Mostrando postagens com marcador Grandes letristas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grandes letristas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

HORA DA VITROLA: GRANDES LETRISTAS - ALDIR BLANC





CORAÇÃO DO AGRESTE
Com Moacyr Luz
Intérprete: Fafá de Belém




Regressar é reunir dois lados
À dor do dia de partir
Com seus fios enredados
Na alegria de sentir
Que a velha mágoa
É moça temporã
Seu belo noivo é o amanhã
Eu voltei pra juntar pedaços
De tanta coisa que passei
Da infância abriu-se o laço
Nas mãos do homem que eu amei
O anzol dessa paixão me machucou
Hoje sou peixe
E sou meu próprio pescador
Rio, voltei no curso
Revi o meu percurso
Me perdi no leste
E a alma renasceu
Com flores de algodão
No coração do agreste
Quando eu morava aqui
Olhava o mar azul
No afã de ir e vir
Ah! Fiz de uma saudade
A felicidade pra voltar aqui



MICO PRETO
Com Moacyr Luz
Intérprete: Gilberto Gil




 
Eu nunca dei um jeitinho
Vim devagarinho, penando
Tentando acertar
Neguinho não me deu nada
A não ser porrada, sermão, passa fora
E eu lá
Tem parasita na ativa exportando divisa
E eu suando a camisa
Por honra da firma
A vida é assim:
Até minha gata dá pra todo mundo
Só não dá pra mim
Se um bacana me chuta
Eu peço desculpas e luto pra não complicar
Se me chamar de bagaço, agradeço, obrigado
Um abraço, isso aí! Até já!
Não tenho tempo pra sarro, o sapato furou
Acabou o cigarro, meu time perdeu
Guincharam meu carro, pisaram o meu calo
E até a comida o cachorro comeu

Mas sou brasileiro
Adoro esse coreto
É agora ou nunca
Já não tem talvez
Tão me dando gelo
Tirei o Mico Preto

Mas vem aí a minha vez!

quarta-feira, 21 de março de 2018

GRANDES LETRISTAS: FERNANDO BRANT




PARA LENNON E McCARTNEY
Com Márcio e Lô Borges
Intérprete: Elis Regina




Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Por que você não verá meu lado ocidental?
Não precisa medo não
Não precisa da timidez
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais
Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês


NOS BAILES DA VIDA
Com Milton Nascimento 




Foi nos bailes da vida, ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim
Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe, tudo tão bom
'Té a estrada de terra na boléia de caminhão, era sim
Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será

Cantando me disfarço e não me canso de viver nem de cantar


OUÇA TAMBÉM
"PONTA DE AREIA' E "SAN VICENTE"


domingo, 18 de fevereiro de 2018

GRANDES LETRISTAS: FERNANDO BRANT



PONTA DE AREIA
Com Milton Nascimento




 
Ponta de areia ponto final
Da Bahia-Minas estrada natural
Que ligava Minas ao porto ao mar
Caminho de ferro mandaram arrancar
Velho maquinista com seu boné
Lembra o povo alegre que vinha cortejar
Maria fumaça não canta mais
Para moças flores janelas e quintais
Na praça vazia um grito um oi
Casas esquecidas viúvas nos portais


SAN VICENTE
Com Milton Nascimento
Intérpretes: Milton Nascimento e Naná Vasconcelos



 
Coração americano
Acordei de um sonho estranho
Um gosto, vidro e corte
Um sabor de chocolate
No corpo e na cidade
Um sabor de vida e morte
Coração americano
Um sabor de vidro e corte

A espera na fila imensa
E o corpo negro se esqueceu
Estava em San Vicente
A cidade e suas luzes
Estava em San Vicente
As mulheres e os homens
Coração americano
Um sabor de vidro e corte

Unhnhnhnh...
As horas não se contavam
E o que era negro anoiteceu
Enquanto se esperava
Eu estava em San Vicente
Enquanto acontecia
Eu estava em San Vicente
Coração americano
Um sabor de vidro e corte

Lararararairai

sábado, 16 de setembro de 2017

HORA DA VITROLA: CLEMENTINA DE JESUS, DANIELA MERCURY E JOÃO BOSCO

Aldir Blanc, baita letrista


INCOMPATIBILIDADE DE GÊNIOS
De João Bosco e Aldir Blanc
Intérprete: Clementina de Jesus



 
Dotô,
jogava o Flamengo, eu queria escutar.
Chegou,
Mudou de estação, começou a cantar.
Tem mais,
Um cisco no olho, ela em vez de assoprar,
Sem dó falou,
sem dó falou ,que por ela eu podia cegar.

Se eu dou,
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar,
Bastou,
Durante dez noites me faz jejuar
Levou,
As minhas cuecas pro bruxo rezar.
Coou,
Meu café na calça prá me segurar

Se eu tô
Devendo dinheiro e vem um me cobrar
Dotô,
A peste abre a porta e ainda manda sentar
Depois,
Se eu mudo de emprego que é prá melhorar
Vê só,
Convida a mãe dela prá ir morar lá

Dotô,
Se eu peço feijão ela deixa salgar
Calor,

Mas veste o casaco veste casaco prá me atazanar
E ontem,
Sonhando comigo mandou eu jogar
No burro,
E deu na cabeça a centena e o milhar

Ai, quero me separar



DE FRENTE PRO CRIME
De João Bosco e Aldir Blanc
Intérpretes: João Bosco e Daniela Mercury


 
Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...

O bar mais perto
Depressa lotou
Malandro junto
Com trabalhador
Um homem subiu
Na mesa do bar
E fez discurso
Prá vereador...

Veio o camelô
Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...

Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...

Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime...

Veio o camelô
Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...(2x)

Tá lá o corpo

Estendido no chão...