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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

LÍNGUA AFIADA: LUIZ FELIPE PONDÉ


INTERNET



 Todo mundo que pensa um pouco vive com medo da força 
democrática (numérica) dos idiotas.

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Veja o discurso dos políticos: são todos otimistas; 
grandes canalhas são sempre otimistas e simpáticos, 
caso contrário não dão o golpe que querem dar. 
Mas, hoje em dia, o otimismo é um modo de se vender no mundo.

*** 

Não existe isso de multidão do bem. Toda multidão é do mal.

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Ali onde está a multidão está a mentira. 
Muitos sentimentos juntos são sempre falsos.

***
O perdão é maior do que a justiça, 
ele cabe onde a justiça não seria suficiente. 
É possível ser justo com alguma pessoa, sem perdoá-la.

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A paranoia é a consciência aguda da fragilidade da vida.

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Se o fantasma da mulher é a falta de beleza
 o do homem é a falta de coragem.

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A vida se repete exatamente naquilo em que ela é miserável: 
medo, inveja, baixa autoestima e abandono.

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Nem todo mundo sofrerá da "maldição de amor", 
como diziam os medievais.
Muita gente morre sem saber o que é essa doença. 
Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.
 
FONTE: pensador.uol.com.br

***

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PONDÉ NOS TRAÇOS 
DE ROBERTO KROLL

Luiz Felipe Pondé é filósofo, escritor, ensaísta, e professor, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, discute temas como comportamento, religião, ciência. Escreve às segundas na Folha de S. Paulo, desde 2008 e participa, semanalmente, do Jornal da Cultura.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

LÍNGUAS AFIADAS: POLÍTICA (vários autores)


EINSTEIN/GOOGLE

Como nenhum político acredita no que diz, 
fica sempre surpreso ao ver que os outros
 acreditam nele. (Charles de Gaulle)

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O meu ideal político é a democracia, 
para que todo o homem seja respeitado
 como indivíduo e nenhum venerado. (Albert Einstein)

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O primeiro método para estimar a inteligência
 de um governante é olhar para os homens
 que tem à sua volta. (Maquiavel)

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Políticos e fraldas devem ser trocados
 de tempos em tempos pelo mesmo motivo. (Eça de Queiroz)

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CHURCHILL/GOOGLE

A política é quase tão excitante como a guerra 
e não menos perigosa. Na guerra a pessoa
 só pode ser morta uma vez, 
mas na política diversas vezes. (Winston Churchill)

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Errar é humano. 
Culpar outra pessoa é política. (Hubert H. Humphrey)

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I

Eu achava que a política era
 a segunda profissão mais antiga.
 Hoje vejo que ela se parece
 muito com a primeira. (Ronald Reagan)

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Nada é tão admirável em política
 quanto uma memória curta. (John Galbraith)

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A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas
 de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. 
Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte
 de forçar as pessoas a decidir 
sobre o que não entendem. (Paul Valéry)

***

Os políticos não conhecem nem o ódio, 
nem o amor. São conduzidos pelo interesse
 e não pelo sentimento. (Philip Chesterfield)

terça-feira, 28 de agosto de 2018

LÍNGUA AFIADA: VAIDADE (VÁRIOS AUTORES)

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SÍMBOLO DA VAIDADE (FOTO:GOOGLE)

A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.

(Mario Quintana)

Não ter vaidades é a maior de todas.

(Millôr Fernandes)

Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir.

(Honoré de Balzac)

A vaidade é um princípio de corrupção.

(Machado de Assis)

O ciúme é só vaidade.

(Raul Seixas)

Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais, vaidade.

(Paul Valéry)

A falsa modéstia é o último requinte da vaidade.

(Jean de la Bruyere)

O que torna a dor do ciúme tão aguda é que a vaidade não pode ajudar-nos a suportá-la.

(Stendhal)

A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.

(Jane Austen)

***

LEIA TAMBÉM

E o Velho Marinheiro explicou a Mafalda as razões de seu "retiro" espiritual: "Após muita reflexão, cheguei à conclusão de que a gula é a mãe de quase todos os pecados capitais e de muitos veniais também..." Por Orlando Silveira

https://orlandosilveira1956.blogspot.com/2018/08/pecados-capitais.html#comment-form

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

LÍNGUA AFIADA: GILBERT CHESTERTON




Os sovinas acordam cedo; 
os ladrões, pelo que sei, acordam na noite anterior.

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Não foi o mundo que piorou, 
as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito.

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Louco não é o homem que perdeu a razão.
Louco é o homem que perdeu tudo menos a razão.

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Não há assuntos pouco interessantes; 
apenas há pessoas pouco interessadas.

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Nós fazemos os nossos amigos, 
fazemos os nossos inimigos,
mas Deus faz o nosso vizinho.

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Para ser suficientemente esperto para ganhar 
todo aquele dinheiro,
é preciso ser muito estúpido para querê-lo.

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O grande poeta existe para mostrar ao homem 
pequeno o quanto ele é grande.

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Contos de fada não dizem às crianças que dragões existem.
Crianças já sabem que dragões existem.
Contos de fada dizem às crianças que dragões podem ser mortos.

***

Gilbert Chesterton (1874 – 1936) foi escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

LÍNGUA AFIADA: BARÃO DE ITARARÉ

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Ilustração: Arquivo Google



A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

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Sábio é o homem que chega a ter consciência
 da sua ignorância.

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Não é triste mudar de ideias,
 triste é não ter ideias para mudar.

