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sábado, 29 de julho de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT

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MAIA: NA TRILHA DO SOGRO

GASTOS PÚBLICOS:
BURRICE, VÍCIO OU CEGUEIRA?

As viagens nacionais de Temer envolvem um Airbus A319
(mais de 200 passageiros na configuração comercial),
um EMB190 (100 lugares) e dois helicópteros de grande porte.
Um aparato de fazer inveja ao presidente americano,
o político mais visado do mundo

Por Ricardo Boechat
IstoÉ – 28/07/2017

Um governante com as taxas de rejeição de Michel Temer (70%, segundo o Ibope) não pode se dar ao luxo de descartar agrados à população. Mesmo que bons gestos sejam incapazes de produzir milagres – não foi ele que liberou as contas inativas do FGTS? – é melhor fazê-los do que desprezá-los.

Isto posto, cabe tentar entender o que o inquilino acuado no Planalto está esperando para acabar de uma vez por todas com a impopular orgia aérea na qual seus ministros e outros premiados da República se lambuzam à exaustão, cruzando em jatinhos da FAB os céus do País com 14 milhões de desempregados e um déficit publico insolúvel.

É verdade que a atual camarilha brasiliense não inaugurou o abuso, praticado desde o nascimento do Grupo de Transporte Especial, criado pela Aeronáutica em 1957 para gozo do chefe de Estado e “demais autoridades”.

Ano passado, quando mais de 2.500 deslocamentos desse tipo foram realizados, pacientes nas filas de transplantes morreram porque o mesmo GTE recusou-se a transportar órgãos de doadores. Um decreto parido pela repercussão do crime determinou que um jato oficial passasse a cuidar de tais emergências, mas manteve os outros 14 da esquadrilha a serviço dos figurões. E eles têm deitado e rolado.

Só no primeiro trimestre, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fez 30 voos para passar os fins de semana no Rio de Janeiro. Seu sogro, Moreira Franco, e Henrique Meirelles, da Fazenda, também usuários contumazes da mordomia, cumpriram rota idêntica na sexta-feira, 14 de julho, regressando a Brasília no domingo seguinte. Ambos usaram aviões individuais, na ida e na volta.

De janeiro a março deste ano, 519 voos do gênero decolaram da Capital com sultões a bordo, a maioria a caminho de casa. Basta uma canetada de Temer para por fim ao milionário bacanal.

E ele pode começar a faxina dando o exemplo: as viagens nacionais de Sua Excelência envolvem um Airbus A319 (mais de 200 passageiros na configuração comercial), um EMB190 (100 lugares) e dois helicópteros de grande porte. Um aparato de fazer inveja ao presidente americano, o político mais visado do mundo.


Ricardo Boechat

Ricardo Boechat é apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, colunista da revista ISTOÉ e ganhador de três prêmios Esso.

sábado, 11 de março de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT





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IMAGEM: ARQUIVO GOOGLE




A MATILHA QUE ATACA EM BRASÍLIA

Lobos podem ser escorraçados pelo porrete e cães pastores,
mas sua voracidade e instinto de sobrevivência
sempre os farão atacar ovelhas

Por Ricardo Boechat
IstoÉ Digital – 10/03/2017

Nenhuma surpresa na notícia de que ressurgiram no Congresso, com força renovada, as manobras para que “doações políticas”, provenientes de caixa 2, sejam judicialmente equiparadas às peraltices de nossos filhos pequenos, não ao gravíssimo crime que realmente são.

É enorme ingenuidade imaginar que nossos deputados e senadores – ou melhor, sua parcela majoritária, que dita o ritmo do jogo – desistiria da pretensão à auto-anistia, mesmo depois de duas tentativas fracassadas na mesma direção.

Lobos podem ser escorraçados pelo porrete e pelos cães pastores, mas sua voracidade e instinto de sobrevivência sempre os farão atacar ovelhas

O movimento suprapartidário ganhou força moral e fática. O primeiro insumo foi dado por Fernando Henrique Cardoso, sempre dividido entre mostrar-se como referência histórica na vida pública brasileira e a solidariedade a velhos aliados flagrados em delito. Do alto da biografia que se atribui, o ex-presidente lançou mão do habitual malabarismo acadêmico para separar o joio do joio. Segundo sua lógica, corruptos que receberam dinheiro sujo e contabilizaram a erva na Justiça Eleitoral são diferentes de corruptos que não lançaram mão desse álibi.

