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quinta-feira, 30 de maio de 2019

PARA DESCONTRAIR: LULA FAZIA MÁGICA ATÉ EM RESTAURANTE CHIQUE

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Lula e Zé Dirceu foram jantar num restaurante muito luxuoso. Ali, os talheres eram de ouro. Puro luxo. Coisa para nababos.

De repente, Lula vê Zé Dirceu pegar duas colheres de ouro e esconder no bolso.

Ficou profundamente aborrecido. Como ele não tivera primeiro a ideia? Mas não passou recibo, decidiu que também ia roubar duas colheres. Todavia, na hora do furto, ficou nervoso (pois os companheiros sempre roubaram para ele e ele "nunca sabia de nada") e as colheres acabaram batendo uma contra a outra, fazendo barulho.

Solícito, o garçom lhe perguntou se queria alguma coisa.

Lula ficou sem jeito, pois tinha sido pego com a boca na botija. Respirou fundo, recompôs a cara de pau e falou que não tinha ouvido nada, não sabia de nada e não queria nada.

Em seguida, “Nunca Antes” tentou de novo, mas uma das colheres caiu no chão.

O garçom ouviu o barulho, aproximou-se de Lula e perguntou, novamente, se ele queria algo.

Lula pensou um pouco. Exímio enganador, dissimulado e oportunista, perguntou ao garçom:

- Você quer que eu faça uma mágica?

- Claro, presidente, claro. Adoro mágicas.

- Então, pegue essas duas colheres de ouro e as coloque no meu bolso.

O garçom o atendeu prontamente.

- Pronto senhor, e agora?

- Agora, conte até três e tire as colheres do bolso do Zé Dirceu.


Todos os que viram a cena ficaram maravilhados. Inclusive o garçom. O Brasil nunca teve, de fato, um presidente como ele. 

(Atualizado em 30 de maio de 2019)

***

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E a patroa quis saber: "Aquele vagabundo do seu patrão lhe disse isso?" 
Por Orlando Silveira
http://orlandosilveira1956.blogspot.com/2019/05/quem-tem-juizo.html#comment-form

sábado, 27 de abril de 2019

LEGIÃO

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Bebê Lula: Jumento


A burrice é contagiosa, maior praga que há. Vejam vocês: o analfabeto ladrão deu uma entrevista encomendada. Bandido pode? O que me espanta – passei da idade de me espantar, não tenho este direito – é que um vagabundo como Lula tenha tantos adeptos. O mundo é cego. Sei que vou perder mais uns muitos falsos amigos. Fodam-se. (OS)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

LULA - E O IMBECIL DISSE

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DOM MENAS: O CÍNICO

Que milhões de brasileiros 
ainda levem esse tipo 
a sério é de cortar os pulsos. (OS)



sexta-feira, 17 de março de 2017

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

LULA - O MITÔMANO (II)

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SPONHOLZ - JBF


“Eles querem chegar no Lula. Eu tenho endereço fixo, todo mundo sabe onde eu moro. Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido”, disse Lula. Do ex-presidente Lula, que recebeu (hoje, 20/01) onze blogueiros no Instituto que leva seu nome. 

Para assistir a dois videos em que Lula 
reforça seu compromisso com a mentira, 
clique no link abaixo: 


LULA - O MITÔMANO

www.trocistas.com
— O problema da mentira é que quando você conta uma mentira uma vez é obrigado a mentir a vida inteira para justificar aquela mentira.

Palavras de Lula (12/06/2008), na tentativa de desqualificar o depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, que acusou a Casa Civil de interferir diretamente no processo de venda da Varig.

O video abaixo é esclarecedor sobre o modus operandi do fanfarrão.




Enquanto Lula dá vazão a seu cinismo, o PT faz o trabalho sujo.  



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O PAI DE TODOS

INTERNET

DILMA? Obra do Lula.
HADDAD? Obra do Lula.
ZÉ DIRCEU? Obra do Lula.
PALOCCI? Obra do Lula.
AJINOMOTO? Obra do Lula.
DELÚBIO, VACCARI E CANALHAS MENORES? Obra do Lula.
A lista é enorme.
Se você continua achando que Lula presta, perdão: quem não presta é você.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O PREFÁCIO DE LULA



Acusado de promover toda sorte de lambanças, o ex-primeiro-ministro português (2005 – 2011) José Sócrates foi preso em Lisboa no dia 21, quando chegava de Paris, sede de um apartamento que comprou por míseros três milhões de euros, cuja origem está a ser desvendada pelas autoridades portuguesas.

Pairam dúvidas sobre a validade do diploma de engenheiro civil de Sócrates. É o que admite a “insuspeita” revista Carta Capital. Logo em seguida, ela nos informa que: "Bem instalado (em Paris), no ano passado Sócrates publicou a tese do mestrado obtido no reputado Instituto Sciences Po. Intitulada A Confiança no Mundo, a obra é prefaciada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Que coisa. Que coisa. Obra prefaciada por Lula é obra rara. O prefácio deve valer mais que a obra, até porque nunca antes neste país e em país algum houve um prefácio como aquele.

Salvo engano, o socialista Sócrates não se contenta em ser apenas larápio. Pedir a Lula, que jamais escondeu sua ojeriza à leitura, que faça o prefácio de um livro, não dá. A não ser que a obra acadêmica trate de recursos não-contabilizados. Mas, aí, por uma questão de justiça, o cara da vez tinha que ser o Delúbio. Ou não? Até onde sei a expressão é dele. Ou, ao menos, foi ele quem a popularizou.

Mas, para a revista de Mino Carta, está tudo certo. Por que “a direita (no poder, em Portugal) é ainda pior” que Sócrates e quadrilha. Imprensa não-golpista é outra coisa, não é?

Viva o patrocínio oficial.






quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PRESIDENTE TEM QUE SER MACHO



Entre umas e outras – todas, melhor dizendo –, a conversa rolava solta no bar da Bentinha. Ali, não tem assunto tabu. Nunca teve. É um espaço democrático, embora não se possa dizer o mesmo de muitos de seus frequentadores – alguns adeptos juramentados da filosofia do “prendo e arrebento”.

No bar da Bentinha, todos os temas são tratados com convicção e veemência, sempre. Pouco importa se os conhecimentos dos debatedores acerca das matérias em discussão são pífios. Cada um fala e repete o que lhe dá na telha. E o que é melhor: ninguém precisa arcar com as consequências. Naquele final de tarde, começo de noite, as discussões tinham a política como foco, por conta da morte mais que anunciada do caudilho venezuelano. 
 
-- O homem morreu – afirmou, consternado, Vicentinho, o mais mirrado e politizado da turma.

-- Que homem? – quis saber Mundo da Lua, o mais avantajado e alienado de todos.

-- Caracas, Mundo. O Chávez, Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Chávez se foi.

-- Esse cara não era de Cuba?

-- Mundo, o de Cuba é Fidel Castro – explicou Vicentinho, com uma pitada de irritação.

-- É verdade. Esse também já morreu. Eu li nos jornais.

-- Morreu nada, homem. Está vivo. Está mal, mas está vivo.

-- E você está chateado por que o homem morreu? – perguntou Mundo da Lua.

-- Claro. Chávez era o cara: valente, não mandava recado, dizia na lata o que tinha que dizer. Chamou o presidente dos Estados Unidos de “diabo”. Só não pegou ele de pau porque os seguranças não deixaram. Na ONU. Desafiava todo mundo. Era socialista, queria o bem da humanidade, menos dos americanos. Destes, ele nunca gostou. Defendia com unhas e dentes seu país, seu povo. Vai fazer falta, vai fazer falta.

-- Mas era um ditador – retrucou Mundo da Lua, num raro ataque de lucidez.

-- Ditador coisa nenhuma. Ele não tinha paciência com políticos. É diferente. Se enchessem muito o saco dele, era capaz de mandar fechar o Congresso. Para que serve aquilo? Pra nada. Só pra gastar o dinheiro do povo pobre. Também mantinha a Justiça com rédeas curtas. Onde muita gente dá palpite, a coisa não funciona. O Brasil precisa de um Chávez, de um patriota, que salve este país.

-- Caramba, e o Lula, não é bom?

-- Mundo, Lula é frouxo. Em vez de fechar o Congresso, mandou dar mesada pros caras. Pode uma coisa dessas? Um homem que faz isso é macho? Chávez mandava todo mundo para o paredão. Com ele, não tinha conversa mole. O Brasil precisa de um cara que dê um murro na mesa e diga assim: “Olha aqui, minha gente: quem não seguir a nova cartilha vai ver o que é bom para a tosse”. Aí, endireita.

-- É verdade, Vicentinho. É por isso que gosto de conversar com você. Sempre aprendo coisas novas. Vai mais uma?  (março/2013)



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PI FOI PRESO. E AÍ... A CAPA FICOU MACHO. E O CAPO, PRA VARIAR, FOI DAR UM ROLÊ

EX-PROCURADO FOI ACHADO
poncheverde.blogspot.com 

-- CAPA, os italianos prenderam PI.

-- Não me faltava mais nada, porra! Liga pro chefe, pro LU. Agora!!! Se esse homem de merda falar mais do que já se descobriu, as coisas complicam. A eleição tá aí, animal. Vamos fazer uma vaquinha. Pra pagar o que ele deve. Da prisão ninguém pode livrá-lo. Depois a gente arruma um emprego pra ele. Na CENTRAL... Não foi por falta de aviso. “Faça as coisas com cuidado, PI”, cansamos de avisar. Já ligou pra LU?

--LU viajou com RÔ. Mas deixou um recado pra famiglia: “Não deixem PI na mão. Vaquinha tá manjada, melhor bingo. Temos que driblar a turma do Barbosa”.

-- Caracas! Bingo não dá nada, ainda mais os de igreja. É miséria. PI vai ficar puto.

-- Calma, CAPA. DUDU dá um jeito. Manda PI meter a mão no bolso. E gastar um pouco do dinheiro que está nas contas dos recursos não contabilizados.

-- Entendi. Tem que topar. Não é melhor que os outros.


sábado, 7 de dezembro de 2013

O VIGARISTA

baptistão.zip.net


“Lula era informante de meu pai no DOPS... Graças às informações que Lula prestava a meu pai, muitos relatórios foram produzidos, muitas operações foram realizadas”. (Romeu Tuma Júnior, ex-secretário nacional de Segurança de Lula, autor de ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES – UM CRIME DE ESTADO. A ser lançado nesta semana.)

***

Aos que ainda, por desinformação ou safadeza travestida de ideologia, se iludem com Lula, recomendo O QUE SEI DE LULA, livro de José Neumane Pinto. Entre inúmeras informações, o leitor vai saber como Lula, operário, trabalhava contra quem trabalhava. Um vadio eterno.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MÁFIA

Se KASSAB sabia ou não sabia das lambanças de seus fiscais, não sei. Se KASSAB levou muito ou pouco, ou nada, não sei. Quem sabe? O duro é acreditar que meia dizia de vagabundos tenham roubado tanto e por tantos anos, sem que seus superiores soubessem. As folhas nos informam que Lula e a analfabeta que o sucedeu estão descontentes com o comportamento de Haddad . Querem que ele se cale. Contam com o apoio de KASSAB em 2014. Aí tem.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

UMA "HOMENAGEM" A SARNEY, RENAN E ASSEMELHADOS


CANTA, CAZUZA








UM SENADO DE MERDA

RENAN CALHEIROS/Agência Senado
Os números a seguir estão publicados no Estadão de hoje, em reportagem de Ricardo Brito e Fábio Fabrini. Eles falam por si. E nos dão conta do bordel em que o Senado foi transformado por picaretas que dizem nos representar.

Aquela casa de viração conta com 81 senadores, alguns poucos, raros, da mais alta qualidade. Nada menos que 3.241 funcionários comissionados (não concursados) e 2.991 efetivos (concursados) estão à disposição dos achacadores do dinheiro público, eleitos por nós.  Na média, cada senador dispõe de 77 funcionários. Nessa conta não entram os cerca de 2.000 trabalhadores terceirizados.

Sem contar os terceirizados, o Senado – a mais perdulária das casas de viração do país – gasta anualmente R$ 3 bilhões com a folha de pagamentos. Há dez anos, o gasto era de pouco mais de R$ 1 bilhão. Em valores corrigidos monetariamente, a despesa atual seria de R$ 1,83 bilhão.

Nos últimos dez anos, o Senado foi presidido por José Sarney (três vezes), Renan Calheiros (duas vezes e meia, porque foi obrigado a renunciar à Presidência para não ser cassado), Tião Viana e Garibaldi Alves. Dois deles, ao menos, são o que se pode chamar de cidadãos abaixo de qualquer suspeita: Sarney e Renan. Não pode ser obra do acaso que se tenham transformado em aliados preferenciais de Lula, PT e Dilma. Ou seja: o que há dez anos já não era grande coisa ficou infinitamente pior.

Como os exemplos vêm de cima e os piores fazem escola, o que ali se faz é reproduzido, em menor ou maior escala, sem qualquer cerimônia, em praticamente todas as casas legislativas deste Brasil indolente.


Que bosta!  

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SE LULA FOSSE O PRESIDENTE...

-- E aí, mano velho: que achou do novo papa?

-- Parece ser um cara legal, boa praça. Mas a gente não pode esquecer que ele é argentino. Se Lula fosse presidente, não deixava acontecer uma coisa dessas, não. Ele emplacava um dos nossos. Se não desse, negociava... Fazer o quê? Dilma é mais fraca. Pelo menos o papa gosta de futebol. Podia ser pior.

-- É verdade. Se Lula estivesse lá, chamava o cara pra jogar uma pelada no Torto. Ainda mais agora que ele vem ao Brasil, pra participar de uma festa da Terceira Idade, acho que é isso, sei lá.

-- Digo mais: Lula aproveitava a pelada e o churrasco pra jogar um agá em cima do homem: “Preciso arrumar, Papa Chico, uma ocupação pra Delúbio. Ele está no desvio. O cara é fera. Vai cair como luva numa diretoria do Banco do Vaticano”.

-- Mas Delúbio não entende nada de banco...

-- Você tá louco. Ele sabe tudo de banco. Aprendeu com o carequinha.

-- É verdade, mano velho. Você está certo. Tinha me esquecido.


-- Lula faz falta. (março/2013)

PRESIDENTE TEM QUE SER MACHO

Foto: Kashif Ahmed/www.deliberation.info
Entre umas e outras – todas, melhor dizendo –, a conversa rolava solta no bar da Bentinha. Ali, não tem assunto tabu. Nunca teve. É um espaço democrático, embora não se possa dizer o mesmo de muitos de seus frequentadores – alguns adeptos juramentados da filosofia do “prendo e arrebento”.

No bar da Bentinha, todos os temas são tratados com convicção e veemência. Sempre. Pouco importa se os conhecimentos dos debatedores acerca das matérias em discussão são pífios. Cada um fala e repete o que lhe dá na telha. E o que é melhor: ninguém precisa arcar com as consequências.

Naquele final de tarde, começo de noite, as discussões tinham a política como foco, por conta da morte mais que anunciada do caudilho venezuelano. 
 
-- O homem morreu – afirmou, consternado, Vicentinho, o mais mirrado e politizado da turma.

-- Que homem? – quis saber Mundo da Lua, o mais avantajado e alienado de todos.

-- Caracas, Mundo. O Chávez, Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Chávez se foi.

-- Esse cara não era de Cuba?

-- Mundo, o de Cuba é Fidel Castro – explicou Vicentinho, com uma pitada de irritação.

-- É verdade. Esse também já morreu. Eu li nos jornais.

-- Morreu nada, homem. Está vivo. Está mal, mas está vivo.

-- E você está chateado por que o homem morreu? – perguntou Mundo da Lua.

-- Claro. Chávez era o cara: valente, não mandava recado, dizia na lata o que tinha que dizer. Chamou o presidente dos Estados Unidos de “diabo”. Na ONU. Só não pegou ele de pau porque os seguranças não deixaram. Era socialista, queria o bem da humanidade, menos dos americanos. Destes, ele nunca gostou. 

-- Mas era um ditador – retrucou Mundo da Lua, num raro ataque de lucidez.


-- Ditador coisa nenhuma. Ele não tinha paciência com políticos. É diferente. Se enchessem muito o saco dele, era capaz de mandar fechar o Congresso. Para que serve aquilo? Pra nada. Só pra gastar o dinheiro do povo pobre. Também mantinha a Justiça com rédeas curtas. Onde muita gente dá palpite, a coisa não funciona. O Brasil precisa de um Chávez, de um patriota, que salve este país.

-- Caramba, e o Lula, não é bom?

-- Mundo, Lula é frouxo. Em vez de fechar o Congresso, mandou dar mesada pros caras. Pode uma coisa dessas? Um homem que faz isso é macho? Chávez mandava todo mundo para o paredão. Com ele, não tinha conversa mole. O Brasil precisa de um cara que dê um murro na mesa e diga assim: “Olha aqui, minha gente: quem não seguir a nova cartilha vai ver o que é bom para a tosse”. Aí, endireita.

-- É verdade, Vicentinho. É por isso que gosto de conversar com você. Sempre aprendo coisas novas. Vai mais uma?  (março/2013)



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

UM QUÊ DE JÂNIO

Lula, como se sabe, já se comparou a Getúlio e a Juscelino. Tempos atrás, declarou-se um homem sem pecados, quase santo. Lula, no entanto, até onde sei, nunca admitiu seu lado Jânio Quadros. E ele o tem. Não me refiro aos arroubos verbais e à vermelhidão no rosto – marcas presentes em muitas de suas aparições públicas. Ignoro se Lula tem ou se Jânio teve problemas com o sol. Quanto ao linguajar, ambos sempre trataram de maltratar a “inculta e bela”. Jânio abusava do Português castiço; Lula adota o que se poderia chamar de Português mestiço.

Jânio fez enorme sucesso com seus bilhetinhos. Nunca o Diário Oficial - da União, Estado e Município - foi tão disputado nas redações como nos tempos em que ele ocupou os cargos de presidente da República, governador de Estado e prefeito. Lula, que já admitiu publicamente ser avesso à leitura, tem a prudência de não escrever bilhetes. O único deles que vazou para a imprensa, durante uma cerimônia da qual ele participava, era de uma ruindade raramente vista. O “estilo” de quem não lê nada é sofrível. Não há escapatória.

Vamos ao que importa: Lula e Jânio nunca nutriram grande respeito pelo Legislativo.

Prefeito de São Paulo pela segunda vez (1986/1988), Jânio governava na base do decurso de prazo - uma estrovenga herdada do período militar, que lhe permitia aprovar toda e qualquer matéria de seu interesse sem o aval da Câmara de Vereadores. Para tanto, bastava que os seus aliados saíssem do plenário, por dez sessões consecutivas. Assim, as sessões eram derrubadas por falta de quórum. E o que faziam os aliados de Jânio? Faziam exatamente o que o chefe lhes ordenava - desde que, em troca, ganhassem alguns “mimos”.

No exercício do segundo mandato, Lula continua fazendo o que fazia no primeiro: edita uma medida provisória atrás da outra, trava a pauta do Congresso e impede que outras matérias sejam discutidas e votadas. Quando lhe interessa, baixa uma medida provisória para revogar outra. O que deixa claro que, na esmagadora maioria dos casos, as medidas provisórias não se revestem de qualquer urgência e relevância. E o que fazem os aliados de Lula? Fazem o que o chefe lhes ordena – desde que, em troca, ganhem alguns “mimos”.

Os tempos mudaram. Washington Luís acreditava que governar era abrir estradas. Coisa que Lula não faz, embora conte com um imposto específico para este fim - a tal da CIDE. Lula gosta é de remendar estradas, em tempo de chuva brava e sem licitações. Mas essa é outra história, igualmente cabeluda. O fato é que, de uns tempos para cá, parece ser impossível “governar” sem distribuir “mimos”.

Bons tempos aqueles em que os governantes cuidavam ao menos das estradas, e senadores, deputados e vereadores não se preocupavam tanto com os “mimos”. Que a minoria também pague pela maioria “mimada” são os ossos do ofício.





COM TOMATES NÃO SE BRINCA

Que fique absolutamente claro: jamais, em tempo algum, fui cidadão de provocar frisson. Não reclamo da sorte. Se não conheci a delícia dos aplausos, também não experimentei o fel das vaias, muito embora sempre estivesse mais próximo dessas que daqueles.