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Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.

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Negociata é todo bom negócio
 para o qual não fomos convidados.

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Precisa-se de uma boa datilógrafa. 
Se for boa mesmo, 
não precisa ser datilógrafa.

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Quem empresta, adeus.

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Tempo é dinheiro.
 Vamos, então, fazer a experiência de pagar 
as nossas dívidas com o tempo.

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O fígado faz muito mal à bebida.

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O casamento é uma tragédia em dois atos: 
um civil e um religioso.



Apparício Torelly nasceu no Rio Grande do Sul, em 1895.

Em 1925 foi para o Rio de Janeiro trabalhar nos jornais “O Globo” e “A Manhã”. Em 1926, fundou o tablóide “A Manha”, que serviu de inspiração para jornalistas e humoristas, quarenta anos depois, criarem “O Pasquim”, com os mesmos propósitos de humor crítico.

Foi nesse período que Aparício se autointitulou Barão de Itararé, mais precisamente durante a Revolução de 30. Fundou o “Jornal do Povo”, em 1934, que publicou a história de João Cândido, um dos marinheiros da Revolta da Chibata, de 1910. O jornal durou apenas dez dias e resultou no sequestro e espancamento do jornalista. Com humor sempre afiado, o Barão retornou para a redação do jornal e colocou um aviso na porta: “Entre sem bater”. (Fonte: pensador.uol.com.br)




quinta-feira, 16 de agosto de 2018

LÍNGUA AFIADA: MILLOR FERNANDES


DESENHO: ALAN SOUTO MAIOR

Chato é o indivíduo que tem mais interesse em nós 
do que nós temos nele.
 
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Nossos amigos podem não saber muitas coisas,
 mas sabem sempre o que fariam no nosso lugar.

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Há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos.

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A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo,
de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.

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Quem sabe tudo, é porque anda muito mal informado.

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Chato é aquele que explica tudo tim-tim por tim-tim...
E depois ainda entra em detalhes.

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O dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

LÍNGUA AFIADA: ROBERTO CAMPOS

FOTO: VEJA.ABRIL.COM.BR

Brasília é uma usina de déficits e um bazar de ilusões.

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Fui um bom profeta, pelo menos melhor que Marx. 
Ele previra o colapso do capitalismo; 
eu previ o contrário: o fracasso do socialismo.

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Talvez eu tenha tido os deslizes a que tinha direito
 porque passei toda a juventude em absoluta castidade, 
num seminário. 
De modo que acumulei um grande direito de pecar. 
Usei moderadamente o direito de pecar por falta de cooperação.

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Todo conselho é bom, desde que a gente 
não seja obrigado a aceitá-lo.

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A diplomacia é a arte de ver “antes”, 
não necessariamente de ver “mais”. 
E nunca ver “demais”.

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O único crepúsculo bonito é o da natureza. 
O dos deuses é uma tragédia. 
O dos homens, uma chatice...

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A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor.

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O telefone celular faz mal para a masculinidade: 
é cada vez menor, anda sempre dobrado, 
cai a ligação várias vezes e não funciona quando entra no túnel.

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A diplomacia é como um filme pornográfico: 
é melhor participar que assistir.

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Estatização no Brasil é como mamilo de homem: 
não é útil nem ornamental.

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Em nenhum momento consegui a grandeza. 
Em todos procurei escapar da mediocridade.




Roberto Campos (1917-2001) foi 
economista, diplomata, ministro, senador, 
deputado federal, polemista e acadêmico

terça-feira, 17 de julho de 2018

LÍNGUA AFIADA: GORE VIDAL

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ARQUIVO GOOGLE

Quando alguém me pergunta
 se posso guardar um segredo, respondo: 
por que eu deveria, se você não pode?

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Um escritor deve sempre dizer a verdade, 
a não ser que seja jornalista.

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Nunca tenha filhos, apenas netos.

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Metade dos americanos nunca votou para presidente, 
e metade jamais leu um jornal. 
Esperamos que seja a mesma metade.

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Toda pessoa pronta para disputar a presidência dos EUA deveria, 
automaticamente, ser impedida de concorrer.

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Uma boa ação jamais deixa de ser punida.


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Democracia é o direito de escolher 
entre o Analgésico A e o Analgésico B. 
Mas ambos são aspirinas.

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Hoje as pessoas públicas não conseguem escrever 
seus discursos e nem suas memórias. 
Não sei se conseguem sequer ler.



Gore Vidal (1925-2012) foi escritor e ensaísta norte-americano, famoso pelas suas polêmicas declarações contra a política dos EUA e obras como "Era Dourada: Narrativas do Império", "Império" e "Juliano".

Começou a escrever na adolescência poemas e contos. Entrou para o exército, e nesse período, participou da segunda guerra mundial. Inspirado em suas experiências militares, escreveu o livro "Williwaw" em plena guerra. Depois redigiu, quando morava na Guatemala, o "Em um bosque amarelo" e "A cidade e o pilar", este último chocou o público conservador, pois a obra fazia menções ao homossexualismo.

Nos anos 50, Gore Vidal passou a escrever roteiros para o teatro, cinema e televisão. Nos anos 60, entrou para a política pelo partido democrata, mas não conseguiu eleger-se para o congresso americano.

Gore Vidal foi um polêmico e crítico da política armamentista e externa dos EUA. Criticou o presidente norte-americano George Bush por várias vezes de ser conivente com o terrorismo.

(FONTE: E-BIOGRAFIAS)