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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SINTO VERGONHA DE MIM

De Cleide Canton, com falas de Rui Barbosa
Na interpretação de Rolando Boldrin




Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!

(Publicado em 19/02/2014)



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

CHÁ DAS CINCO: RUI BARBOSA


paffaroartes.blogspot.com 



Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem.

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As leis são um freio para os crimes públicos - a religião para os crimes secretos.

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Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam. Antes, se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

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A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições.

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De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

educaja.com.br 

Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada. 

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Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!

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O Exército pode passar cem anos sem ser usado, mas não pode passar um minuto
sem estar preparado.

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A palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade.