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sexta-feira, 8 de junho de 2018

HORA DA VITROLA: LUIZ GONZAGA E FAGNER (SÚPLICA CEARENSE)

Resultado de imagem para imagens seca no sertão cearense
Foto: Arquivo Google

SÚPLICA CEARENSE

De Gordurinha e Nelinho
Com Luiz Gonzaga e Fagner




Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
  

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

HORA DA VITROLA: LUIZ GONZAGA

XOTE DAS MENINAS
De Luiz Gonzaga




Mandacaru, quando "fulóra" na seca
É o sinal que a chuva chega no
Sertão
Toda menina que enjoa da
Boneca
É sinal que o amor
Já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais
Sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais usar timão
Ela só quer, só pensa em
Namorar
Ela só quer, só pensa em
Namorar
Ela só quer, só pensa em
Namorar
Ela só quer, só pensa em
Namorar
De manhã cedo já está pintada,
Só vive suspirando sonhando acordada,
O pai leva ao "dotô" a filha adoentada
Não come, não estuda, não dorme não quer nada
Mas o doutô nem examina
Chamando o pai de um lado
Lhe diz logo em surdina
o mal é da idade
Que tem a tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer, só pensa em
Namorar
Ela só quer, só pensa em
Namorar






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

HORA DA VITROLA: LUIZ GONZAGA


INTERNET


ASA BRANCA
De Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira

Quando oiei a terra ardendo
Gual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeu Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus oio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração




O repentista Oliveira de Panelas certa vez escreveu: “Foi voando nas asas da Asa Branca/Que Gonzaga escreveu sua história”. A canção “Asa Branca” desperta inúmeras reações. A composição tem mais de 50 anos de existência, mas por causa de sua atualidade até hoje se encontra presente no imaginário do povo brasileiro. Para compor a bonita toada, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira tiveram por base versos que circulavam na Serra da Borborema, Pernambuco. E em outros, que também rolavam de boca em boca nos fins de Pernambuco e Ceará. A asa-branca, como a rolinha e a juriti, pode ser encontrada nos cerrados, nas caatingas e nas florestas brasileiras. Ela simboliza paz, saudade e exílio. Mas a evocativa letra da canção fala da seca, das tristes condições da vida do sertanejo. A asa-branca entra como metáfora. A ave bate asas para achar uma vida melhor e o protagonista da canção faz o mesmo. Mas ele promete a seu amor que um dia vai voltar, quando a chuva cair de novo. Sua esperança é que tudo vai ficar verde de novo, exatamente da mesma cor dos olhos de sua amada. Parte dessa cantiga foi feita numa tarde de agosto de 1945, no Rio de Janeiro, mas ela só seria gravada pelo Rei do Baião no dia 3 de março de 1947, nos estúdios da RCA Victor. Gonzaga ajudou a popularizar a melodia com sua aparição no filme O Mundo É um Pandeiro. Já são mais de 300 versões: à capela, por duplas, trios, quartetos, bandas, orquestras em ritmos que vão de choro a rock. Caetano Veloso, saudoso das coisas brasileiras, gravou a obra de Gonzaga e Teixeira em Londres, em 1971. Raul Seixas a juntou com “Blue Moon of Kentucky”, de Elvis Presley. A melodia de “Asa Branca” também conquistou os artistas estrangeiros. Mas nenhuma interpretação bate a do velho Lua, que a continuou cantando até sua morte em 1989. - Assis Angelo/ Revista Rolling Stone






terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

HORA DA VITROLA: LUIZ GONZAGA

OVO DE CODORNA

DE: Severino Ramos
Na interpretação do mestre.
  
(-- Mestre Lua, tudo bem? Dá pra falar?
-- Dá. Digue.
-- O mestre sabe. A idade bateu nas partes baixas...
-- Vá no Blog do Lando, ouça. Siga o conselho e volte a ser o que foi. É só clicar. Custa nada, homem.)




Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver
Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver

Eu sou madurão, passei da flor da idade
Mas ainda tenho alguma mocidade
Vou cuidar de mim, pra não acontecer
Vou comprar ovo de codorna pra comer

Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver
Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver

Eu já procurei um doutor, meu amigo
Ele me falou: - Pode contar comigo
Ele me ensinou e eu passo pra vocês
Pra comprar ovo de codorna pra comer

Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver
Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver

Eu andava triste, um pouco apavorado
Estavam me fazendo de um pobre coitado
A minha companheira está feliz porque
Eu comprei ovo de codorna pra comer

Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver
Eu quero ovo de codorna pra comer,
O meu problema ele tem que resolver




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

HORA DA VITROLA: MESTRE LUA




O XOTE DAS MENINAS

(LUIZ GONZAGA)

Mandacaru
Quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega
No sertão
Toda menina que enjoa
Da boneca
É sinal que o amor
Já chegou no coração...

Meia comprida
Não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir timão...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao dotô
A filha adoentada
Não come, nem estuda
Não dorme, não quer nada...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Mas o dotô nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
Que prá tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Mandacaru
Quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega
No sertão