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quarta-feira, 20 de março de 2019

ESTOU Á VENDA

Resultado de imagem para ILUSTRAÇÃO PARA VENDO-ME
Aproveitem: estou em liquidação


Levei anos, décadas, mas descobri minha vocação: quero ser protestante. Que pastores não se animem. Sou meio desgarrado de igrejas, em especial das estridentes. Nunca fui chegado a ser membro de rebanho. Erro com minhas próprias pernas. Não me queixo das "graças" que obtive, muito embora não esteja convencido de meus merecimentos. Além do mais, a situação econômica não me permite pagar por "milagres" de procedência e efeitos duvidosos. Quero ganhar a vida protestando – de forma lucrativa. Afinal, como dizem, o mar não está para peixe. Tempo bicudo, o nosso.

O ramo de protestos se profissionalizou muito nos últimos tempos. Diria mesmo que, nesse quesito, superamos Estados Unidos e Europa. De uns tempos para cá, temos até protestos a favor do governo. Segundo dizem, estes são os de melhor remuneração.

Claro que há sempre o risco de o profissional do protesto tomar umas cacetadas dos policiais. Mas jamais tive a pretensão de ocupar a linha de frente, ter a cara estampada nos jornais e na televisão. Não sou candidato a nada. Quero fazer parte da turma do fundão. A paga é menor, sei, mas não preciso apanhar para sobreviver. Melhor dizendo: tenho, do ponto de vista financeiro, apanhado além do razoável.

A lista de vantagens de ser protestante profissional é grande, compensa os esqueletos do ofício. Com roupa, pouco se gasta. Até porque não pega bem ir aprumado num protesto. Tem mais: a onda agora é ir pelado. Também é muito bom ser livre, deixar de ser escravo das crenças. Que beleza poder ser a favor e contra isso ou aquilo na mesma semana.


Pagou, levou meu protesto. Cobro barato. (OS)


(De 24/10/2013 - atualizado em março de 2019)

domingo, 15 de março de 2015

ZÉ & MIGUÉ

correio.rac.com.br

Verdade seja dita: só faltou o tal do Mercadante – aí, sim: o filme B tomaria ares de baita produção – na entrevista coletiva concedida pelos ministros José Eduardo Cardoso e Miguel Rosseto para explicar o que para eles, mais que inexplicável, é inaceitável: o sucesso dos protestos contra o desgoverno daquela que os trata, com a “delicadeza” de sempre, como cachorros vadios.

Um festival de platitudes e mentiras, a entrevista.

O PT e o governo Dilma não toleram a divergência, embora jurem o contrário. Para eles, quem não reza por sua cartilha errática, é golpista. Quem liderou o “FORA, FHC” e o pedido de impedimento de Collor? Por que Dilma não pode, se for o caso, tomar um chute na bunda?

Claro que o ódio não constrói. Mas quem desde sempre semeou a cizânia? Quem desde sempre quis separar nordestinos e nortistas dos sulistas? Quem desde sempre mentiu tanto e de forma sistemática, botando uns contra outros, corrompendo com dinheiro público milícias como a do MST?

Malandros: vão se catar!


sábado, 14 de março de 2015

NÚMEROS & PROTESTOS

migueljc

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO
VIA JONAL DA BESTA FUBANA

Alguém melhor informado pode me dizer quantas pessoas, aproximadamente, estiveram presentes na passeata de ontem na Paulista, em prol do governo de Dilma e da Petrobras, como se fosse possível conciliar barbaridade dessas?

Para a CUT, MST e UNE, por lá estiveram cerca de 100 mil pessoas. Para a PM, os manifestantes somaram 12 mil – uma diferença gritante, como sempre. O que só reforça a tese de que os números não mentem jamais. Muito embora não se possa dizer a mesma coisa de quem os inventa.

Na dúvida, sempre fico com a PM. Até porque, em tese, ela tem por dever agir em prol das leis. O mesmo não se pode dizer do MST, não é?

Então, para que os fatos e números não sejam espancados, fiquemos assim: nas próximas manifestações, as autoridades responsáveis pela segurança e os promotores dos protestos organizarão filas e contratarão moças e rapazes munidos com aqueles aparelhinhos que contam, nas festinhas, o número de convidados presentes, para calcular a hora exata em que bebidas e comidas deixarão de circular pelo salão.

Afinal, os números merecem respeito. Ou não?    


SE SOUBESSE QUE HAVERIA LANCHE, CONDUÇÃO E GRANA, ATÉ EU TERIA IDO!

migueljc7
Fonte: Jornal da Besta Fubana

Ora, todo mundo é livre (ou deveria ser) para protestar contra isso ou aquilo. Agora, protesto a favor do governo, qualquer governo, é pênalti. Soa ridículo. Até porque é difícil encontrar um governo – em qualquer nível: municipal, estadual e federal – que, de fato, preste. Quer do ponto de vista ético, quer sob a ótica da competência. Nem falo da disparidade entre as promessas feitas no período eleitoral e os feitos após a posse. Claro que nem todos são iguais: uns prestam muito menos que outros. Esse me parece ser o caso da bagunça instalada por Dilma, seus “três porquinhos” e aliados.

***

O ridículo das manifestações pró-governo ganha massa muscular por várias razões:

1-    Como pode alguém ser a favor da Petrobras e do atual governo, ser contra a corrupção e o arrocho fiscal, se a turma que há doze anos domina o Palácio do Planalto transformou a Petrobras na Casa da Mãe Joana e terá que fazer o ajuste fiscal para compensar as lambanças econômicas que fez para se reeleger?

2-    CUT, MST e UNE – principais promotoras dos protestos de ontem (13/05) – são braços armados do petismo e do PC do B. Ou seja: são paus para toda obra, desde que não lhes faltem dindim. Que o governo, de um jeito ou de outro, não lhes deixa faltar.

3-    Cacilda! Se eu soubesse que haveria condução e lanche gratuitos, mais uns R$ 40 ou R$  50 para bater palmas, até eu teria ido. A situação anda difícil.

***
 
Se o gerente da Petrobras, o tal de Barusco, roubou tanto a ponto de devolver aos cofres públicos cerca de R$ 180 milhões, o que dizer dos que estavam acima dele?







quarta-feira, 23 de outubro de 2013

TEMPOS MODERNOS

Hoje, não basta mais ir às ruas e protestar. Tem que ir às ruas e protestar – pelado ou com máscaras.