Minha testa nunca foi alvo de ovos ou tomates. E me orgulho desse fato. Se alguns passaram por perto, foi por engano. Às vezes, a gente anda com más companhias sem saber. Nem por isso ignoro a “força” do tomate. Relatos pungentes de vítimas me fazem acreditar nos efeitos devastadores de uma tomatada, quer do ponto de vista físico, quer sob a ótica tortuosa da psicologia. Depois de uma tomatada, ninguém consegue mais ser o que era.

O que eu nunca imaginara é que a força do tomate fosse muito, infinitamente, maior que a por mim idealizada. Quem poderia supor que, unidos, tomates jamais serão vencidos? Que podem abalar os alicerces da sexta ou sétima economia do mundo? Ninguém. Ninguém.

O alerta foi dado pelo nosso ex-presidente, o verdadeiro e único descobridor dos sete mares. “Dilma não deixará que o tomate venha a quebrar a força da economia”, disse ele, em Minas Gerais, com aquela segurança típica dos estadistas. Ufa. Ainda bem que, junto com o susto, veio a palavra tranquilizadora. Os tomates são fortes, mas com Dilma nem eles podem.  (abril de 2013)


SERÁ QUE ELA BEBE?

Todo governante, uns mais, outros menos, é meio paranoico. Sofre de mania de perseguição. Entre nós, o mais doidão de todos, salvo engano, foi Jânio Quadros. Dizia-se pressionado por forças “ocultas”, que depois entraram para a história oficiosa como “terríveis”. Não precisa ser especialista em nada para desconfiar que, por trás de umas e de outras forças, estava ela: a maldita da uca, a lhe entortar o raciocínio e os passos.

Ainda agorinha, tivemos um presidente que jamais perdia a oportunidade de denunciar um suposto complô das elites e da imprensa para apeá-lo do cargo. Tudo por conta de uma única e definitiva razão: a imprensa e as elites não suportam ver um operário no comando do país e ainda mais ensinando aos bacanas do Primeiro Mundo como se governa tão bem. Até porque, segundo o próprio, nunca antes na história desse país etc. e tal. Há quem desconfie de que sua semelhança com JQ vai além do carisma, do jeitão histriônico de ambos. Quem o conhece de perto diz ser incondicional seu amor pelos produtos da terra, especialmente quando eles vêm na forma de destilados.

Nossa presidente anda com os nervos um tanto arruinados. Não perde a oportunidade para meter a pua nos “pessimistas profissionais” que torcem para que a inflação volte com tudo e prejudique sua reeleição. Para ela, os preços do tomate, dos ovos e de outras coisinhas mais são pontos fora da curva, nada mais que isso. Tudo nos trinques. E não se fala mais nisso. A pergunta que não se cala é outra.(junho de 2013)



TUCANO DE NASCENÇA. PODE?

1991, domingo. O Tribunal de Contas do Município acabara de rejeitar as contas de Erundina, prefeita de São Paulo. Mais tocado que mosca varejeira, Lula, sempre ele, subiu no palanque e fez seu repto:

-- Quero ver se esses vereadores vagabundos vão ter coragem de aprovar uma coisa dessas!

À Mesa Diretora da Câmara, claro, não restava alternativa: tinha que porque tinha que emitir uma nota dura contra a falação de Lula.

No dia seguinte, o presidente chamou o assessor de imprensa às pressas:

-- Faça uma nota na seguinte linha etc. e tal. Com rapidez. Os vereadores estão com pressa e todos precisam assinar.

Cinco minutos depois, suado até não mais poder, o assessor retornou à sala, entregou a nota ao presidente, que a leu em voz alta. Foi aprovada. O único que votou contra foi um vereador conhecido pelo gênio medonho e a valentia de quem, em parceria com o irmão, assombrava o futebol de várzea.

Foi voto vencido.

Texto escrito em papel timbrado, assinado, o velho vereador, um dos mais antigos, chamou o pobre assessor, ainda em bicas:

-- Parabéns. Seu texto estava uma beleza. Quase um poema. Só faltaram as rimas. Está tão bonito que a gente assina, sem saber se a favor ou contra. Você nasceu tucano. (julho/2013)