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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO


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BOLSO VAZIO: OBRA DO PT E ALIADOS


ESQUERDA E DIREITA INSISTEM NA TOLICE
DE QUE LAVA JATO DECIDIU COR DA ELEIÇÃO

Por Reinaldo Azevedo
UOL – 07/10/2016, às 02h00

É evidente que o PT e as esquerdas não esperavam sofrer uma derrota na dimensão da que se viu no domingo. Noto que meus colegas "progressistas" do colunismo se mostram soturnos. Estavam preparados e treinados para apontar as conspirações do Michel Temer, da "mídia", do capital e das elites de sempre, que estão dando sucessivos golpes desde 1954, como se sabe...

Só não contavam com a conspiração do povo. Aí já é demais! Já há quem tangencie a crítica à velha "democracia burguesa", com seus múltiplos instrumentos de dominação ideológica para induzir o povo a fazer escolhas contrárias a seus interesses. Mais um pouco, será preciso resgatar dos escombros "As Veias Abertas da América Latina", "Para Ler O Pato Donald" e "O Capital: Conceitos Fundamentais".

Fico um tanto impressionado, para citar o que já é um clichê, que não tenham aprendido nada nem esquecido nada. É bem verdade que o moralismo tosco que volta e meia sopra lá de Curitiba – e o "moralismo" é o túmulo da moral – induz muita gente ao erro. À direita e à esquerda, há quem realmente considere que Dilma só caiu por causa da Lava Jato e que a sova eleitoral sofrida pelo PT deve ser creditada na conta de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol, os nossos candidatos, respectivamente, a Robespierre e Marat do terror das Luzes.

“Sair do vermelho é muito mais do que punir algumas dezenas
de larápios que se apoderaram do Estado ou lhes aplicar
uma derrota eleitoral avassaladora. O povo votou com o bolso.
Já é hora de falar de um Evangelho”


A esquerda gosta de acreditar nessa bobagem porque isso reforça a tese do complô e do golpe. Marilena Chaui, por exemplo, está convicta de que Moro foi treinado nos EUA com o fito de ser a ponta de lança de um projeto que busca destruir a soberania do Brasil nos séculos 21 e 22. Só isso. E certa direita abobada vibra com a possibilidade de a política ser exercida numa delegacia de polícia, onde, então, estaríamos mais seguros. Apoia as "Dez Medidas do MP" sem nem saber o que elas escondem de bom e de ruim.

Cadê os nossos marxistas? Cadê os nossos liberais?

Será assim tão difícil concluir que povo próspero vota na conservação do statu quo? Será assim tão complicado constatar que a mistura de crise econômica com eleição resulta em mudança – boa ou má? Ainda bem que é assim. É um sinal de que a população não se deixou capturar passivamente pelo sofrimento, o que se traduziria em conformismo e desesperança.

Infelizmente, isso a que as esquerdas chamam de "guinada à direita" ainda não revela a afirmação de valores que eu classifico de "conservadores" – conservadores, bem entendido, de instituições. Por enquanto, estamos na fase puramente reativa. Nestes dias, a população apenas acerta as suas contas com o PT, punindo-o pelo mal que fez a seu bolso, a seus sonhos de futuro, a seus anseios de ascensão social.

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VEJA.ABRIL.COM.BR


É preciso que o conservadorismo institucionalista entre para valer na guerra de valores para que o país, com efeito, saia do vermelho. E não só na propaganda.

Os partidos e forças que ajudaram a depor Dilma – em razão de seus crimes, de suas escolhas e de seus deméritos – precisam deixar clara a importância que teve o gigantismo estatal tanto na criação e consolidação da organização criminosa como no desastre econômico a que nos conduziu o PT.

Sair do vermelho é muito mais do que punir algumas dezenas de larápios que se apoderaram do Estado ou lhes aplicar uma derrota eleitoral avassaladora. O povo votou com o bolso. Já é hora de falar de um Evangelho.



sábado, 3 de setembro de 2016

POLÍTICA: REINALDO AZEVEDO

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DUQUE ACHOU MELHOR ABRIR O BICO

DUQUE RELATA À LAVA JATO REUNIÕES COM LULA
PARA DISCUTIR DIVISÃO DE PROPINA NA PETROBRAS

Por Reinaldo Azevedo - 02/09/2016 às 22:08

Na VEJA.com:

Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, declarou ter se reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, a fim de debater divisão de propina em contratos da petrolífera. A informação foi revelada em reportagem do Valor Pro, do jornal Valor Econômico.

Segundo o depoimento de Duque, indicado pelo PT ao cargo da companhia, essas reuniões ocorreram na sede do instituto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Ele está em negociações avançadas de um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e disse ter como provar o que relata.

De acordo com a reportagem, o ex-executivo “já prestou informações escritas aos investigadores por meio de anexos elaborados por seus advogados” e o “material é considerado relevante”. Os procuradores da força-tarefa devem receber outros papéis com novas informações a partir de 8 de setembro.

O Valor também “apurou que Duque fez um relato sobre o que chamou de verticalização das ordens de comando na Petrobras. Segundo ele, as decisões tomadas pela estatal que – deveriam obedecer a critérios técnicos – eram ordenadas com viés político.”

VEJA tenta contato com a defesa do executivo.


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO

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LEWANDOWSKI, POR NANI

O ÚNICO GOLPE A QUE SE ASSISTIU
FOI O DADO POR LEWANDOWSKI

Por Reinaldo Azevedo – UOL – 02/09/2016 - 02h00

Os petralhas deixaram o poder. Não sinto saudade antecipada nem terei crise de abstinência. Sei que continuarão rondando. É da natureza rapace das hienas. Não estão só no PT. A rosa teria igual perfume se tivesse outro nome, a exemplo do monturo moral caso se chamasse rosa. O petralhismo é uma legião.

Está no PSOL, no PSTU, na Rede – nesse caso, vem acompanhado com uma espuma de Banco Central independente e uma redução de ecologia balsâmica. Mas a crença é a mesma. A cozinha molecular de Marina Silva tem a idade do atraso.

Um bando de vagabundos, protegidos por boa parte da imprensa paulistana, voltou a causar tumulto em São Paulo no pós-impeachment. Como sempre, meia dúzia de gatos pingados. Como sempre, depredaram agências bancárias. Como sempre, queimaram lixeiras. Como sempre, atacaram a polícia. Uns tontos picharam a porta desta Folha com a palavra "golpista".

Justamente a Folha, o maior celeiro de colunistas de esquerda do país. Há mais colunistas de esquerda na Folha do que no "Granma", o jornal oficial do Partido Comunista de Cuba. Esquerdista é assim: não respeita clube que o aceita como sócio. Esquerdistas são como Gleisi Hoffmann: pensam que a Casa que os abriga não tem moral.

A PM teve de recorrer a bombas de gás. Sabem como é... A democracia de uniforme precisa de meios de dissuasão. Leio no "O Estado de S. Paulo" que, na quarta à noite, "em menos de dois minutos, os policiais lançaram 10 bombas"... Não entendi se o jornalista acha muito ou acha pouco...

Se o bando estiver quebrando um banco, atacando um prédio público ou tentando rachar a cabeça de adversários, como de hábito, acho pouco. Se estiver lendo os Evangelhos e atrapalhando o trânsito, acho muito.

Eis um vício, um sestro, uma deformação mesmo, muito típica da imprensa paulistana. A PM está sempre errada, mesmo quando certa. Entendo a razão: boa parte da mão de obra é contratada entre formados de jornalismo que tiveram aulas com professores do PSOL e do PSTU. Há até moderados dando aula. São os petistas... Mesmo quando manifestantes batem em jornalistas, estes sempre compreendem por que estão apanhando.

