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sábado, 3 de junho de 2017

O CANTO DE VÓLIA

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AVENTURAS NÁUTICAS
DE UM BARQUINHO POETA

Eu era barco ancorado
Até que na surpresa de um dia,
Um vento leve me tragou
Daquele porto seguro,
E eu segui ao seu sabor.

Deixe-me levar a barlavento,
E seguiria assim,
Perseguindo as belas auroras,
Dançando com as gaivotas.

Mas, eis que ouço o grito do Albatroz:
Tempestade à vista!
E eu, pequeno barquinho,
Fui tragado por um vento feroz,
Que quase me põe a pique...

Foram dias de tormenta,
Eu lutava bravamente para manter-me
Em condição de flutuar.
Tantas vezes adernei,
Rodopiei sem rumo.
Quase a naufragar.

Por fim, o mar se fez calmo...
Eu timidamente me aprumei,
E soprava uma brisa macia,
Sussurrando para mim:
Vem poeta! Vem de novo navegar!
E o céu era de um azul tão infinito,
Céu de turmalina a me conquistar.

Eu então vou navegar,
Ainda com algumas avarias,
Mas de espírito liberto.
Vou sem planos,
Apenas deixando-me levar,
Pela doçura de algum céu azul.
Que me leve novamente a sonhar.

(Vólia Loureiro - 03/11/2016)

***

Vólia Loureiro do Amaral Lima é
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance). 

***

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AS BOAS HISTÓRIAS... Não prescindem dos deslizes. 
Por Orlando Silveira
http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/05/rapidissimas_31.html#comment-form

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O CANTO DE VÓLIA




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FOTO: ARQUIVO GOOGLE
 

BOCA

Boca que morde,
Boca que beija.
Boca que cala,
Boca que esbraveja.

Boca que condena,
Boca que abençoa.
Boca que acusa,
Boca que perdoa.

Boca que é sorriso,
Boca de puro siso.
Boca que verseja,
Boca que pragueja.

Sonhei que tua boca
Meu nome sussurrava.
Era, porém, o vento,
Que no telhado soprava.

***

Vólia Loureiro do Amaral Lima
é engenheira civil, poetisa, romancista
e artista plástica.

sábado, 1 de abril de 2017

O CANTO DE VÓLIA




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A VOZ DO VENTO

A voz do vento me fala
Que é tempo de partir,
Deixar para trás o inverno
E sonhar com a primavera
Que há de vir.

A voz do vento  me canta
Canções de rara beleza,
Levando-me a voar em seus braços,
E sob a força do seu abraço
Eu esqueço as incertezas.

A voz do vento gira sobre mim
E me convida a dançar,
E na maciez da sua valsa
Eu encontro novamente a alegria,
E o vento traz-me de volta
A minha perdida poesia.

(02/07/2016)

***

Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance). 

***

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O CANTO DE VÓLIA

Resultado de imagem para IMAGENS DE RAIO DE SOL
FOTO: ARQUIVO GOOGLE

ABSTINÊNCIA

O que fazer nas horas sem cor,
Quando o pensamento se perde
Em um vórtice de ideias desconexas?

Horas de silêncio imposto...
Horas de lágrimas silenciosas...
Horas de pouca magia...

E o tempo se esvai em poeira,
E tudo o que se deseja é um raio de sol,
Que aponte um Norte, um caminho.

As horas passam,
A dor escoa em lágrimas frias,
As mãos tremem,
Coração adormecido,
Abstinência de poesia...

Mas, enfim, surge o amor
Que vem em uma canção que sopra,
Como vento do Oriente.
E tudo se harmoniza.

Surge o verso suave,
Surge a paz,
E a vida vibra em tom maior,
A hora vazia de cor é coberta,
O coração do poeta, enfim, desperta.

***


Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
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Ananias, o livro é a cara do autor. Romualdo deve ter escrito aquela porcaria caçando palavras difíceis no dicionário, para impressionar os incautos. É uma escrita de cartola e pincenê, se me entende. O que poderia ser dito num único parágrafo consome páginas e mais páginas. Romualdo também abusa dos gerúndios...
 Por Orlando Silveira


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O CANTO DE VÓLIA


Resultado de imagem para IMAGENS SORRISO
FOTO: ARQUIVO GOOGLE

BOM HUMOR

Hoje eu acordei sorrindo...
Não lembro do que sonhei,
Nem se algum anjo soprou
Alguma brisa de alegria em mim,
Mas hoje eu acordei assim.

Vi o sol entrar pela janela,
E as nuvens que passavam ligeiras,
O céu ainda não está azul,
E o mar resolveu de prata se enfeitar.

E tudo me pareceu tão lindo,
Tudo em seu devido lugar,
Ouço  o barulho da cidade despertar.

Hoje acordei sorrindo,
E vou esticar essa alegria,
Esse desejo de ver a vida passar.

Hoje só quero ser,
Sorrir, fluir,
Sonhar, deixar a vida passar.

24/10/2016

***


Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
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-- Ananias: no começo, eu dizia “não quero” e ponto final. Mafalda insistia para que não fosse tão direto, grosseiro. Passei a adotar uma estratégia. Se os pais são católicos, digo que somos evangélicos. Se eles são evangélicos, digo que não saímos do terreiro... Por Orlando Silveira
http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/01/nem-pensar-ananias.html#comment-form
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O CANTO DE VÓLIA

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IMAGEM: EDGAR DEGAS


BAILARINA

Ela, por vezes, se sentia assim:
Voando ao vento...
Os passos, os saltos,
A faziam voar,
Viver no seu elemento.

Era pássaro,
Era anjo,
De plumagem nova,
De desejos vários...

Ela, outras vezes, se sentia assim:
Uma árvore centenária...
As raízes, as dores,
A prendiam na terra,
Era cárcere, sofrimento.

Era fera,
Era demônio,
Coberta de andrajos,
De ambiguidades antigas...

Mas tudo o que ela queria
Era voar,
Saltar acima do que lhe foi destinado,
Rodopiar em vertiginoso bailado,
E dizer para o mundo
Que era dona do seu destino.

05/12/2016

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Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
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