O outro detonador da atual revolta dos políticos foi o STF, que tornou réu, pelo mesmo golpe, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). A clareza do voto dado na ocasião pelo ministro Celso de Mello (foto) ruborizaria FHC e suas legiões, fossem eles simples mortais: “a prestação de contas pode constituir meio instrumental do crime de lavagem de dinheiro se os recursos doados, mesmo oficialmente, tiverem origem criminosa resultante da prática de outro delito penal, como crimes contra a administração pública. Configurado esse contexto, que traduz uma engenhosa estratégia, a prestação de contas atuará como dissimulação do caráter delituoso. Os agentes da conduta criminosa objetivaram, por intermédio da Justiça Eleitoral, conferir aparência de legitimidade a doações manchadas em sua origem pela nota da delituosidade”.
 

sábado, 17 de dezembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT




STF: EM TEMPOS DE SAPUCAÍ (FOTO: DAVID ZINGG, 1978)



CADÊ MEU BAGULHO?

As polêmicas liminares dos ministros Marco Aurélio Mello
e Luiz Fux foram idênticas na forma, dimensão, apoio popular,
repercussão política e impacto sobre a Corte

POR RICARDO BOECHAT
ISTO É ON-LINE
16/12/2016 | 18h00

Por duas vezes, em apenas uma semana, já marcada pelo choque das delações da Odebrecht sobre vestais do Executivo, as togas do STF rodaram como as baianas na Sapucaí e, como estas, atraíram todos os holofotes. Em ambas, as coincidências foram muitas; e deverão crescer, diante da enorme possibilidade de destino comum após a apreciação do mérito da última delas pelo Pleno do Tribunal.

As polêmicas liminares dos ministros Marco Aurélio Mello e Luiz Fux foram idênticas na forma (decisões monocráticas), na dimensão (impondo-se a outro Poder), no apoio popular (quem de boa índole não quer Renan Calheiros no ostracismo e a implementação das Dez Medidas Contra a Corrupção?), na repercussão política (a tal “crise institucional” vem sendo comparada ao fim do mundo) e no impacto sobre a Corte (obrigada a malabarismos oratórios para fazer crer que legal e justo são valores idênticos).

Outros eventos provam a natureza univitelina dos episódios. Por exemplo: o ministro Gilmar Mendes, que fora dos autos padece de incontinência verbal mais própria a salões de beleza, atacou pela imprensa de forma pouco protocolar, para dizer o mínimo, as decisões daqueles seus pares na Corte. A Mello, chamou de maluco; a Fux, de surtado. Não, não… me desculpem. Não foram essas suas palavras exatas. Mas, em se tratando do referido autor e de tal estilo, certamente Sua Excelência não se ofenderá com a livre interpretação das críticas que, de público, quis fazer. Mas a mais significativa identidade entre os dois casos se dará no seu destino: ambos resultarão em nada. Vejam só: no primeiro evento, Renan deixou a linha sucessória do Planalto, como se a hipótese de sua unção à cadeira de Temer, noves fora salamaleques, figurasse no horizonte real do país. Na mesma “sentença”, reforçando a profusão de bolhas de sabão, o imbatível cacique alagoano foi solenemente mantido no comando do Congresso – mas por efêmera quinzena, já que seu mandato na função expira antes do Natal.

No segundo evento, mesmo que não seja cassada, a liminar de Fux devolveu à origem projeto que a Câmara já havia votado e sacramentado. Ora, recebendo de volta o filho feio, bastará aos deputados, caso desejem, engavetar a matéria por milênios, deixando que, como tantas outras, morra de mofo. Enfim, há algo de alucinógeno em todo esse carnaval das mais altas autoridades do país. O chato é perceber que a onda deve ser boa, pois duradoura, mas inacessível aos morais que pagam pela festa.

Ricardo Boechat é apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, colunista da revista ISTOÉ e ganhador de três prêmios Esso.
 

sábado, 10 de dezembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT



PARQUE OLÍMPICO: RETRATO DO RIO E DO BRASIL




LEGADO OLÍMPICO?

Três meses após o fim das competições, o Parque Olímpico,
na Barra da Tijuca, está abandonado. É triste, incompreensível.

POR RICARDO BOECHAT
ISTO É ON-LINE
09/12/2016 | 18h

Com o ano quase chegando ao fim e para celebrar a comunidade global de mais de 500 milhões de usuários ativos, o Instagram olhou para trás e identificou os principais momentos de 2016 na comunidade da plataforma.

Durante o ano, o Instagram tem sido um pulso do que acontece no mundo – de notícias a cultura. Entre os espaços esportivos mais “Instagrammados” do planeta, com base em geotags (ferramenta que utiliza de dados GPS para marcar sites, fotos, vídeos, QR codes e mais com uma localização específica), o Madison Square Garden, em Nova York, está em primeiro lugar.

