza capitula quando beijo minha mãe e minha filha que acorda, a quem conto baixinho: durma, minha flor, sonhe porque Curitiba non delenda est.

quarta-feira, 16 de março de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: VALENTINA DE BOTAS

15.03.2016 – BLOG DO AUGUSTO NUNES


LULA: UM JECA ARROGANTE, DESPÓTICO,
SARCÁSTICO, TRUCULENTO, MENTIROSO

ricardokotscho.ig.com.br


(Por Valentina de Botas) O ególatra é um chato; se tem algum poder, torna-se despótico. Sarcástico, mentiroso, arrogante, truculento: eis o jeca no depoimento à Polícia Federal. Houve momentos em que parece que ele mandaria prender o solícito delegado. Achando que este lá estava para ouvir queixas, reclamou que Marisa Letícia não deveria ser chamada a depor por ter sido empregada doméstica aos 11 anos de idade. No lugar dela, que o procurador Conserino convocasse as próprias mãe ou mulher.

E se elas também tiverem exercido a profissão de empregada doméstica ou qualquer outra tão humilde? Deveriam depor da mesma forma no sinistro universo mental de Lula, pois o procurador comete o pecado de estar do lado da lei, ou seja, do lado moral oposto ao do jeca que, por exemplo, não se importou que Francenildo Pereira fosse um simples caseiro quando decidiu moê-lo pelo Estado posto à disposição da libido degenerada do partido através do governo mafioso. O pecado de Francenildo? Contrariar os interesses da súcia, o que o homenzinho despótico toma como coisa pessoal – é ofensa pessoal fazer incidir a lei sobre a divindade jeca.

No esplendor do primitivismo revelado em toda besta acuada, Lula é adepto da lei do mais forte manejada por ele. E é como o mais forte que ele se vê no universo mental cujo centro é o próprio umbigo nojento. Daí a abater um caseiro ou meter no meio a mãe e a mulher de quem só está cumprindo a lei, é apenas mais um movimento no bailado obscuro.

“Acham pouco continuar nos desgraçando, exigem também que não nos indignemos, por isso desqualificam nossa manifestação gloriosa
 desse dia 13 de março”

Dilma Rousseff, provando que os deuses, antes de destruir os homens, os enlouquecem, desafia os limites da sanidade institucional no capricho tolo e acintoso, embora calculado, de instalar no ministério da Justiça um membro do Ministério Público e manter de pé um mocó para o jeca no ministério de um governo que cairá logo menos. Assim, no dia seguinte à irrefutável demonstração de que o país quer se livrar dos nefastos criador e criatura de modo a que haja paz e lei para que possa tocar a vida, a dupla detestável responde com despotismo.

A mesma mulher que Lula acha que não merece depor por ter sido empregada doméstica aos 11 anos, mereceu dele a humilhação pública do caso (com) Rosemary Noronha. Marisa Letícia deve depor porque é investigada; a mãe e a mulher de Conserino não devem depor porque não são investigadas; Francenildo não deveria ter sido esmagado pelo PT não porque fosse um simples caseiro, mas porque era inocente.

A noção básica de decência exige, para assimilação, uma sequência no genoma moral que, na súcia, é falha. Verdade novamente exposta no depoimento ultrajante e nos atos de Dilma com o desprezo expansivo devotado ao país que desgraçam cotidianamente. Acham pouco continuar nos desgraçando, exigem também que não nos indignemos, por isso desqualificam nossa manifestação gloriosa desse dia 13. Não apenas porque canalhas que desejam dissimular as canalhices, mas sobretudo porque, despóticos, veem como um dado da natureza que disponham sobre nossos quereres, pensares, leis e direitos.


De um regime assim, que sonha à noite que de dia está submetendo o que resta de um Brasil resistente, o filme dos ratos roendo a bandeira nacional é autobiográfico. Ele tem de chegar ao fim, ainda que se arraste repulsivo na apresentação dos créditos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: VALENTINA DE BOTAS

13.03.2016

A ESPERANÇA É MESMO ESSA COISA LINDA
QUE BRILHA MAIS NO ESCURO


mensagens.culturamix.com


(Por Valentina de Botas) Faltava ainda uma hora para o futuro, mas eu, familiares, amigos e mais um rio de asfalto e gente entornando pelas ladeiras já estávamos na Paulista. A avenida mais famosa da minha cidade natal onde não nasci fica logo ali ao lado de Boa Viagem no Recife do meu Pernambuco, pertinho de Copacabana, quase grudada à Esplanada dos Ministérios, nas imediações da Ponta Negra em Manaus, contígua à Praça da Liberdade de Belo Horizonte, vizinha da Praça Alencastro em Cuiabá, também não fica longe de Nova York, Londres, Lisboa, Vancouver, Paragominas, Teresina e das demais cidades que unificaram poderosamente a voz do Brasil farto e desperto.