“Esquerdista é assim: não respeita clube que o aceita como sócio.
Esquerdistas são como Gleisi Hoffmann:
pensam que a Casa que os abriga não tem moral”


Eis o tipo de gente que o PT e Dilma mobilizam com a sua conversa mole de golpe.

O único golpe a que se assistiu na quarta-feira foi o desferido por Ricardo Lewandowski ao ignorar a letra explícita da Constituição. O parágrafo único do artigo 52 da Carta não deixa margem a interpretações. Vota-se a "perda do cargo, COM inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis." E ponto!

A menos que o senhor presidente do Supremo me apresente um tratado sobre o sentido derivado da palavra "com", ele rasgou a Constituição. Quero discutir gramática com Lewandowski. Cabe mandado de segurança. Cabe ADPF. Rodrigo Janot terá a coragem?

Qualquer decisão que não atrele a inabilitação à perda do mandato é exercício picareta do direito. Se o fundamento teve uma aplicação torta (e teve!) no caso Collor de Mello, dois erros não fazem um acerto. Em dobradinha com Renan Calheiros, Lewandowski resolveu sobrepor um artigo meramente procedimental do Regimento Interno do Senado a um fundamento constitucional.

REINALDO AZEVEDO É JORNALISTA

Nas ruas, os dilmistas queimam lixo e pneus; no Senado, Lewandowski e Renan Calheiros queimam a Constituição.

Dia desses, chamando-me várias vezes de cachorro, Guilherme Boulos, a hiena, perguntou no site da Folha o que eu escreveria quando o PT se fosse.

Em país em que há Lewandowski, Boulos e Renan, infelizmente, fala-se menos de rosa do que de monturo moral.

Ah, sim! Tchau, petralhas! É só o começo.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO

Resultado de imagem para ILUSTRAÇÃO DILMA GUERRILHEIRA
E CABEÇA ORDINÁRIA

DILMA TEM DE SER
COERENTE COM O QUE DIZ
E VOLTAR À LUTA ARMADA

Por Reinaldo Azevedo –  01/09/2016 às 4:48


Não sei se entendi direito a fala da ex-presidente Dilma. Temos uma incompatibilidade fundamental. Eu sou fanaticamente lógico. E a presidente é patologicamente ilógica. Então as coisas se complicam entre nós. Eu aposto sempre no sentido das palavras. Dilma é viciada em anacolutos sintáticos e mentais. Então vamos lá.

Ela resolveu abusar da fala condoreira em seu primeiro pronunciamento depois do impeachment, cercada de sua Armata Brancaleone. E disparou:

“Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado. Esse é segundo golpe que enfrento na vida. O primeiro, um golpe militar apoiado na truculência das armas da repressão e da tortura, que me atingiu quando eu era uma jovem militante. O segundo, parlamentar, desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica que me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo. É uma inequívoca eleição indireta”.

Mas calma que vem mais. E aí será preciso juntar o trecho abaixo ao anterior:

“Sei que todos nós vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer. Repito: a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer (…). Nós voltaremos para continuar nossa jornada rumo ao Brasil em que o povo é soberano”.

Para onde isso leva Dilma? Entendo que de volta à luta armada, ora bolas! Vamos ver. Se ela diz que esse é o segundo golpe que enfrenta — em março de 1964, tinha 16 anos; se ela diz que o que muda é só a forma; se ela prega “a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer”, o que devo concluir? É para pegar de novo na metranca! Acho que Dilma tem de cair na clandestinidade e aderir de novo à luta armada.

"Os crimes cometidos por esta senhora e por seu partido
são muito mais graves do que os de responsabilidade.
São crimes de lesa pátria"

Convenham: oposição, mesmo “a mais determinada”, entendo, se faz no Congresso e nos espaços institucionais quando se está numa democracia. Quando se trata de enfrentar o golpe, o limite da determinação há de ser a porrada. Aliás, enquanto ela fazia esse discurso, seus partidários saíam depredando lojas e bancos em São Paulo e metendo fogo em bens públicos.