Na sequência vem o Wrigley Field, em Chicago, Dodger Stadium, em Los Angeles, e Fenway Parke, em Boston. O Brasil está em honroso quinto lugar, com o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Fato compreensível, já que durante a Rio 2016 as luzes estavam voltadas para o local, onde ocorreram inúmeros eventos.

Incompreensível e triste é constatar que, três meses após o fim das competições, o local está abandonado. Entre arenas que viviam lotadas tem resto de material por todos os lados, incluindo estruturas do que antes eram lojas, restaurantes etc. Papelão, compensado, garrafas plásticas e tudo que se possa imaginar são vistos no chão.

Até o fim desse mês, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos tem que recolher tudo e entregar o local para a Prefeitura do Rio. Quando o espaço será reaberto para o público? A pergunta não tem resposta, já que a concorrência para escolha de uma empresa para administrar o local foi adiada cinco vezes, por inconsistências no edital.

Antes da festa começar, o projeto previa a entrega do espaço urbanizado e pronto para o uso público agora em janeiro. Certamente não vai dar. Cariocas e turistas dificilmente vão ter que achar outro lugar. E, portanto, não contribuirão para que o Parque Olímpico alcance uma posição melhor, entre os espaços esportivos mais Instagrammados do planeta. Aliás, a julgar pela morosidade das autoridades, o quinto lugar daqui a pouco pode virar sexto, sétimo, oitavo etc.

Infelizmente, não vai dar pódio nesse Verão.

(*) Ricardo Boechat é apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, colunista da revista ISTOÉ e ganhador de três prêmios Esso

sábado, 3 de dezembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT

Resultado de imagem para IMAGENS PLENÁRIO CÂMARA FEDERAL 30/11
MAIA PRESIDE A SESSÃO DA VERGONHA (FOTO:UOL)





OS DEZMEDIDOS

POR RICARDO BOECHAT
ISTO É ON-LINE
02/12/2016 – 18H00


Câmara dos Deputados, Sessão 30/11

Ignóbeis, devassos, indecentes, indecorosos, obscenos, velhacos, venais, infames, vis, torpes, repulsivos, asquerosos, ascosos, repelentes, nojosos, repugnantes, imorais, desfaçados, atrevidos, cínicos, perversos, debochados, corruptos, zombeteiros, ordinários, patifes, libertinos, ardilosos, solertes, vulpinos, depravados, traiçoeiros, versutos, canalhas, desprezíveis, insignificantes, rabacués, débeis, fracos, vergonhosos, ladrões, ocos, inescrupulosos, nojentos, nauseantes, indignos, tarados, reles, grosseiros, soezes, xumbregas, defeituosos, perversos, malvados, covardes, medrosos, duvidosos, ambíguos, anfibológicos, ardilosos, insidiosos, furtadores, gatunos, larápios, ratoneiros, tungadores, enganadores, tapeadores, trapaceiros, embusteiros, mofatrões, alicantineiros, impostores, falsários, vigaristas, vagabundos, malandros, cafajestes, vadios, pilantras, crápulas, calhordas, degenerados, pulhas, finórios, safados, descarados, abomináveis, cínicos, indecentes, vergonhosos, traíras, bucaneiros, desagregadores, assaltantes, miseráveis, aéticos, avarentos, salteadores, falsos, mentirosos, abjetos, cruéis, fraudulentos, trambiqueiros, punguistas, hipócritas, fingidos, santarrões, beatorros, bandidos, quadrilheiros, meliantes, desavergonhados, balandrões, bazofiadores, fanfarrões, bufões, gabolas, rabulões, cruéis, vendidos, ridículos, prepotentes, déspotas, opressores, pervertidos, tiranos, risíveis, vulgares, insensatos, inconsequentes, dejetos, usurários, pusilânimes, violentos, desleais, assassinos, insanos, dementes, loucos, desajuizados, desvairados, bandoleiros, malucos, tresloucados, desatinados, alucinados, doidivanas, perdulários, esbanjadores, vermes, traidores, míopes, pretensiosos, conspiradores, mesquinhos, podres, súcias, desequilibrados, preguiçosos, putrefeitos, apodrecidos, grotescos, caricatos, corja, soberbos, súcia, maledicentes, desonrados, desacreditados, capciosos, cavilosos, gananciosos, presunçosos, arrogantes, insolentes, vaidosos, cáfilas, cambada, gentalha, malta, bestas, cavalgaduras, ignorantes, mafiosos, irresponsáveis, perversos.