Nos últimos meses, o arsenal de sobrevivência do governo incluiu a adesão de uma coisinha chamada Picciani; a denúncia de Mirian Dutra de que FHC sustentou o filho de ambos com recursos próprios – um escândalo na república dos pixulecos –; e as bravatas repugnantes do jeca. Nada funcionou, o que faltou? Os brasileiros, a quem o lulopetismo ignora e infelicita.

O governo que já não há, entontecido de podridão e arrogância, não entende: brasileiros, como assim? Desse arsenal, o artefato mais poderoso foi a rasteira institucional do STF no impeachment em dezembro. A súcia passou o Natal comemorando o assassinato do impeachment, pois, renascido, ele será a única presença viva no almoço de Páscoa do governo.

“Os farsantes recrudescerão o combate ao futuro,
especialmente porque sabem que tudo ainda vai piorar para eles,
para o país em ruína também.
Mas enquanto à súcia só restam as ruínas,
para o Brasil é chegado o tempo de a esperança florescer”

A oposição omissa anunciava semanalmente que na semana que que vem se reuniria para decidir ou decidiria que se reunirá; pois o futuro, este domingo avisa, não é na semana que vem, mas agora. Contudo, discordo da hostilização a Aécio e Alckmin na Paulista já que, como políticos, representam, se não o Brasil indignado, a via institucional para encaminharmos nossos anseios, fato característico da civilização.

Afinal, a destituição legal de Dilma Rousseff passa forçosamente pelos políticos, já que repudiamos o golpismo. Como o lulopetismo abole tal arranjo civilizatório, ele esvaziou de sentido o exercício da política brasileira para vicejar à sombra dos primitivismos dela. O trabalho mafioso resultou tão eficaz que não foi um político ou um partido que exterminou o poder do lulopetismo, e sim a Justiça, na figura admirada de Sérgio Moro. Mas a nação que se reergue só fará a necessária transição, da treva lulopetista para o futuro, com os políticos e não é hora de acertar contas com o passado, deixemos que o passado passe.

Depois, serão depurados pelo nosso voto. Quanto ao anúncio exagerado da morte do impeachment, muitos indignados acharam que não havia mais esperança para a esperança, pois hoje, na Paulista e pelo resto do Brasil espalhado pelo mundo, os brasileiros constataram que a esperança é mesmo essa coisa linda que brilha mais no escuro e cantávamos emocionados porque de tudo se faz canção. Isso me fez lembrar a lição de Goethe, segundo a qual é nos sentimentos que encontramos a liberdade. Os farsantes recrudescerão o combate ao futuro, especialmente porque sabem que tudo ainda vai piorar para eles, para o país em ruína também. Mas enquanto à súcia só restam as ruínas, para o Brasil é chegado o tempo de a esperança florescer. (Fonte: Blog do Augusto Nunes)



sexta-feira, 11 de março de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: A GLORIFICAÇÂO DE SI MESMO: A PRINCIPAL OBRA DE LULA


10/03/2016

(Por Valentina de Botas) Talvez Lula acabe ficando com o cargo mais alto da república pixuleca: o de Lula. Cargo que exerce desde que escalou um palanque sindical para nunca mais descer e acha mesmo que o Brasil é uma fábrica que ele pode tomar liderando milícias truculentas. Fundou um partido que degenerou para seita da qual se fez sacerdote, guru, amo, guia, dono. Manteve as funções meramente nominais de pobre e humilde para, na prática, executar tarefas de milionário arrogante.

Na trajetória até a presidência, acumulou as funções de deputado federal sabotador da constituinte e de candidato exclusivo do PT à presidência; nesta acumulou as tarefas e regalias de amigo de empreiteiros, de PR da quadrilheira Rose Noronha, fraudador da democracia com a corretagem de parlamentares no Mensalão, corruptor da República como poderoso chefão no Petrolão, aliado de escroques internacionais e evangelizador do ódio à dissidência pregando a eliminação de rivais – todo e qualquer ser que não o adorasse ou não lhe/o servisse.


"Se Lula virar ministro, estará a salvo de Sérgio Moro por alguns meses, 
mas não imunizará a mulher e os filhos também investigados. 
Se Dilma Rousseff levar a jararaca para o ministério, 
estará abrindo mão do cargo de presidente 
sem renúncia nem impeachment"


Fora da presidência, não saiu da presidência: ao escopo do cargo de Lula, agregou o de sombra e sol da criatura. Desde o primeiro mandato dele até o fim do primeiro dela, tudo até que correu bem para Lula no exercício do inerente cargo de Lula. A principal obra no currículo dele, além de ajeitar a vida da família e dos comparsas, é a glorificação de si mesmo, da própria ignorância por ser um ignorante, se fosse um intelectual, glorificaria o intelecto, pois o objeto da adoração não é a ignorância ou o conhecimento por si mesmos, mas o portador – ele, que, no caso, porta a ignorância. Logo, vitória da escuridão.