Dilma chama a maior recessão da história do país, decorrência do seu governo desastrado, de “projeto nacional progressista, inclusivo e democrático”. Segundo ela, o dito-cujo está sendo “interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal.”

Aquela que comandou o governo que quebrou a Petrobras, onde se acoitava uma quadrilha de ladrões e vagabundo, diz que seus adversários “vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social”. O bom é capturar o Estado e colocá-lo a serviço de um bando.

A mulher que é figura central das delações de algumas das mais vistosas personagens do escândalo sob investigação afirma: “Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado”.

E voltou com o discurso terrorista já conhecido: “O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.”

REINALDO AZEVEDO É JORNALISTA

Os desastres protagonizados por Dilma fizeram a economia recuar, em muitos indicadores, a números de 10 anos passados. Para vocês terem uma ideia, a dívida bruta brasileira em relação ao PIB só voltará ao patamar de 2013 no ano de 2030.

Os crimes cometidos por esta senhora e por seu partido são muito mais graves do que os de responsabilidade. São crimes de lesa pátria.

De todo modo, dado o seu discurso, espero a qualquer momento que anuncie a adesão a algum novo grupo terrorista.

Nota: três senadores discursaram contra a perda dos direitos políticos de Dilma. E os três falaram em conciliação e mão estendida: Kátia Abreu (PMDB-TO), João Capiberibe (PSB-AP) e Jorge Viana (PT-AC).

Parece que Dilma prefere outra coisa.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO

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ARQUIVO GOOGLE
OS "RAPAZES" FIZERAM ESCOLA


15 ANOS DEPOIS DE CRIADA A PALAVRA,
OS PETRALHAS ESTÃO NO OLHO DA RUA

Por Reinaldo Azevedo –   31/08/2016 às 5:11

Quinze anos depois de eu ter criado a palavra “petralha” para designar as práticas dos petistas em Santo André, lá se vão eles. Morrem com retrato e com bilhete, mas sem luar, sem violão. Sei muito bem o peso de enfrentá-los ao longo dos anos. Hoje é fácil. Felizmente, os grupos de oposição ao petralhismo se multiplicaram. E ninguém corre o risco de morrer de solidão por enfrentar a turma. Alguns o fazem até por oportunismo. Outros ainda porque farejam uma oportunidade de negócios. O tempo que depure as sinceridades, as vocações, as convicções. Não serei eu o juiz.

Sinto-me intelectualmente recompensado. A razão é simples. Desses 15 anos de combate, 10 estão no arquivo deste blog, vejam aí. Houve até um tempo em que um blogueiro petista sugeriu à grande imprensa que tentasse investigar quem eram e como viviam os leitores desta página. Afinal, integrávamos o grupo, dizia ele, dos apenas 6% que achavam o governo Lula ruim ou péssimo. E é claro que os companheiros tentaram transformar a repulsa ideológica ao partido num crime.

A recompensa intelectual não se confunde, nesse caso, com vaidade. A minha satisfação não decorre de ter antevisto a queda dos brutos. Isso seria fácil. Em algum momento, claro!, eles cairiam, ainda que fosse pelas urnas. O meu conforto deriva do fato de que, então, eu não via fantasmas quando apontava a máquina formidável de assalto ao Estado que se havia criado. Ela se destinava não só a enriquecer alguns canalhas como a assaltar as instituições.

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AMARILDO
ENGANARAM MUITA GENTE POR MUITO TEMPO

Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu exagerava! Ah, quantas vezes tive de ouvir que a palavra “petralha” designava, na verdade, um preconceito! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu criminalizava no PT o que considerava normal e corriqueiro nos outros partidos! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu estava a serviço do tucanato! Essa última acusação, diga-se, em tempos mais recentes, também ganhou as hostes da extrema direita caquética, que precisava que o PT fosse um monstro invencível para que sua ladainha impotente e escatológica continuasse a se alimentar da paranoia dos tolos.

