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quinta-feira, 19 de julho de 2018

HORA DA VITROLA: CLARA NUNES ("MENTE")

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Clara Nunes/ Foto: Kboing


MENTE
De Paulo Vanzolini e Eduardo Gudin
Na interpretação de Clara Nunes




Mente
Ainda é uma saída
É uma hipótese de vida
Mente
Sai dizendo que me ama
Mente
Espalha essa fama
Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente

Mente para dar um novo início
Ninguém liga sacrifício
Quando ele é o único meio
Pois na mentira meu amor
Crer eu não creio
Só pretendo que de tanto mentir
Repetir que me ama
Você mesmo acabe crendo

Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente

Mente para dar um novo início
Ninguém liga sacrifício
Quando ele é o único meio
Pois na mentira meu amor
Crer eu não creio
Só pretendo que de tanto mentir
Repetir que me ama
Você mesmo acabe crendo

Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente, mente, mente, mente.


domingo, 18 de março de 2018

HORA DA VITROLA ESPECIAL: PAULO VANZOLINI

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Foto: Arquivo Google

VOLTA POR CIMA

De Paulo Vanzolini (1962)
Intérprete: Noite Ilustrada



Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima


CUITELINHO

Recolhido do folclore do Pantanal de Mato Grosso
por Paulo Vanzolini e Antônio Carlos Xandó
Intérprete: Milton Nascimento, com Rolando Boldrin





Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia,ai,ai

Ai quando eu vim
da minha terra
Despedi da parentália
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes batáia,ai, ai

A tua saudade corta
Como aço de naváia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os óio se enche d´água
Que até a vista se atrapáia, ai...


MARIA QUE NINGUÉM QUERIA

De Paulo Vanzolini e Carlinhos Vergueiro
Intérprete: Carlinhos Vergueiro





Maria
que ninguém queria
eu resolvi reformar.
Levei ao dentista, paguei ao dentista, ensinei a falar
Fiquei satisfeito
Com o que tinha feito:
Serviço perfeito, trabalho de artista,
Mas Maria era esperta.
Esqueci a porta aberta
E ela fez a pista.

O tempo passou
Um dia Maria me procurou.
Seu jogo rasgou-me e já declarou
Que apesar do progresso
Que apesar do sucesso
Que tinha encontrado em seu caminho,
Apesar da riqueza
Conservava uma fraqueza
Pelo meu carinho.

Propôs que eu voltasse
E compartilhasse
Com tudo que tinha.
Jurou-me ser minha, toda, todinha
Com uma exceção natural
Eu não levei a mal
Mas no mesmo momento
Já descartei seu oferecimento

Orgulho eu não tenho
Mas sou homem demais
Para cinquenta por cento.

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Ilustração: Fausto

Paulo Vanzolini nasceu em São Paulo, em 25 de abril de 1924. Aos dez anos de idade, fez sua primeira visita ao Instituto Butantã e descobriu sua vocação: o estudo dos répteis. Quis fazer graduação em Zoologia, mas foi aconselhado pelo professor André Dreyfuss, fundador do Instituto de Biologia da USP, a cursar Medicina para obter uma formação mais ampla.

Durante a faculdade, morando no edifício Martinelli, no centro de São Paulo, integrou-se à vida boêmia da cidade. Formou-se em 1947, mas nunca exerceu a medicina. Casou-se no ano seguinte com Ilze, com quem teve cinco filhos. Em 1949, seguiu para Boston, onde doutorou-se em herpetologia. Dedicou-se à vida acadêmica. Foi diretor do Museu de Zoologia da USP, onde trabalhou por mais de 50 anos.

Considerava a música um hobby, ao qual se dedicava quando queria ou tinha tempo. Não tinha conhecimentos musicais, nem tocava nenhum instrumento. Compunha entoando melodias para os amigos músicos. Independentemente disso, conquistou seu lugar na história da música popular brasileira, com pelo menos duas canções antológicas: “Ronda” e “Volta por cima”. Suas músicas foram interpretadas por grandes nomes da MPB: Chico Buarque, Miúcha, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Inezita Barroso, entre outros.

Nos últimos anos de vida, casado com a cantora Ana Bernardo, Vanzolini não compunha, mas ainda acompanhava os shows da mulher e frequentava algumas rodas de samba em bares de São Paulo.


Em 25 de abril de 2013, ao completar 89 anos, foi internado no Hospital Albert Einstein com pneumonia. Morreu de complicações decorrentes da doença, às 23h35 do dia 28. (Fonte: UOL EDUCAÇÃO)

domingo, 30 de outubro de 2016

HORA DA VITROLA ESPECIAL: PAULO VANZOLINI


RONDA
De Paulo Vanzolini
Intérprete: Alcione



De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar, sem encontrar
No meio de olhares espio
Em todos os bares
Você não está

Volto prá casa abatida
Desencantada da vida
O sonho, alegria me dá
Nele você está

Ah! Se eu tivesse
Quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia

Porém com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar

E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João

Ah! Se eu tivesse
Quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia

Porém com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar

E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João


MENTE
De Paulo Vanzolini e Eduardo Gudin
Intérprete: Clara Nunes





Mente
Ainda é uma saída
É uma hipótese de vida
Mente
Sai dizendo que me ama
Mente
Espalha essa fama
Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente

Mente
Ainda é uma saída
É uma hipótese de vida
Mente
Sai dizendo que me ama
Mente
Espalha essa fama
Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente
Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente

Mente para dar um novo início
Ninguém liga sacrifício
Quando ele é o único meio
Pois na mentira meu amor
Crer eu não creio
Só pretendo que de tanto mentir
Repetir que me ama
Você mesmo acabe crendo

Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente

Mente para dar um novo início
Ninguém liga sacrifício
Quando ele é o único meio
Pois na mentira meu amor
Crer eu não creio
Só pretendo que de tanto mentir
Repetir que me ama
Você mesmo acabe crendo

Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois
Mente, mente, mente, mente.


DANÇANDO NA CHUVA
De Paulo Vanzolini e Elton Medeiros
Intérprete: Elton Medeiros




Quando chegar o fim
Mas o fim não vem
Queria te ver assim
Só que assim não tem
Chorarias por mim?
Chora não, meu bem.
No lugar em que eu estava
Bem na hora em que eu estava
Vai ver que não tem ninguém.

Você roeu toda a carne e chutou o osso
Você bebeu toda a água e cuspiu no poço
Fez deboche do meu verso
Diz que é frouxo e que é insosso
Fez tanta mesquinharia
E se orgulha do papel
Você dançou rindo na chuva
Mas não vai secar o céu.




Paulo Vanzolini nasceu em São Paulo, em 25 de abril de 1924. Aos dez anos de idade, fez sua primeira visita ao Instituto Butantã e descobriu sua vocação: o estudo dos répteis. Quis fazer graduação em Zoologia, mas foi aconselhado pelo professor André Dreyfuss, fundador do Instituto de Biologia da USP, a cursar Medicina para obter uma formação mais ampla.

Durante a faculdade, morando no edifício Martinelli, no centro de São Paulo, integrou-se à vida boêmia da cidade. Formou-se em 1947, mas nunca exerceu a medicina. Casou-se no ano seguinte com Ilze, com quem teve cinco filhos. Em 1949, seguiu para Boston, onde doutorou-se em herpetologia. Dedicou-se à vida acadêmica. Foi diretor do Museu de Zoologia da USP, onde trabalhou por mais de 50 anos.

Considerava a música um hobby, ao qual se dedicava quando queria ou tinha tempo. Não tinha conhecimentos musicais, nem tocava nenhum instrumento. Compunha entoando melodias para os amigos músicos. Independentemente disso, conquistou seu lugar na história da música popular brasileira, com pelo menos duas canções antológicas: “Ronda” e “Volta por cima”. Suas músicas foram interpretadas por grandes nomes da MPB: Chico Buarque, Miúcha, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Inezita Barroso, entre outros.

Nos últimos anos de vida, casado com a cantora Ana Bernardo, Vanzolini não compunha, mas ainda acompanhava os shows da mulher e frequentava algumas rodas de samba em bares de São Paulo.


Em 25 de abril de 2013, ao completar 89 anos, foi internado no Hospital Albert Einstein com pneumonia. Morreu de complicações decorrentes da doença, às 23h35 do dia 28. (Fonte: UOL EDUCAÇÃO)

sábado, 3 de setembro de 2016

HORA DA VITROLA: CHOREI. OU: TRÊS CRAQUES: VANZOLINI, ARAGÃO E O VELHO E ETERNO NOITE

CHOREI
De Paulo Vanzolini
Com Jorge Aragão



Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima

***

COM MESTRE
DOS MESTRES
COM TODAS NOITES ILUSTRADAS





quinta-feira, 16 de julho de 2015

HORA DA VITROLA: MÁRCIA (RONDA)

www.tudooeste.com.br



RONDA
De Paulo Vanzolini
Na interpretação de Márcia



De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar, sem encontrar
No meio de olhares espio
Em todos os bares
Você não está

Volto prá casa abatida
Desencantada da vida
O sonho, alegria me dá
Nele você está

Ah! Se eu tivesse
Quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia

Porém com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar

E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João

Ah! Se eu tivesse
Quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia

Porém com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar

E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João