No entanto, desde o início do segundo governo de Dilma Rousseff que não começou, às funções do antigo cargo consolidaram-se as de um morto político autoritário o suficiente para insistir em se impor aos vivos que o rejeitam; na companhia de diferentes bandos de zumbis devotos e da parva criatura já obsoleta até para ele, apega-se ao cargo como nunca para continuar infelicitando o país para sempre. Recentemente, passou a exercer as funções também de investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, o que o levou a se autopromover a jararaca atingida só no rabo, não na cabeça. Em quem já se comparou a Jesus Cristo, Juscelino Kubitscheck, Getúlio Vargas, sempre em detrimento destes, vê-se que cabeça e rabo não se diferenciam.

Assim, Lula, o insubstituível – felizmente, pois até as desgraças têm limites – ocupante do cargo de Lula ascende na carreira e conquista o posto de denunciado pelo MP de São Paulo. A denúncia pode ser aceita ou não; se for, Lula cumprirá um quesito importante para ocupar o ministério de Dilma, que acolhe desde nulidades rejeitadas pelas urnas a delinquentes investigados ou denunciados pela Justiça. A própria chefe é uma ilegalidade empacada na presidência cuja institucionalidade ela avilta mais uma vez ao visitar Lula, com o nosso dinheiro, no mocó dele em São Bernardo.

Se Lula virar ministro, estará a salvo de Sérgio Moro por alguns meses, mas não imunizará a mulher e os filhos também investigados. Se Dilma Rousseff levar a jararaca para o ministério, estará abrindo mão do cargo de presidente sem renúncia nem impeachment. Mas em alguns meses todos perderão o cargo e sobrará uma jararaca exercendo numa cela o irrenunciável cargo de Lula.
FONTE: BLOG DO AUGUSTO NUNES



quarta-feira, 9 de março de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: UMA NAÇÃO PACÍFICA, MAS EXAURIDA EM CONTEMPLAR A ESCÓRIA


(Por Valentina de Botas – 09/03/2016 – Blog do Augusto Nunes) Inútil fechar os olhos para não ver o que de olhos fechados fica ainda mais nítido. Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho e Rui Falcão dizem temer o que pode acontecer no dia 13, mas temem o que o dia 13 já é: o basta de uma nação tão pacífica quanto exaurida em contemplar a escória derramar a deformação na superfície do real.

Não se chamam homens, mas covardes que, juntamente com o resto da súcia, temem não os confrontos que encomendam das respectivas milícias, e sim o grito triunfal dos que se chamam homens em esquina mais de um milhão. E, então, os covardes investem no que pode ser um blefe desesperado ou uma ameaça criminosa. No primeiro caso, não funcionará; no segundo, fracassará: não adianta tentar fechar os olhos dos que se chamam homens porque, na nação desperta, a verdade já os impregna.

E a verdade é que o PT morreu de petismo; Lula intoxicou-se mortalmente de lulismo; cafajestes que ainda não estão na cadeia, estão a caminho dela; e a criatura parva sempre foi somente mais uma mentira infame do jeca. Todos sócios no projeto de se perenizar no poder enquanto forçavam a nação neste deserto de sal. Atravessá-lo servirá para que finalmente sejam vistos como farsantes os farsantes que a trouxeram até ele prometendo a terra prometida.

Enquanto Falcão e Carvalho se revezam nas tentativas pusilânimes de intimidar a Justiça e a imprensa independente e no açulamento em senhas dos que não se chamam homens, mas cães que só se mantêm leais ao preço que varia de um churrasco duvidoso a boquinhas e tetas no Estado falido, a presidente, desafiando os limites do asco, embute ameaças aos brasileiros de bem na “preocupação” quanto ao dia 13.

Essa senhora deveria saber que é responsabilidade dela a garantia da ordem para que o domingo se inunde de democracia e sobre o que será cobrada, especialmente por apostarem no rompimento dessa ordem os comparsas do governo. Dilma também acusa a oposição pela crise econômica e política e por dividir o país. Qual oposição? A que se omitiu por 14 anos salgando este deserto?

“E a verdade é que o PT morreu de petismo;
Lula intoxicou-se mortalmente de lulismo;
cafajestes que ainda não estão na cadeia,
estão a caminho dela;
e a criatura parva sempre foi somente
 mais uma mentira infame do jeca”


As oposições ativas fazem sólidas a economia e a democracia de seus países, o contrário do que disse a despótica louca que vê uma divisão onde há um bando com medo e uma nação temida por ele que celebrará o fim do bando e exigirá a destituição dele – único modo de tratar as mazelas agravadas ou paridas por ele.

Sou uma mulher de compleição física delicada e jamais tive uma arma, levo para a Paulista somente minha filha tão mocinha e indignada, minha mãe idosa e os sonhos porque sonhos não envelhecem e quero ver gente, gente, gente. O coração, como o de todos que se chamam homens, já está lá, batendo parado esperando por nós para tornarmos o futuro tão real que se faça visível a olhos fechados.