E, no entanto, as coisas estão aí. Os petralhas foram derrotados por sua alma… petralha! Porque a maioria dos brasileiros pôde, afinal, enxergá-los como eles de fato são.

Não! A palavra “petralha” nunca designou apenas uma caricatura a serviço do embate ideológico. Os petistas adorariam que assim fosse. A máquina de propaganda esquerdista tentou até criar o contraponto à direita, que seriam os “coxinhas”. Mas foram malsucedidos no intento. Porque, afinal, de um coxinha, pode-se dizer o diabo. Mas uma coisa é certa: coxinha, em nenhuma de suas acepções, virou sinônimo de ladrão. Marilena Chaui, aquela, pode achar um coxinha reacionário, preconceituoso, abominável… Mas não tenho a menor dúvida de que ela confiaria sua carteira a um coxinha e jamais a deixaria à mercê de um de seus pupilos petralhas.

José Eduardo Cardozo e os demais petistas se zangam quando se diz que Dilma caiu pelo “conjunto da obra”. No seu entendimento perturbado do mundo, entendem que se está admitindo que ela não cometeu crime de responsabilidade. Trata-se, obviamente, de uma mentira. Sim, o crime foi cometido, mas é fato que ele não teria sido condição suficiente, embora necessária, para a deposição. Foi, sim, o jeito petralha de governar que derrubou a governanta, aliado a uma brutal crise econômica, derivada, diga-se, desse mesmo petralhismo: não fosse a determinação de jamais largar o osso, a então mandatária teria tomado medidas para evitar o abismo. Ocorre que ela não devia satisfações ao Brasil, mas ao projeto de poder, tornado realização, que havia se assenhoreado do Estado e que vivia de assaltá-lo.

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 A resistência venceu. Ao longo dos anos de contínua depredação da verdade e da lógica, soubemos manter as nossas instituições e reagimos com a devida presteza todas as vezes em que eles tentaram mudar os códigos do regime democrático. Não estão mortos. Não estão acabados. Estão severamente avariados, e cumpre aos defensores da democracia que sua obra seja sempre lembrada como um sinal de advertência. Até porque, a exemplo de todas as tentações totalitárias, também a petista tem seus ditos intelectuais, seus pensadores, seus… cineastas. As candidatas a Leni Riefenstahl do petismo, sem o mesmo talento maldito da original, não conseguiram fazer a epopeia do triunfo; então se preparam agora para fazer o réquiem, na esperança de que o ressentimento venha a alimentar o renascimento.

Vem muita coisa por aí. Não completamos nem o primeiro passo da necessária despetização do Estado. O trabalho será longo, vai durar muitos anos. Não temos como banir os petralhas da política, mas é um dever civilizacional combater suas ideias, enfrentá-los, resistir a suas investidas — e pouco importa o nome que tenham.

Publiquei “O País dos Petralhas I”.

Publiquei “O País dos Petralhas II”.

Anuncio aqui, para breve, fechando o ciclo, o livro “Petralhas Go”.

Acabou.

Eles perderam. A democracia venceu.

REINALDO AZEVEDO É JORNALISTA

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO

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A FARSA: DOCUMENTÁRIO PETISTA

O PRIMEIRO DIA DO JULGAMENTO:
PETISTAS ESTRELAM UMA FARSA
E ATUAM PARA UM FILME

BLOG DO REINALDO – 26/08/2016 às 1:27

(Por Reinaldo Azevedo) Um espetáculo deprimente. A isso se assistiu nesta quinta-feira, no primeiro dia do julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff. Os petistas e assemelhados sabem que nada mais têm a perder a não ser a vergonha. E a perdem com impressionante ligeireza. Estão, como veremos, estrelando uma farsa. Estão posando para as câmeras.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) desponta como exemplo de truculência sem limites, a não reconhecer nem mesmo a instituição que a abriga. Disse ao menos duas vezes que o Senado não tem moral para julgar Dilma — um julgamento comandado pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. A primeira gerou um bate-boca em que Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Ronaldo Caiado (DEM-GO) de “canalha”, ouvindo deste que é um viciado em drogas que tem de “fazer teste antidoping”.

Na segunda vez, Gleisi foi advertida por Lewandowski: “Não volte a mencionar essa expressão”. A mulher do ex-presidiário preventivo Paulo Bernardo não se deu por achada: “Essa Casa conspirou contra a presidente Dilma, tivemos as pautas-bombas”.

O petista Paulo Rocha (PT-PA) vociferou, num determinado momento, que havia membros do Judiciário com posição política. E citou nominalmente Gilmar Mendes, que foi defendido pelos senadores Ana Amélia (PP-RS) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Não por acaso, o senador ataca um dos apenas três de onze ministros que não foram nomeados por Lula ou por Dilma.

Os petistas, escoltados sempre pela barulhenta Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), sabem que a causa está perdida. Agora buscam provocar o maior dano possível ao governo em curso, que se tornará definitivo em breve, e ao Brasil. O que se quer a todo custo é dar verossimilhança à narrativa do golpe. Um documentário defendendo essa tese está sendo rodado. Quando os petistas estrilam, estão, na verdade, representando. Ainda que sejam patetas se fingindo daquilo que deveras são.


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YOUTUBE


TESTEMUNHA INFORMANTE

A testemunha de acusação mais articulada, preparada e técnica, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, falou como informante, não mais como testemunha. A sua suspeição foi pedida pela defesa de Dilma porque ele chegou a se manifestar no Facebook em favor dos protestos pró-impeachment.

Que importância isso tem? Nenhuma! Aliás, o informante é até mais livre do que a testemunha, que é instada, afinal, a falar apenas sobre coisas que presenciou, com o compromisso de dizer a verdade. As obrigações de um informante são bem menores.

Ocorre, meus caros, que o juiz, nesse caso, são juízes — 80 ou 81 se Renan Calheiros votar. Se o mais uma vez muito preciso e técnico depoimento de Oliveira foi o de uma testemunha ou de um informante, eis uma coisa de uma irrelevância danada. Não será isso a definir o voto do senador, mas a qualidade do que foi dito.

A defesa de Dilma tem lá as suas graças. Uma de suas testemunhas é o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, sócio e membro do conselho editorial da revista “Carta Capital”, abertamente contrária ao impeachment — mesma posição de Belluzzo — e aquinhoada, nos tempos do petismo, com generosa verba publicitária oficial. Será que ele pode ser testemunha?

Ester Dweck, outro nome apresentado pela Afastada, foi nomeada para um cargo no Senado pela insaciável Gleisi Hoffmann. Talvez a acusação não devesse arguir a sua suspeição. Assim eles são obrigados a dizer a verdade. Pode ser mais divertido.

REINALDO AZEVEDO


DOCUMENTÁRIO

E podem se preparar! Os petistas e afins estão armando um verdadeiro circo porque, a esta altura, já se comportam como atores. São farsantes! Como informou VEJA.com, existe um projeto chamado “Impeachment”, que consiste num documentário dirigido por Petra Costa.Trata-se de tentar emprestar verossimilhança à tese mentirosa do golpe. Quando Lindbergh,
Vanessa e Gleisi fazem suas estripulias, sabem que estão sendo filmados. Querem depois parar no cinema.

Desde 13 de março, segundo a reportagem, quando houve a maior manifestação da história — e foi a favor do impeachment —, Petra diz ter mais de 500 horas de gravação.
Reproduzo um trecho da reportagem, que explica o filme crítico ao impeachment:

“Lula emerge como um dos principais personagens da história, que deverá ser exibida no Brasil e no exterior em 2017. Nos últimos meses, o ex-presidente tem montado uma agenda pensada com o objetivo de produzir imagens que se encaixam no enredo.

