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quarta-feira, 20 de maio de 2015

OUTRAS LEITURAS: PONDÉ (2/2)

culturacarioca.blogspot.com

Humildade é como coragem, só se mede coragem diante da morte ou de algo parecido. A mesma coisa com a humildade. Só se mede a humildade quando você tem razões objetivas para não ter humildade. Assim como a coragem não brota entre covardes, a humildade é uma agonia apenas para quem tem razões de ser orgulhoso.

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A paranóia é a consciência aguda da fragilidade da vida.

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Acreditar na educação é crer que com ela criamos novos seres humanos. Isso não acontece porque a maioria de nós professores, como todo mundo, ganha menos do que queria, é mais infeliz do que esperava, é mais sozinho do que sonhava, é muito menos importante do que imaginava. Esse não costuma ser um perfil indicado para "criar novos seres humanos" porque nele facilmente brota o rancor, o fracasso, a inveja e, por isso mesmo, a mentira.

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Nem todo mundo sofrerá da "maldição de amor", como diziam os medievais. Muita gente morre sem saber o que é essa doença. Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.

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Todo mundo que pensa um pouco vive com medo da força democrática (numérica) dos idiotas.

blogdojolugue.blogspot.com

De origem judaica, Luiz Felipe Pondé nasceu no Recife em 1959. Filósofo, ensaísta e médico, é professor de Ciências da Religião da PUC-SP e de filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Suas principais obras: “O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana” (2001), “Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana” (2004), “Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski” (2003), “Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Teologia e Literatura” (2009), “Contra um mundo melhor: Ensaios do Afeto” (2010), “O Catolicismo Hoje” (2011) e “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” (2012). A ideia e a filosofia de Pondé baseiam-se num certo pessimismo, na valorização das tradições religiosas ocidentais e no combate ao pensamento politicamente correto nos meios universitários. (fonte: www.e-biografias.net)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

OUTRAS LEITURAS: PONDÉ (1/2)

questaodeconfianca.blogspot.com

Sei que dizem que é fato científico, mas, para mim, que sou um medieval, só acredito na ciência quando vem no formato de resultados de exames de laboratório, e não quando tem a ONU no meio e gente nas bordas ganhando milhares para salvar o planeta.

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O perdão é maior do que a justiça, ele cabe onde a justiça não seria suficiente. É possível ser justo com alguma pessoa, sem perdoá-la
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O Viagra fez mais pela humanidade do que duzentos anos de marxismo.

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Logo criarão uma lei que proibirá as mulheres de serem bonitas em nome da auto-estima das feias e proibirão os homens bem-sucedidos de terem carrões em defesa da dignidade do ônibus ou do metrô. Duvida? Basta um mentiroso inventar que isso é necessário para um convívio democrático. Isso se chama a ditadura dos ofendidos.

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Se for para proibir Jesus, por que não proibir qualquer pregação? Pergunto-me por que não proíbem professores de pregar o marxismo em sala de aula e toda aquela bobagem de luta de classes e sociedade sem lógica do capital? Isso não passa de uma crendice, assim como velhas senhoras creem em olho gordo. Nas faculdades, torturam-se alunos todos os dias com pregações vazias como essas, que apenas atrapalham a formação deles, fazendo-os crer que, de fato, 'haverá outro mundo quando o McDonald's fechar e o mundo inteiro ficar igual a Cuba'.

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Toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa.



blogdojolugue.blogspot.com


De origem judaica, Luiz Felipe Pondé nasceu no Recife em 1959. Filósofo, ensaísta e médico, é professor de Ciências da Religião da PUC-SP e de filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Suas principais obras: “O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana” (2001), “Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana” (2004), “Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski” (2003), “Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Teologia e Literatura” (2009), “Contra um mundo melhor: Ensaios do Afeto” (2010), “O Catolicismo Hoje” (2011) e “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” (2012). A ideia e a filosofia de Pondé baseiam-se num certo pessimismo, na valorização das tradições religiosas ocidentais e no combate ao pensamento politicamente correto nos meios universitários. (fonte: www.e-biografias.net)


quinta-feira, 23 de abril de 2015

É A PREGUIÇA, ESTÚPIDO



Dia desses, no boteco, um conhecido muito chato, do tipo compenetrado, que nunca baixa a guarda, queria tratar de assuntos que, em nossa mesa ao menos, ninguém queria tratar. Afinal, estávamos ali para cuidar de temas relevantes em situações como essas, ou seja, de nada que tenha importância.

A certa altura, ele me perguntou por que escrevo pouco e por que, em geral, meus textos são curtos.

-- Para errar menos, encerrei o assunto.

Para vocês, conto toda a verdade: é a preguiça que me impulsiona.  

E faço minhas as palavras do filósofo Luiz Felipe Pondé:

-- A preguiça me persegue: quero ser rápido como quem rouba, assim como quem conhece a si mesmo e sabe que desgraçadamente cansa rápido de tudo que faz e quer. Minha inspiração dura pouco.