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quarta-feira, 20 de março de 2019

MANHAS E ARTIMANHAS DA POLÍTICA

JOSÉ CAVALCANTI (*)




• O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.

• Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário.

• O político, quando se elege, assume dois compromissos: 
um com ele mesmo e outro com o povo. O primeiro ele cumpre.

• Dinheiro é como azeite: por onde passa, amolece.

• Político sem mandato é como chocalho sem badalo: 
balança, mas não toca.

• O bem público não quer bem a ninguém, a não ser a si mesmo.

• Se queres ser bem sucedido na política, cultiva essas duas grandes virtudes: 
a sinceridade e a sagacidade. 
Sinceridade é manter a palavra empenhada, custe o que custar. 
Sagacidade é nunca empenhar a palavra, custe o que custar.

• Oposição é como pedra de amolar: afia, mas não corta.

(Fonte: "Folclore Político” números 2 e 3, de Sebastião Nery)

O paraibano José Cavalcanti da Silva (1918 — 1994) foi deputado estadual pela UDN, por quatro mandatos consecutivos, até 1963. Foi Prefeito de Patos, por cinco anos, quando teve os seus direitos políticos cassados. Escreveu cerca de vinte livros.


(setembro/2014)


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MANHAS E ARTIMANHAS DA POLÍTICA (3/3)


TANCREDO NEVES


SEGREDO

Um eleitor de São João del-Rei procurou Tancredo aflito:

— Dr. Tancredo, vou contar um segredo ao senhor. Mas é só para o senhor.

— Não conte, não, meu filho. Se você, que é o dono do segredo, não é capaz de guardá-lo, imagine eu.

(Fonte: “Folclore Político”, de Sebastião Nery.)

***

VAIAS E APLAUSOS

Franco Montoro, Tancredo Neves e Leonel Brizola estavam almoçando no Palácio dos Bandeirantes, quando a multidão de desempregados chegou gritando slogans, derrubando grades e exigindo falar com o governador. Montoro levantou-se tenso, pálido, o rosto crispado:

— Vou lá falar com o povo. Vamos os três?

Brizola, discretamente, discordou:

— Se formos os três, pode ficar parecendo que você não quis ir só. E São Paulo está querendo é a palavra de seu governador e não a presença de visitantes.
Tancredo sorriu:

— Está bem. Concordo. Mas se o povo estivesse lá fora batendo palmas e dando vivas, iríamos os três, não?

Montoro foi, falou, depois contou.

(Fonte: “Folclore Político”, de Sebastião Nery.)

***

TROTE INVERTIDO

Com muita frequência, o próprio doutor Tancredo recebia ou fazia pessoalmente seus telefonemas. Surpreendia seus auxiliares e colocava em pânico as secretárias. Num domingo, uma repórter muito esperta, com quem ele não podia falar, ligou para o Palácio das Mangabeiras e ouviu algo bem característico dele, marca registrada:

— Aaaalôô!

— Alô! Oh, governador, já é o senhor? Desculpe-me! Aqui é a ...

Ele reconheceu a voz e a interrompeu:

— Desculpe, dona, mas aqui é o porteiro. O governador saiu.

— Mas a sua voz é igualzinha à do doutor Tancredo! Tem certeza de que não é mesmo o governador?

— Infelizmente, tenho, minha filha. Mas quem sabe um dia chego lá?

(Fonte: “Tancredo Vivo – Casos e Acaso”, de Ronaldo Costa Couto.)


(outubro/2014)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

MANHAS E ARTIMANHAS DA POLÍTICA




OS DEZ MANDAMENTOS DO POLÍTICO MINEIRO

POR SEBASTIÃO NERY (*)



01 — Mineiro só é solidário no câncer.

02 — O importante não é o fato, é a versão.

03 — Aos inimigos, quando estão no poder, não se pede nada. Nem demissão.

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei.

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos; o juiz, que proclama o eleito; e o soldado, que garante a posse.

06 — Nas horas difíceis, cabe ao líder comandar: "Preparemo-nos e vão".

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor.

08 — Em briga de político, geralmente perdem os dois.

09 — Mais vale quem o governo ajuda do que quem cedo madruga.

10 — É conversando que a gente se entende.

(Fonte: "Folclore Político” números 2 e 3, de Sebastião Nery)


(setembro de 2014)