VEJA acompanhou os bastidores das gravações realizadas em julho no Recife e no interior de Pernambuco. Ali, tudo parecia uma encenação. Enquanto criticava o presidente interino Michel Temer e o juiz Sergio Moro, Lula olhava para as câmeras, gesticulava, abraçava crianças, acariciava trabalhadores.

Durante uma visita a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), um drone filmava o ex-presidente caminhando no meio de uma plantação. Num dado momento em que o aparelho se aproxima, ele ergue para o céu um punhado de mandiocas que haviam sido colhidas e faz uma breve saudação, sorrindo para a câmera”.

ENCERRO

Toda a gritaria de petistas e afins, a que vocês assistirão até a hora final, é parte de uma encenação grotesca.

Os farsantes, ora vejam!, dedicam-se a uma farsa. Faz sentido.



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO


REINALDO AZEVEDO




A MORTE DO SOLDADO HÉLIO
E NOSSAS MAZELAS E VIRTUDES.
OU: BELTRAME TEM QUE SAIR

(Por Reinaldo Azevedo) Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, está morto. Ele era membro da Força Nacional. Nesta quarta-feira, por engano, entrou no Complexo da Maré, no Rio, numa viatura da corporação. Os traficantes lhe acertaram um tiro na cabeça. Internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para uma cirurgia de urgência, que durou quatro horas e meia, não resistiu e morreu nesta quinta.

Pois é…

Qual é o Brasil real? Este que mata um inocente com um tiro na cabeça ou aquele que faz uma abertura grandiosa do evento e que abriga os jogos, apesar de alguns sobressaltos, de forma bastante satisfatória?

Os retóricos condoreiros tenderiam a dizer que real mesmo é o país que mata Hélio. Aquele da solenidade de abertura seria só uma fantasia.

Discordo, é claro! Os dois países são reais: tanto aquele em que um bandido acerta um tiro na cabeça de um policial como o outro, capaz de lidar com o sublime. O Brasil que dá certo nos lembra de que podemos, sim, ser melhores. Não somos natural e congenitamente avessos à qualidade, ao saber técnico, à competência.

Em larga medida, o que infelicita o país é a ligeireza com que determinadas correntes de pensamento afrontam o óbvio, o elementar.

A forma como o estado do Rio vem cuidando da segurança pública nos últimos 10 anos não passa de um delírio coletivo de supostos bem-pensantes.

É claro que, cotidianamente, muitos outros atos violentos são praticados sem que ninguém saiba. A morte de um homem da Força Nacional vira um símbolo porque ele foi convocado justamente para aumentar a segurança, garantindo que os Jogos Olímpicos ocorram em paz.

A política de ocupação pacífica das favelas não passa de uma narrativa de ficção tendente a alimentar consciências eventualmente culpadas. Ainda não se inventou uma alternativa eficaz à prisão de bandidos. Espantá-los ou redistribuí-los entre “comunidades” ainda não-pacificadas é uma escolha errada na origem.

Parece claro que o ciclo José Mariano Beltrame, no Rio, chegou ao fim. Não duvido da sua honestidade pessoal e de sua honestidade de propósito, mas cobro que ele tenha a humildade de confessar o insucesso de suas escolhas.

Uma verdade se mostra insofismável: mesmo nos locais em que se instala a tal Unidade de Polícia Pacificadora, o controle do território ainda está com o narcotráfico. E, meus caros, sem a conquista territorial, não se faz nem a guerra nem a paz.

E, ora vejam, o Rio nem chega a estar entre os cinco estados mais violentos do país. Mas é o único, sim, em que uma política de segurança pública notavelmente inepta é vendida ao distinto público como uma fantasia integracionista.

É lamentável.